Dois anos da nova Política Nacional sobre Drogas

No dia 11 de abril de 2021 completaram-se dois anos da criação da nova Política Nacional sobre Drogas – PNAD

Drogas são uma preocupação a nível mundial e até antes do atual governo era um tema tratado “levianamente” no Brasil. As estatísticas de evidências científicas mostram que a droga é causa e consequência de vários fatores que destroem a sociedade civil.

A nova política nacional sobre drogas do Decreto 9.761/2019, a Lei 13.840/2019, os atos normativos da Secretaria Nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas – SENAPRED e do Ministério da Cidadania representam um avanço sem precedentes na condução dessa política, alcançando, de fato, o cidadão que mais dela necessita.

Aprovada no dia 11 de abril de 2019, por meio da assinatura do Decreto nº 9.761 pelo presidente Jair Bolsonaro, a nova Política Nacional sobre Drogas (PNAD) completa nesta semana dois anos de existência.

Construída em conjunto pelos ministérios da Cidadania, da Justiça e Segurança Pública, da Saúde, e da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, a nova Política Nacional sobre Drogas é baseada na prevenção, na inclusão social e no restabelecimento da saúde por meio da abstinência dos usuários e dependentes químicos, não sendo mais sedimentada na redução de danos. Por meio dela, é previsto também o fortalecimento das comunidades terapêuticas, que recebem incentivo social e financeiro por parte do Governo Federal.

A nova PNAD preconiza, ainda, entre uma série de medidas, a construção de uma sociedade protegida do uso de drogas lícitas e ilícitas, o reconhecimento das diferenças entre o usuário, o dependente e o traficante de drogas, e o foco na abstinência por meio de ações e programas de cuidados, prevenção e reinserção social. Além disso, busca integrar os entes da federação, cooperações nacionais e internacionais, e iniciativas públicas e privadas no fortalecimento da política, por meio de ações de redução de oferta e de demanda de drogas.

Há dois anos, a nova política nacional reconhece que os serviços relacionados ao uso indevido e à dependência de drogas precisam alcançar toda a população brasileira, sobretudo os mais vulneráveis, considerando ainda a prevenção ao tabagismo e ao uso de álcool e outras drogas na infância, na adolescência e na juventude. Para isso, propõe a inclusão na educação básica, média e superior de conteúdos relativos à prevenção do uso de drogas lícitas e ilícitas.

A Mobilização Freemind e a ISSUP Brasil querem parabenizar o Governo Federal, o Ministério da Cidadania e todos os demais ministérios envolvidos na criação e aplicação desta lei que tem mudado a forma como a sociedade em geral se relaciona com a questão das drogas e suas consequências.

Equipe durante solenidade em comemoração dos 2 anos da nova Política sobre Drogas

Para nós do Freemind e da ISSUP Brasil, Mobilização significa um Movimento com ação, ou seja, não adianta ficarmos cobrando uma solução sem colocarmos a “mão na massa” e nos envolvermos diretamente na solução dos problemas das drogas no Brasil. Temos que nos mobilizar de forma organizada, isto é: a sociedade civil como um todo, através do Primeiro Setor (Legislativo, Executivo, Judiciário e Conselhos Municipais), Segundo Setor (Escolas, Universidades, Empresas e Associações de Classe), Terceiro Setor (Instituições, Fundações e Entidades Sociais) e a população em geral, principalmente através dos núcleos familiares. Numa guerra nos mobilizamos rapidamente pois vemos o sofrimento à nossa volta. Esta guerra é nossa e precisamos nos organizar nesta Mobilização de Prevenção contra a dor e o sofrimento que as Drogas Lícitas e Ilícitas trazem às famílias.

As drogas afetam todos os setores da sociedade em todos os países. O abuso de drogas afeta, em particular, a liberdade e o desenvolvimento dos jovens, o bem mais precioso do mundo. São uma grave ameaça para a saúde e o bem-estar da humanidade, a independência dos estados, a democracia, a estabilidade das nações, a estrutura de todas as sociedades e a dignidade e a esperança de milhões de pessoas e suas famílias.

E é exatamente por pensarmos assim que em dezembro de 2019 assinamos um TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA entre a Associação ISSUP Brasil – Sociedade Internacional de Voluntários e Profissionais de Prevenção e Tratamento do Uso de Substâncias – e a União, através do Ministério da Cidadania e pelo meio Da Secretaria Nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas – SENAPRED/MC.

Este acordo importante promove uma reunião de esforços entre as partes para a realização de estudos, ações e fomentos de estratégias na área de prevenção à dependência de drogas lícitas e ilícitas, à luz das diretrizes do Decreto Federal nº 9761/2019 e atualizações trazidas pela Lei Federal nº 13.840/2019 e integrando conhecimentos consagrados internacionalmente.

Parabéns, Governo Federal, pelos 2 anos da nova Política sobre Drogas e por seu empenho em cumprir as promessas de campanha de nosso presidente de lutar contra as drogas durante o seu mandato.

Dois anos da nova Política Nacional sobre Drogas

Instagram não coíbe divulgação de dispositivos eletrônicos para fumar (DEF)

Mesmo proibido, é possível driblar as leis e promover o uso de dispositivos eletrônicos para fumar (DEF) no Instagram, uma rede social com alto grau de engajamento de jovens

Sofisticadas estratégias de marketing têm sido utilizadas para atrair o público jovem para o consumo de produtos fumígenos e promover a aceitação social do tabagismo. No Brasil, a venda e publicidade de dispositivos eletrônicos para fumar (DEF) é proibida desde 2009, mas foram detectadas iniciativas para promover esses produtos nas redes sociais.

Por meio de uma abordagem qualitativa, um estudo realizado por pesquisadoras* da ACT Promoção da Saúde analisou a utilização da rede social Instagram por usuários e comerciantes de DEF, especialmente o uso de stickers criados pelo aplicativo no período da pandemia de Covid-19.

Foi possível verificar que o adesivo do Instagram foi usado indevidamente e possibilitou a propaganda e a promoção de DEF em rede social por parte de seus usuários, apesar da proibição das normas brasileiras e, numa rede social que apresenta alto grau de engajamento e que tem 33% dos usuários em idade entre 13 e 24 anos, faixa etária alvo das estratégias de marketing da indústria do tabaco e comerciantes de DEF. Além da responsabilidade de quem realizou a postagem, há que se considerar a corresponsabilidade do Instagram ao não coibir esse tipo de iniciativa.

Saiba mais sobre este estudo:

Desde a adoção do distanciamento físico, o Instagram desenvolveu stickers (adesivos) para serem usados em postagens dos Stories. O adesivo “Em casa” refere-se à orientação de distanciamento físico como medida para impedir maior transmissão do Sars-CoV-2. O sticker “Agradeço” homenageia profissionais de saúde que estão na linha de frente.

Em maio, a plataforma criou o adesivo “Apoie as pequenas empresas”, como forma de estimular usuários a adquirirem produtos e serviços de fornecedores locais, que são mais impactados economicamente pelas regras do bloqueio comercial (Figura 1).

 

Sticker do Instagram - Apoie as pequenas empresas

Figura 1 - Lista de recursos do Stories do Instagram (Nota: O sticker “Apoie as pequenas empresas” aparece em destaque como o primeiro recurso a ser aplicado à imagem a ser compartilhada).

 

A ação pode parecer louvável, mas pouco dias depois de seu lançamento, perfis de vapers (usuários de DEF) e de revendedores desses produtos passaram a adotar o sticker para promover produtos e fornecedores. Os registros mostram e-juices ou e-liquids (substâncias utilizadas nos aparelhos para conferir sabor e aroma), peças para vapes, aparelhos de vapear e/ou qualquer outra imagem relacionada a vaping.

O adesivo é adicionado na imagem original, identificando um segundo usuário, provável fornecedor do produto promovido. Cada postagem permanece visível no Stories do primeiro usuário por 24 horas. Por sua vez, o usuário-fornecedor é notificado e pode compartilhá-la como forma de agradecimento e, certamente, para promover seus negócios, prolongando assim a ação de marketing pelo tempo que desejar (Figura 2).

Postagens originais e compartilhadas com o adesivo “Apoie as pequenas empresas”

Figura 2 - Postagens originais e compartilhadas com o adesivo “Apoie as pequenas empresas” (Nota: À esquerda, a postagem original feita por @marianovaper. Na imagem central, a postagem ompartilhada feita por usuário-fornecedor (@coqvapeshop). À direita, o sticker no seu formato reduzido em imagem compartilhada por usuário-fornecedor (@brliquidjuices)).

 

Ao tentarem denunciar essa propaganda de DEF, as pesquisadoras receberam mensagens automáticas da plataforma informando que não seria possível analisar a denúncia em razão da sobrecarga imposta pela Covid-19; somente “conteúdo com mais potencial de ser prejudicial” seria analisado (Figura 3).

Apesar de, no final de 2019, o Instagram ter alterado sua política de uso “para incluir regras mais claras para a divulgação paga de determinados bens e serviços, como vaping, tabaco (...) [proibindo] conteúdos de marca que promovam vaping, produtos derivados do tabaco”, usuários da plataforma não conseguem, no momento, denunciar a propaganda de DEF.

Resposta automática do Instagram à denúncia de conteúdo de propaganda de DEF

Figura 3 - Resposta automática do Instagram à denúncia de conteúdo de propaganda de DEF

 

DISCUSSÃO

O sticker do Instagram foi usado indevidamente e possibilitou a propaganda e a promoção de DEF em rede social por parte de seus usuários, apesar de clara proibição da Lei Federal e RDC/Anvisa.

Conclusões feitas por Ratneswaran et al. apontam que a propaganda de cigarro eletrônico estimula o uso desses produtos e de cigarro convencional entre jovens fumantes e não fumantes. Análise feita pela Forrester aponta o Instagram como a rede social que mais promove o engajamento dos consumidores com marcas, a uma taxa de 4,21%.

Esse elevado grau de engajamento é especialmente preocupante, tendo em vista que 31,4% dos usuários do Instagram têm idade entre 13 e 24 anos, faixa etária alvo das estratégias de marketing da IT e fabricantes de DEF.

O marketing digital cria um vácuo de responsabilidade, além de incertezas regulatórias. A formulação, aprovação e implementação de políticas de controle podem ser um processo moroso, mas urge que adaptações sejam feitas e constantemente revisadas, conforme a própria evolução da tecnologia e das mídias, e que a regulação seja monitorada e implementada.

Além da responsabilidade de quem realizou a postagem, há que se considerar a corresponsabilidade do Instagram ao não coibir esse tipo de iniciativa. Apenas incluir em sua Política que não mais permite propaganda de DEF não tem sido suficiente. Isso se agrava no contexto atual, considerando que a plataforma não atendeu às denúncias feitas.

Assim como foi identificada essa iniciativa, é importante monitorar e expor outras atividades de promoção indevida de produtos fumígenos, seja em mídias sociais ou em outros veículos, a fim de zelar pelo cumprimento dos dispositivos legais vigentes e pela prevenção do tabagismo por jovens.

Complementarmente, desde o início da pandemia da Covid-19, o setor privado vem afirmando seu comprometimento ao ajudar na crise sanitária e econômica resultante. Embora iniciativas de auxílio sejam bem-vindas, o momento exige cautela. Alguns setores enxergam, nesse contexto, “oportunidades” a serem abordadas usando valores de responsabilidade social corporativa. No entanto, tais ações devem ser compreendidas como ações de marketing.

 

CONCLUSÃO

A Política Nacional Brasileira de Controle do Tabaco prevê uma série de medidas de prevenção à iniciação ao tabagismo e vem colhendo resultados positivos na redução do percentual de fumantes. No entanto, ações que impeçam seu avanço, como a propaganda em rede social, podem resultar em jovens experimentando e se tornando adultos fumantes que perderão precocemente suas vidas.

É inaceitável que, além de desrespeitarem a legislação vigente, usuários de redes sociais utilizem indevidamente a iniciativa criada no sentido de favorecer comerciantes locais durante período da pandemia de Covid-19. E é também inaceitável que a rede social Instagram se omita diante dessa publicidade ilegal.

Estamos testemunhando não apenas a promoção ilegal desses produtos, mas também a omissão de uma das plataformas digitais mais acessadas na atualidade.

O cuidado às pessoas e à saúde inclui a responsabilidade diante da tentativa de atrair consumidores, notadamente jovens, à experimentação e ao uso regular dos DEF.

* Estudo Realizado pelas Pesquisadoras: Mariana Coutinho Marques de Pinho, Maria Paula Russo Riva, Laura de Souza Cury e Mônica Andreis

 

Fontes:

https://rbc.inca.gov.br/revista/index.php/revista/article/view/1108/716

https://actbr.org.br/artigos-cientificos

 

 

 

5 Things You Need to Know About Alcohol and Cancer

Rethink your alcohol consumption to decrease your risk of cancer.

Most of us are familiar with the link between some lifestyle behaviors and cancer - such as smoking or sedentary lifestyle.

But some people may be surprised by the fact that alcohol consumption is also a risk factor for cancer and that these combined lifestyle factors contribute to up to 40% of cancers.

Given that 26.4% of the total Brazilian population consumes alcohol, it is important to understand how alcohol use increases the risk of cancer.

Consumo de bebida alcoólica uma ou mais vezes por semana numa população com 18 anos ou mais

Here are five things you need to know about alcohol.

1 - Alcohol can affect the normal functions of the body's cells, causing them to grow wildly and turn into a cancerous tumor.

Drinking alcohol increases the risk of having at least six different types of cancer - mouth and throat, vocal box (larynx), esophagus, colon and rectum, liver and breast in women.

2 - The risk of cancer increases with the number of drinks consumed, and even one drink per day increases the risk of developing some types of cancer.

Some people should not drink alcohol at all, including people under the age of 21, women who are or may be pregnant, and people who take certain medications.

3 - Although the consumption of a single drink per day increases the risk of cancer, excessive alcohol consumption is particularly risky.

Excessive drinking is consuming four drinks or more for women and five drinks or more for men on a single occasion.

Excessive alcohol consumption puts people at risk of many short- and long-term outcomes, in addition to cancer, such as injury, violence, and stroke.

Drinking any type of alcohol can contribute to cancer of the mouth and throat, larynx (throat), esophagus, colon and rectum, liver and breast in women.

4 - All types of alcoholic beverages, including red and white wine, beer, cocktails and liqueurs, are related to cancer.

5 - Some people may not realize the amount of alcohol they are drinking. So, what's a drink? A standard drink is equal to 14 grams (0.6 ounces) of pure alcohol. That's:

12 ounces of beer (5% alcohol content).

8 ounces malt liquor (7% alcohol content).

5 ounces of wine (alcohol content 12%).

1.5 ounces or a "dose" of distilled alcohol or liquor 80-80 (40% alcohol content) (such as gin, rum, vodka, whiskey).

Rethink your drink. Reducing alcohol use can decrease the risk of cancer.

Sources:

CDC - Centers for Disease Control and Prevention

National Health Survey 2019 - Volume 4

IBGE

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Estamos muito felizes em anunciar que no último dia 23 de março enviamos para toda a nossa base de dados nossa primeira News Free depois de muito tempo.

Mas o que é News Free? News Free é a forma que escolhemos para levar a você, caro amigo, as últimas notícias ou as matérias mais relevantes que temos em nosso blog, além de compartilhar eventos e cursos que realizaremos ou que nossos parceiros estejam realizando.

O Freemind e a ISSUP Brasil têm semanalmente publicado conteúdo de relevância em seu blog e suas redes sociais.

O News Free é mais uma forma de manter um relacionamento com nosso público por meio da oferta de conteúdos baseados em evidências científicas. Queremos ampliar nossa base e levar toda essa riqueza de informações a mais e mais pessoas.

Afinal, nossa missão é ajudar pessoas a ajudarem mais pessoas e, com isso, fortalecer conceitos que mostram o quanto a prevenção é importante nos dias de hoje, tão devastadoramente sofridos pelo uso problemático de substâncias.

Nosso público é constituído por pais, profissionais e educadores, entre outros, que vem em busca de informação confiável, aprimoramento de conhecimentos e capacitação.

Nossos congressos se pautam nessa necessidade de unir os especialistas, os que têm o conhecimento teórico e prático, àqueles que estão sedentos de aprendizado. Acreditamos que temos conseguido atingir nossos objetivos ao longo dos anos, mas queremos sempre mais...

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Saiba mais sobre a ISSUP e o Capítulo Nacional do Brasil

Você tem ouvido falar da ISSUP desde 2016, durante o 4º Congresso Internacional Freemind, que aconteceu na cidade de Campinas/SP.

Foi nesse evento que ocorreu o II International Workshop on Drug Demand Reduction da ISSUP – Sociedade Internacional de Profissionais do Uso, Prevenção e Tratamento de Substâncias.

Nesse ano, o Freemind ganhou o mundo e todo mundo ganhou com isso. Foram 2500 congressistas e, destes, 300 eram de outros 60 países. O evento contou com a participação de 30 palestrantes internacionais e foram oferecidas 376 horas de capacitação internacional aos participantes inscritos.

Tudo isso só foi possível pela parceria que o Freemind estabelecia com a ISSUP.

Essa parceria começou a ser desenhada numa reunião do Conselho Diretor da ISSUP em Genebra, quando vieram as primeiras tratativas para que a Mobilização Freemind se tornasse a entidade anfitriã do Capítulo Nacional do Brasil na ISSUP. Em dezembro de 2017 fomos oficialmente convidados a sediar o Capítulo Nacional.

Mas, afinal, o que é e o que faz a ISSUP? E o que é um Capítulo Nacional?

A ISSUP é uma sociedade profissional internacional que conecta, une e compartilha conhecimentos entre as pessoas que trabalham com a prevenção, tratamento e recuperação a nível mundial.

Os programas de estratégias de prevenção, tratamento e recuperação baseados em evidências científicas oferecem grandes benefícios para as pessoas, para as comunidades e para a sociedade. Porém, existem muitos desafios e obstáculos que aparecem no caminho de prestação de um trabalho eficaz.

A ISSUP está aqui para ajudar fazendo essa conexão! Os membros da ISSUP estão conectados a uma grande rede profissional para compartilhar conhecimentos e conselhos práticos em uma ampla gama de temas e especializações.

A comunidade online da ISSUP permite a comunicação com outros membros e o compartilhar de ideias, pesquisas e recursos.

Os Capítulos Nacionais conectam colegas do próprio país, oferecendo-lhes um enfoque e contexto nacional.

A ISSUP os vincula com organizações associadas, ajudando no desenvolvimento da capacitação, ou apoiando na formulação de políticas e podemos também conectá-los a uma rede de universidades que transmitem, facilitam o desenvolvimento e promovem a formação acadêmica no âmbito destes temas.

Assista ao vídeo e saiba mais sobre a ISSUP:

https://www.youtube.com/watch?v=uiyTfnaRIiQ&t=23s

O cadastro para se tornar sócio é gratuito e pode ser feito em https://www.issup.net/pt-br/associacao/candidate-se. Não esqueça de assinalar a opção para inscrever-se no Capítulo Nacional do Brasil.

Você já ouviu falar em ISSUP e em Capítulo Nacional do Brasil na ISSUP?

E-book: "Parents in Prevention" - volume 1

An E-book to support people to keep children and adolescents safe and free from problems related to the use of alcohol and other drugs.

In an increasingly fast-paced and dynamic world, more and more people suffer pressures, stress and influence from the environment in which they live, many of these influences are real threats to people's well-being. Therefore, we see children and adolescents increasingly vulnerable and susceptible to adopting risky behaviors, including the use of alcohol and other drugs.

To support parents, mothers, guardians and professionals dealing with children and adolescents was launched the E-book "Fathers in Prevention" - volume 1, its goal is to support people to keep children and adolescents safe and free of problems related to the use of alcohol and other drugs.

The E-book Parents in Prevention - Volume 1 (319 pages) is a digital book, made to be read on mobile, computer or tablet, PDF format. This E-book is part of the content of the Online Course Parents in Prevention, which reached the level of excellence in the evaluation of the public in 2020.

In this E-book you will learn what parents need to know about drugs, the book answers clearly and objectively the following questions: What are drugs? What are the drugs most used by young people in Brazil? What are the main consequences of drug use? What are the usage patterns and how to identify them?

You will learn in practice what prevention is and what its types are. You will clearly know how to prevent, what are risk and protection factors that, based on science, are related to the higher or lower probability of drug use.

You will learn what they are and what are the most common normative beliefs related to drug use and what to do to lessen their negative impact on the lives of children and adolescents.

You will identify with a mother's dreams, longings, expectations, fears and frustrations when dealing with one of her greatest challenges, educating and raising children in constant transformation.

You will also know the characteristics of children and adolescents, their interests, longings and dreams, enter your world to be closer to them and thus be an influence for good!

With this E-book you have the following benefits:

  1. You increase a lot of knowledge about alcohol and other drugs;
  2. You learn how to approach the subject of drugs with children and adolescents;
  3. You learn exactly how to prevent drug use;
  4. You identify your parental style and try to fit better;
  5. You learn about the risk and protection factors that are related to drug use;
  6. You learn more about how to help in the healthy development of children and adolescents;
  7. Your relationship with children and adolescents tends to improve.

This E-book helps you solve the following pains:

  1. Decreases fear and anxiety of not knowing how to prevent the use of alcohol and other drugs;
  2. Reduces family conflicts;
  3. Reduces communication problems between parents and children.

It is a light writing that seeks to talk to the reader in a clear, objective and motivating way.

Below is the link to purchase the E-book, so you also support other prevention projects:

https://go.hotmart.com/K46594885X

About the author:
Claudemir L.M. dos Santos

Graduated in Social Communication with qualification in Public Relations, Pedagogy and Portuguese/English. He has done professional exchange and specialization in Prevention, Education, Treatment and Drug Policy at Virginia Commonwealth University, USA. Post-graduated in Public Management, he works as Technical Director and Specialist in Prevention, in the Coordination of Public Policies on Drugs, of the Government of the State of São Paulo.

Claudemir is the creator and developer of the Pais course in prevention and the Prevent Always Channel, aimed at professionals and guardians of children and adolescents, to prevent risky behaviors in particular the use of alcohol, tobacco and other drugs.

A great partner of Freemind and ISSUP Brasil, he was manager of the National Chapter of Brazil in 2018.

Even at a distance, Alcoholics Anonymous is a key help

Alcoholics Anonymous: distance meetings attract hundreds of people

Even with the restrictions caused by the pandemic, Alcoholics Anonymous were able to adapt to the circumstances and did not interrupt their basic service: helping alcoholics who wish to stop drinking.

Since March 23, 2020, the Alcoholics Anonymous website – AA – offers daily virtual meetings, which have so far had more than 21,000 individual participations. During this period, just over 500 people with problems in their way of drinking joined the brotherhood. About 40% of these tickets are from women, and most are from young adults.

To mark the date, this march 23, 2021, the virtual room will be open from 18:00 to 22:30, with subsequent meetings, without intervals between each other. Not only problem drinkers can participate, but also family members, professionals and students interested in getting to know better the functioning of AA.

There are also virtual meetings offered by AA groups and service bodies, throughout Brazil and around the world. The site has a listing with the links of these meetings.

  • AA official website: www.aa.org.br
  • Daily virtual meeting on the site (EVERY DAY at 20h00):

https://www.aa.org.br/reuniao-a-distancia

  • Links from other virtual AA meetings in Brazil:

https://sites.google.com/a.org.br-suite/reunioes-a-distancia/lista-das-reunioes

We believe that, after the immunization of the population, the face-to-face meetings of the approximately 5,000 groups will return with renewed force, possibly incorporating part of the current service in virtual environment, always in accordance with the principles that guide the performance of our brotherhood in more than 80 years of life.

Contacts:

CTO JUNAAB - Fabio

Cel: 11 96102-0793

E-mail: cto [at] aa [dot] org [dot] br

Collaborator CTO JUNAAB - Elizabeth

Cel: 11 94867-3846

E-mail: colaborador-cto [at] aa [dot] org [dot] br

Source: AA - Alcoholics Anonymous

Mapeamento dos programas de prevenção ao uso de drogas aplicados no Brasil

Um questionário para mapeamento dos programas de prevenção ao uso de drogas que têm sido implantados no Brasil foi elaborado numa parceria entre o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e a Secretaria Nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas (SENAPRED) do Ministério da Cidadania do Governo Federal, e é dirigido a gestores responsáveis por intervenções preventivas ao uso de drogas, que desejem divulgar seu trabalho e trocar experiências com equipes que atuam na mesma área.  

As informações contidas neste questionário servirão para reunir um compêndio de intervenções no Brasil e avaliá-las quanto a sua adequação às boas práticas na prevenção ao uso de álcool, tabaco e outras drogas, a partir de diretrizes do NIDA (National Institute on Drug Abuse), UNODC (United Nations Office for Drugs and Crimes) e EMCDDA (European Monitoring Centre on Drugs and Drug Addiction).

“Temos que ressaltar o ineditismo dessa ação no país. Queremos fazer uma sistematização dos programas. Ao identificá-los, a gente vai poder colocá-los à disposição dos atores que trabalham na área de prevenção, como gestores, gente que vai implementar na ponta, diretores de escolas, líderes comunitários e o universo acadêmico. A ideia é que a gente possa levar a informação e induzir que ela se traduza em práticas efetivas na sociedade, baseadas em evidências cientificas”, disse o Secretário Nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas, Dr. Quirino Cordeiro. Segundo ele, o sistema vai poder nortear estados e municípios. “Traduzir o conhecimento cientifico para embasar as políticas públicas, esse é o foco. Ajudar na execução de projetos de prevenção lá na ponta, mobilizar a sociedade para essa cultura da prevenção”, detalhou Quirino.

A Dra. Zila Sanches, uma das vencedoras do edital do Ministério da Cidadania junto ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para chefiar a etapa inicial do Sistema Nacional de Prevenção às Drogas, por sua vez, ressaltou o potencial em integrar o conhecimento gerado em várias instâncias. “Aproximar o conhecimento cientifico gerado nas universidades nacionais e internacionais com a gestão pública, retornar o conhecimento cientifico gerado na academia para a população, essa é a liga que o sistema de prevenção pode dar”, explicou. Ela esclarece que, nesse primeiro momento, a proposta é mapear os programas. “Vamos classificá-los de acordo com as boas práticas de prevenção internacionais, se estão seguindo e quais. E entender um pouco quais são os domínios tratados, se são mais programas escolares, comunitários, familiares, qual as faixas etárias abrangem”.

Após essa classificação, será possível capacitar os atores de forma mais completa. “Entendendo as principais lacunas poderemos fazer uma formação mais direcionada desses gestores. Identificando os programas que se encaixam nas evidências cientificas vamos conseguir pensar em potencial disseminação deles”.

Questionário para mapeamento dos programas de prevenção aplicados no Brasil está disponível

Essa abordagem é recomendada pelos três órgãos internacionais mais conceituados que trabalham com parâmetros de boas práticas em prevenção: o NIDA (National Institute on Drug Abuse), dos Estados Unidos, a UNODC (United Nations Office for Drugs and Crimes), da Organização das Nações Unidas, e o EMCDDA (European Monitoring Centre on Drugs and Drug Addiction), da União Europeia.

Entre as boas práticas listadas estão o aumento dos fatores de proteção e a reversão ou redução dos fatores de risco ao indivíduo, com abordagem a todas as formas de abuso de drogas, isoladamente ou em combinação, incluindo o uso de drogas legais por menores, o uso de drogas ilegais e o uso inadequado de substâncias obtidas legalmente (por exemplo, inalantes). A abordagem deve levar em conta os riscos específicos às características da população ou do público, como idade, sexo e etnia, para melhorar a eficácia do programa.

O mapeamento dos programas para estarem no sistema ocorre em dois eixos: o nacional, em que questionários serão aplicados para os coordenadores dos programas, e um internacional, que vai utilizar lista de programas bem classificados internacionalmente, mas que serão avaliados para a realidade brasileira.

A população em geral terá acesso a todas as informações, assim como gestores estaduais e municipais, podendo inclusive inscrever programas e iniciativas, assim como os gestores, que poderão ter acesso a opções e formas de implementação dessas ações.  

Destaca-se que os dados sobre as boas práticas de prevenção contempladas em cada programa não serão divulgados publicamente, mas integrados com o todo, sem expor os programas.

O preenchimento requer um tempo aproximado de 15 minutos e pode ser acessado através do link:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSe3r8QhRpG82PigFeDlfuPPCuCjmv_UJ839UPGM2c6uPFiIJw/viewform

 

É muito importante que este questionário seja divulgado entre nossos seus parceiros que desenvolvam alguma atividade de prevenção. Ajude-nos nessa divulgação. Compartilhe! O Freemind e a ISSUP Brasil apoiam iniciativas como essa.

Fonte: Ministério da Cidadania

Alunos, álcool e outras drogas: o que fazer?

“Hoje em dia, dar aulas para adolescentes e jovens é praticamente um ato de heroísmo. Quando eles não estão nos desafiando, estão dormindo na sala. Parece que fazem questão de se exibir ainda mais, quando chegam alterados pelo consumo de droga ou álcool. Tanto faz se fazem parte da camada menos ou mais favorecida da população, ou se estudam na rede particular ou pública, ou ainda, se estão no Ensino Regular ou na EJA. A grande maioria não sabe o que está fazendo na escola”.

Esse depoimento, dado por um professor veterano de Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA), não esconde sua frustração e angústia. Durante sua vasta experiência como professor, ele vivenciou muitas situações em que os alunos chegavam drogados à escola e desinteressados pelos estudos.

Infelizmente, o desabafo daquele professor ecoa na fala de muitos profissionais que atuam na EJA. Não são raros os casos de distorção idade-série e também de grupos de senhores e senhoras buscando retomar os estudos interrompidos, muitas vezes por motivo de trabalho. Mas é numerosa a presença de adolescentes evadidos, ou frutos do fracasso do ensino regular. A realidade é repleta de casos em que os jovens são obrigados a retornar à escola, seja por exigência da promotoria, ou de seus primeiros empregos formais.

Pois bem, unindo a indisposição para com os estudos e as regras da instituição escolar, ou seja, a obrigatoriedade de se fazer e estar onde não se quer, com a falta de perspectiva, ou melhor, de projeto de futuro, temos mais um desafio: a presença das substâncias tóxicas e ilícitas no ambiente escolar.

Como coordenadora pedagógica de turma da EJA, eu frequentemente vivenciava episódios com alunos que chegavam embriagados ou, na linguagem deles, chapados pelo uso de maconha. Claro que é ineficaz e imprudente qualquer tipo de intervenção feita no momento em que o indivíduo se encontra em estado alterado de consciência. Quando minha presença era solicitada para mediar uma dessas situações temperadas pelo álcool ou outra droga, a atitude imediata era sempre de, respeitosamente, conduzir o aluno para fora da sala, indagando qual seria o motivo para aquela euforia.

A conversa girava em torno do motivo apresentado pelo aluno por ter se excedido na dose e na impossibilidade de aproveitar as aulas naquelas condições. Eu sempre sugeria a alunos maiores de idade que retornassem no dia seguinte ou chamava os responsáveis, no caso de os estudantes serem menores de idade. Nesses casos, eu me antecipava solicitando que, naquele momento, não houvesse nenhuma tentativa de conversa, repreensão ou qualquer tipo de comunicação que pudesse disparar um acesso de fúria ou algo parecido e já agendava um horário para tratarmos da situação no dia seguinte.

Quando a família retornava, algumas evidências eram marcantes: a fragilidade no vínculo afetivo entre responsáveis e o adolescente – fosse por distanciamento ou por sentimento de impotência por parte dos adultos; e a falta de projeto de futuro, de perspectiva de uma vida digna, por parte do adolescente. A mediação tinha como princípio fundamental o respeito entre as partes. Portanto, ao menor indício de que os ânimos sairiam do controle, eu retomava o princípio e prosseguíamos (ou não) com a conversa.

Embora o espaço de escuta e de acolhimento fosse preservado, eu também deixava clara a violação de uma lei e as possíveis consequências de uma reincidência, uma vez que a escola deve ser um espaço social de preservação das leis e regras de boa convivência. Entretanto, o tom da conversa não inspirava ameaça. Pelo contrário, é imperativo que a intervenção em situações delicadas como as que envolvem um ato ilícito seja pautada em princípios que claramente estão enfraquecidos como: o respeito, a confiança e a responsabilidade. Trata-se de apresentar a escola como possibilidade real de compromisso do aluno consigo mesmo, auxiliando a autoconfiança e o autorrespeito a partir de uma postura que o inspire a construir e seguir valores.

Durante todo o tempo em que trabalhei diretamente com esse público, considerado mais difícil por seus comportamentos desviantes, não tive a ilusão de que deixassem seus vícios, ainda que não faltassem projetos, palestras e debates sobre o tema. Porém, tive a satisfação de testemunhar muitas mudanças de atitudes, ao menos no espaço de convivência escolar. A consciência de que fumariam um cigarro de maconha no caminho de volta da escola não me levava a sucumbir. O fato é que a escola passou a ser um espaço que inspirava neles a responsabilidade e o compromisso de conviver em sociedade. E isso, para eles, já era muito, embora não fosse o suficiente.

E você? Já passou por alguma experiência de drogas na escola? Como agiu? Comente e compartilhe conosco sua opinião.

Texto de Flávia Vivaldi, publicado em 2014 e disponível em https://gestaoescolar.org.br

ISSUP Бразилия электронной Governo Федеральная renovam parceria importante

Governo Федеральная ренова parceria ком ISSUP Бразилия - associa'o internacional де refer'ncia em estudos е a'es na preven'o e combate s drogas

Em visita Бразилиа но Ильтимо диа 24 де лихорадки, o presidente da ISSUP Brasil e Coordenador Nacional da Mobiliza'o Freemind - Пауло Мартелли, esteve reunido com equipe da Secretaria Nacional de Cuidados e Preven'o's Drogas - SENAPRED, do Minist'rio da Cidadania para tratar do planejamento das as para 2021.

На ocasi'o, foi renovado о Акордо де Купераньо T'cnica entre o Governo Федеральный, por meio делать Minist'rio да Cidadania электронной да SENAPRED е Аассосияо ISSUP Бразилия. O acordo prevе a realiza'o de publica'es e atividades contra o uso de subst'ncias l'citas e il'citas com foco em institui'es, universidades e escolas.

" ISSUP Бразилия representa em nosso pa's uma importante entidade internacional de profissionais que trabalham na preven'o ao uso de drogas e na recupera'o de dependentes qu'micos. Essa parceria nos traz a'es de qualidade na srea de pol'ticas p'blicas sobre drogas, baseadas em evid'ncias cient'ficas", afirmou Dr. Кирино Кордейро Младший, Secret'rio Nacional de Cuidados e Preven'o s Drogas.

Nesse encontro, foi apresentado o relat'rio de a'es de 2020 e discutido o planejamento das a'es para 2021, ком reafirma'o дос objetivos да parceria: aprimorar formas де preven'o электронной tratamento делать узо де drogas por meio да profissionaliza'o электронной делать desenvolvimento де Ума Rede de profissionais envolvida com treinamentos, compartilhamento де conhecimento publica'o de materiais impressos, eventos e a'es. O foco и voltado para entidades e institui'es do setor de drogadi'o.

Ум дос destaques previstos на повестке дня де 2021 о Семинар Presen'o Ао Усо де Дрогас ет Эсколас. Данные de realiza'o ainda n'o est' confirmada em fun'o dos efeitos da pandemia do novo coronav'rus. Аутрас аес эспекафикас вольтадас и эсколас контемплам ативидадес ладикас де данса, театр е месика. Тамбам Эстао не фоко да parceria realiza'o де estudos, аес е о fomento де estrat'gias на Эреа де combate электронной preven'o и зависит qu'mica. Как конденсатаес previstas не acordo levam em conta os Curr'c8os de UPC (Превенао Универсал) e UTC (Tratamento Universal).

Em outra frente, o acordo de coopera'o busca o fortalecimento da participa'o de institui'es brasileiras junto - ISSUP, com fomento's rela'es delas com outros pa'ses que contam com representa'o da entidade (20 atualmente). Lista de prioridades тамбам inclui incentivar universidades brasileiras a participarem do ICUDDR - Консарсио Интернасьональ де Универсидадес - e promover pesquisas e levantamento estat'sticos, utilizando modelos j' consagrados internacionalmente.

Renovação ACT Senapred x ISSUP Brasil -1 Renovação ACT Senapred x ISSUP Brasil - 2Renovação ACT Senapred x ISSUP Brasil - 3Equipe Senapred e ISSUP Brasil
ISSUP Бразилия электронной Governo Федеральная renovam parceria importante

Álcool na pandemia: usar ou não usar?

O álcool é ao mesmo tempo: um imunodepressor e um desinfetante poderoso, quando aplicado em superfícies.

Como o coronavírus atingiu níveis de pandemia e desinformação e mitos sobre "remédios preventivos" estão se espalhando nas redes sociais, é absolutamente crucial para as pessoas e a saúde pública que os mitos sejam desmascarados e os fatos promovidos - para que as pessoas tenham acesso a informações precisas.

Nesta postagem oportuna do blog da Movendi International, Maik investiga os mitos e verdades do álcool relacionados à pandemia do coronavírus para compartilhar evidências científicas convincentes (não a sua própria opinião) sobre como proteger sua saúde tanto quanto possível ...

 

Os mitos do álcool matam

Em apenas uma semana de março de 2020, pelo menos 44 pessoas morreram no Irã devido ao envenenamento por álcool, pois acreditavam em mitos sobre as propriedades do álcool para matar o coronavírus. Na tentativa de se proteger do COVID-19, eles consumiram grandes quantidades de bebidas alcoólicas caseiras. De acordo com o USA Today, muito mais pessoas estiveram hospitalizadas e em tratamento em salas de emergência.

O surto do coronavírus na República Islâmica do Irã, em março de 2020, era um dos mais mortíferos fora da China, onde a doença se originou. O país se esforçou para conter a disseminação do COVID-19 e limitar o número de mortos. O surto atingiu todas as 31 províncias, matando centenas de pessoas e infectando outras milhares.

Como o COVID-19 se espalhou pelo mundo e foi declarado uma pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS), desinformação, mitos e rumores contribuíram com sua parcela para o aumento do fardo.

Como ilustram os casos de mortes por intoxicação por álcool devido a mitos sobre a cura do coronavírus, informações confiáveis ​​e precisas são importantes para as pessoas e suas famílias e para a saúde pública.

Na verdade, a OMS não está "apenas" lutando contra o vírus em si, mas também tem travado uma batalha contra um enorme "infodêmico" - uma superabundância de informações (algumas precisas e outras não) que torna difícil para as pessoas encontrarem fontes confiáveis ​​e orientação confiável quando necessário.

 

Não ingira álcool, mas use-o para higiene

Como informações enganosas e até prejudiciais estão se espalhando rapidamente nas redes sociais, a OMS lançou colaborações com o Facebook, Twitter, Tencent, Pinterest e TikTok para conter a disseminação de notícias falsas.

E a OMS está tentando se antecipar às informações enganosas, compartilhando orientações e conselhos importantes. Entre outros tópicos, eles abordam a questão dos mecanismos de enfrentamento prejudiciais no período estressante e amedrontador do surto e da resposta, especialmente para profissionais de saúde e o público em geral.

Na verdade, a OMS tem uma página inteira chamada “destruidores de mitos” para desmascarar os maiores equívocos sobre os “remédios de prevenção” do coronavírus.

Eles escrevem, por exemplo:

- Borrifar álcool ou cloro por todo o corpo não mata os vírus que já entraram no corpo. Pulverizar essas substâncias pode ser prejudicial para as roupas ou membranas mucosas (ou seja, olhos, boca).

- Esteja ciente de que tanto o álcool quanto o cloro podem ser úteis para desinfetar superfícies, mas precisam ser usados ​​de acordo com as recomendações apropriadas.

O ÚNICO papel que o álcool deve desempenhar no caso do COVIDd é ajudar a garantir a higiene.

É claro que o álcool ingerido por humanos é (muito) prejudicial, não ajuda. O ÚNICO papel que o álcool deve desempenhar é ajudar a garantir a higiene.

Limpar regular e cuidadosamente as mãos com um produto à base de álcool ou lavá-las com água e sabão é a medida de proteção mais importante.

Limpar as superfícies usadas com frequência também é importante e as substâncias à base de álcool também são úteis nesse sentido.

Acabar com o mito de que a ingestão de álcool ajudaria a prevenir a infecção pelo coronavírus e desmascarar o equívoco de que o consumo de álcool pode ser um mecanismo útil de enfrentamento, considerando o estresse e a ansiedade causados ​​por tudo o que está acontecendo agora devido à pandemia, é uma coisa.

Há, no entanto, mais um tópico que deve receber reconhecimento em tempos de pandemia: o álcool enfraquece o sistema imunológico.

Isso é importante para todos que pertencem a um grupo de alto risco. Mas também é importante para todas as outras pessoas que desejam ter certeza - e com razão - de permanecer o mais saudável possível.

 

O álcool enfraquece o sistema imunológico.

Os cientistas sabem há muito tempo que o consumo de álcool está associado a efeitos negativos para a saúde relacionados ao sistema imunológico. Algumas das conexões que importam especialmente no contexto da pandemia de coronavírus são:

- Suscetibilidade à pneumonia,

- Maior probabilidade de síndromes de estresse respiratório agudo, e

- Recuperação mais lenta e menos completa de infecções devido ao uso de álcool.

 

É importante ressaltar que o consumo de álcool não precisa ser crônico para ter consequências negativas para o sistema imunológico.

O álcool interrompe as vias imunológicas de maneiras complexas e, portanto, prejudica a capacidade do corpo de se defender contra infecções. Os efeitos combinados do álcool na imunidade inata e adaptativa enfraquecem significativamente a capacidade do corpo de se defender contra infecções e outros problemas de saúde.

 

Os cientistas descobriram que:

    … O álcool altera o número e a abundância relativa de micróbios no microbioma intestinal, uma extensa comunidade de microrganismos no intestino que auxilia no funcionamento normal do intestino. Esses organismos afetam a maturação e a função do sistema imunológico.

Além da pneumonia, o consumo de álcool está relacionado a doenças pulmonares, incluindo tuberculose e outras. O álcool perturba a função ciliar nas vias aéreas superiores, prejudica a função das células imunológicas e enfraquece a função de barreira do epitélio nas vias aéreas inferiores. Frequentemente, o dano pulmonar causado pelo álcool não é detectado até que um segundo insulto, como uma infecção respiratória, leve a doenças pulmonares mais graves do que as observadas em abstêmios de álcool.

Em 2008, uma reunião de grupo de especialistas liderada pela OMS descobriu, após extensa revisão das evidências mais recentes, que há evidências conclusivas de uma ligação causal entre os padrões de uso pesado de álcool e / ou transtornos por uso de álcool e a incidência de tuberculose ativa (TB), e piora do curso da TB.

A tuberculose é uma doença infecciosa potencialmente grave que afeta principalmente os pulmões. A OMS diz que cerca de um terço da população mundial tem tuberculose latente, o que significa que as pessoas foram infectadas pela bactéria da tuberculose, mas (ainda) não estão doentes. O álcool é um importante fator de risco e causa para essa doença pulmonar infecciosa, de acordo com o Relatório Global do Status do Álcool da OMS 2018.

 

Em geral, o consumo de álcool não é saudável ou seguro.

Mas em tempos de pandemia, é importante compreender os efeitos adversos do álcool no sistema imunológico humano e, portanto, na capacidade de nosso corpo de se defender contra infecções e em nossa capacidade geral de nos mantermos saudáveis. É uma verdade que pode ser compartilhada nas redes sociais - depois de limpar seu dispositivo e lavar as mãos corretamente.

De acordo com evidências científicas, o seguinte conselho é importante para as escolhas de estilo de vida que ajudam a fortalecer a defesa do sistema imunológico:

- Parar de fumar.

- Evitar o uso de álcool.

- Evitar o estresse.

- Assegure e mantenha um estilo de vida saudável, incluindo alimentação saudável, exercícios, sono adequado e contato social (possível mesmo em tempos de distanciamento social).

 

Fonte: Movendi International, com texto de Maik Dünnbierby.

 

Ресатерио де Ативидадес 2020

Бразилия, Умм-па-де-Дименсес continentais, com culturas электронной religi'es muito diferentes, Тем m'ltiplos desafios que merecem e necessitam де aten'o. Ум дессе именос десафиос эсте релакионадо ао потребо де дрогас, que vem aumentando e acometendo, principalmente, crian'as e adolescentes que, al'm de se tornarem dependentes qu'micos, muitas vezes entram para a vida do crime e para as estat'sticas de viol'ncia, devido ao uso e abuso de drogas l'citas e ilcitas.

Programas де превенао Сан-Фонды электронной podem ser realizados por meio de interven'es escolares, familiares e comunit'rias ou por pol'ticas p'blicas de restri'o de acesso e de propaganda, mas devem ser feitos com база em achados cient'ficos e com avalia.

Com базы nessas informa'es, Mobiliza'o Freemind, desde 2012, tem buscado - atrav's de seus Congressos, Eventos, Маркетинг электронной Эспириту-де-Унидаде - aproximar todos esses volunt'rios электронной profissionais де аутрос personagens важные neste embate: governos locais электронной nacionais, cientistas электронной acad'micos электронной sociedade гражданского пара forma'o, profissionaliza e troca.

Apesar да pandemia que limitou um pouco как a'es presenciais j' estabelecidas para o Freemind e o Cap'tlo Nacional do Brasil, 2020 foi um ano bastante produtivo com muito conte'do em nosso blog e em nossas redes sociais, вариас reuni'es де sensibiliza'o ком entidades электронной institui'es brasileiras, reunies estrat'gicas ком о Governo Федеральный, reuni'es ком о Conselho Consultivo электронной Ком Diretoria Operacional да Associa'o ISSUP Бразилия.

Em Марьо estivemos представляет на 63-й сессии Комиссии по наркотическим средствам, ет Вьена, onde pudemos participar не Treinamento Глобальный да Фундасо наркотиков бесплатно Америка - o que gerou um convite пара sermos, juntamente ком Аргентина, L'deres Regionais де Превенао на Америка Латина. Тамбам participamos да elei'o де новос membros да Меса Diretiva да VNGOC - Собрание Geral делать Комита де ONGs sobre Дрогас де Вьена электронной angariamos o apoio да Movendi International e da WFTC - Federa'o Mundial де Comunidades Terap'uticas.

Relatório de Atividades 2020: 63ª Sessão CND – Viena

Айнда ет Вьена, ассинамос умм Акордо де Купераньо Тьекника ком о Институте Утрип, e dessa parceria, нет ano de 2020 realizamos o 1o Workshop Online Internacional de Preven'o do Uso de Drogas em Escolas, com 255 inscritos, de 16 estados brasileiros e 7 pa'ses, incluindo yndia, Vietnе, Paquist'o, Чили, Аргентина, Equador.

Relatório de Atividades 2020 traz dados sobre o Workshop Internacional Online de Prevenção nas Escolas

Тамбам coordenamos электронной organizamos о контедо де 3 (три) cartilhas пара Secretaria Национальный де Cuidados электронной Превенао Дрогас - SENAPRED электронной renovamos о Акордо де Купераньяо T'cnica ком SENAPRED em dezembro.

Relatório de Atividades 2020: organização das cartilhas da SENAPRED.

Э няо фуа-са иссо, няо! Acesse ет nosso сайт о relat'rio completo дас atividades де 2020. E подготовить-se porque o ano de 2021 promete! Fique atento tudo o que o Cap'tulo Nacional da ISSUP no Brasil e a Mobiliza'o Freemind est'o preparando para ajudar как pessoas ajudar outras pessoas!

Пике Лигадо ет nossas покрасняет sociais пара Нао Perder nenhuma oportunidade. Vamos juntos trabalhar preven'o ao uso de subst'ncias e livrar nossas crian'as e adolescentes deste mal.

Ресатерио де Ативидадес 2020

18 de Fevereiro – Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo

Não deixe o álcool acabar com o seu prazer de viver

18 de Fevereiro – Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo

 

Dados do último Levantamento Nacional de Álcool e outras Drogas (II Lenad), realizado pela UNIFESP, de São Paulo, revelam a preocupante dimensão do problema na população brasileira: cerca de 12 milhões dos adultos disseram consumir bebidas alcoólicas uma vez por semana ou mais. O estudo, de 2013, também mostrou que 8% das pessoas admitiram que o uso do álcool teve efeito prejudicial no seu trabalho, enquanto 4,9% relataram já ter perdido o emprego devido ao consumo de bebidas alcoólicas.

18 de Fevereiro – Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo

O dia 18 de fevereiro é uma data muito importante, pois é a data da conscientização de toda a população sobre os danos e doenças que o consumo excessivo de bebidas alcoólicas pode causar.

Mas lembre-se: dia de se conscientizar é todo dia!

O uso de substâncias psicoativas acompanha a história da humanidade. No caso do álcool, aparece relacionado a rituais religiosos, culturais e sociais. As propagandas e o fácil acesso contribuem para o aumento do consumo da bebida, com uma glorificação da substância, alavancada pela influência e poder econômico das principais fabricantes de bebidas alcoólicas.

Se hoje ainda não é possível que o álcool seja eliminado completamente da sociedade, torna-se cada vez mais necessário um esclarecimento maior da população em relação a seus efeitos e sobre como se fazer um consumo responsável.

 O álcool é uma droga com efeitos depressores sobre o sistema nervoso central e que leva à sedação, prejuízos na coordenação motora e desinibição do comportamento, modificando a capacidade de julgamento do indivíduo. A dependência de álcool é uma doença crônica e multifatorial.

Entrevista sobre Alcoolismo na Rádio CBN São Paulo, com especialistas

 No dia 17 de fevereiro de 2021, a Rádio CBN São Paulo recebeu para uma entrevista sobre o alcoolismo as doutoras Clarice Sandi Madruga e Camila Ribeiro de Sene, além de Maria (nome fictício). O relato de Maria mostra como o álcool interfere na vida de um dependente e nos dá uma clara e real visão de quanto são importantes a prevenção e a conscientização da população. Acompanhe na íntegra como foi a matéria que foi ao ar a partir das 14h40 e pode ser acessada no site da CBN (https://cbn.globoradio.globo.com/programas/cbn-sao-paulo/CBN-SAO-PAULO.htm).

Entrevistadas:

Maria* – 51 anos, mulher alcoólica em recuperação (*nome fictício)

Dra. Clarice Madruga – Psicóloga, doutora em psiquiatria e pesquisadora do Departamento de psiquiatria da Unifesp.

Dra. Camila Ribeiro de Sene – Psicóloga e Presidente do Grupo Alcóolicos Anônimos do Brasil (AA)

CBN: Alcoólatra é a pessoa que toma mais de 3 copos de chopp, 3 taças de vinho ou 2 doses de uísque ao dia por pelo menos 4 vezes na semana, segundo a OMS. É correto se referir ao adicto, à pessoa dependente de álcool como alcoólatra ou esta nomenclatura já mudou?

Dra. Camila R. de Sene: Esta nomenclatura vem mudando de acordo com as interpretações que a própria ciência dá. Em AA, nós usamos “alcoólico” para expressar a pessoa que tem problemas com o uso e a dependência do álcool. Lembrando que esta terminologia é utilizada exatamente para desmistificar, para trazer mais informação e tirar um pouco do preconceito acerca dessa doença, que é de extrema importância, principalmente quando se trata do alcoólico, este ser humano que sofre e que precisa de tratamento e que precisa, como é em Alcoólicos Anônimos, ter a sua identidade preservada para que ele possa buscar o tratamento de maneira mais expressiva, interagindo com a sociedade de forma respeitosa a sua pessoa. Em AA, a expressão que usamos é exatamente para assegurar o anonimato dessas pessoas que são muito julgadas, principalmente as mulheres.

CBN: Certo, então eu devo me referir às pessoas dependentes do álcool como alcoólicos, correto?

Dra. Camila R. de Sene: Sim, acho que a Dra. Clarice, enquanto cientista, pode trazer essa terminologia. Falamos sobre o transtorno por uso de substâncias, no caso, o álcool e acredito que para nós, membros do AA, é importante salientar principalmente esse olhar livre de toda essa crença cultural e social que é estimulada em relação ao álcool.

CBN: Clarice, quer falar?

Dra. Clarice Madruga: Eu gostaria sim, acho que é um tema muito legal poder falar sobre a terminologia e acho que a Camila colocou muito bem. O jeito que chamamos as coisas na sociedade, pode estar vinculado a um estigma e nós somos de uma população que já sofre com o estigma, que já tem uma dificuldade muito grande de ter uma identidade separada do transtorno que ela possui e isso acaba se misturando. “Alcoólicos” é uma coisa muito da comunidade do AA, que usa esse termo. Daí isso realmente vai mudar conforme o grupo que se refere: na academia usamos o termo “dependente químico”, “dependente com Síndrome de Dependência Alcoólica”, que é o nome na área da saúde, clínica. Na sociedade, de forma geral, o alcoolismo é o termo mais usado. O alcoólico fica muito característico desse espectro do AA, que tem essa comunidade tão legal e que faz esse movimento para o reconhecimento do problema, de poder falar sobre o assunto sem estigma. No Brasil, não é tanto, mas fora daqui você não pode nem chamar uma pessoa de “usuário de drogas” pois ficou ofensivo já que é um indivíduo que usa drogas.

CBN: Você acaba desumanizando o indivíduo, não é?

Dra. Clarice Madruga: Exato, então eu acho importante essa reflexão. E pensando assim: dentro da ciência nós chamamos de dependente químico ou dependente com síndrome de dependência alcoólica e, na sociedade, o “alcoolismo” ainda é um termo mais neutro pois não te coloca num grupo específico e não traz o estigma forte como o “alcoólatra”. Eu sempre recomendo que, na dúvida, use o termo alcoolismo pois fica mais neutro.

CBN: Ótimo, então agora que já sabemos como falar corretamente, vamos em frente. Eu disse aqui algumas medidas dadas pela Organização Mundial da Saúde para que uma pessoa seja considerada adicta ou alcoólica. Mais de 3 copos de Chopp, 3 taças de vinho ou 2 doses de Whiskey por dia. O que você acha desse limite, Camila?

Dra. Camila R. de Sene: Para nós, em AA, uma dose é muito. A pessoa que tem problemas com a compulsão pelo consumo da bebida alcoólica, um trago, uma bebida, um gole, vai despertar e potencializar todo esse comportamento compulsivo de beber sem medidas. Por isso, em AA, falamos sobre evitar o primeiro gole. Então, a abstinência é a base da recuperação em AA.

Dra. Clarice Madruga: Uma vez diagnosticada, não é Camila? Acho que me preocupa essa definição de doses pois uma das coisas que eu acho que é mais relevante para um estágio ainda muito antes desse reconhecimento e dessa tomada de atitude que existe dentro do grupo AA, está a questão de ter um diagnóstico e entender que existe um transtorno. É muito importante entender que o alcoolismo não está relacionado a doses, acho que essa definição vem relacionada ao uso abusivo e associado a ter o transtorno. Mas quando falamos de diagnóstico, que só um profissional da saúde mental vai poder determinar, daí é importante que entendamos que vai muito além da dose. Aliás, a quantidade do consumo vem totalmente em segundo plano porque o que a gente entende como sendo um transtorno, seja ele o alcoolismo ou qualquer outro, ele está mais sendo determinado pelo quanto aquele comportamento, sintoma afeta a vida da pessoa. Eu vejo muitos dizendo que “ Nossa, eu estou bebendo toda sexta tantas doses e estou passando longe dessa definição da OMS”, mas quando vamos olhar os critérios diagnósticos, sim, isso é nocivo, causa impactos que podem ser irreversíveis mas, não necessariamente, isso é um diagnóstico psiquiátrico onde a pessoa seria diagnosticada com alcoolismo pois para investigar se afeta biológica, psicológica e socialmente. Então as perguntas para o diagnóstico estão relacionadas com o trabalho, família, justiça.

CBN: É sempre ligado à de que maneira o álcool interfere na vida, não é?

Dra. Camila R. de Sene: Em AA, acho importante ressaltar, não existe esse diagnóstico. Para fazer parte da irmandade, basta o desejo de parar de beber. Então, o que observamos: essas pessoas que procuram a sala de reunião de AA, elas identificaram seu comportamento, seus comprometimentos sociais, emocionais, laborais ou até mesmo já passaram por um médico, então essa questão do diagnóstico é muito próxima da ciência. Em AA, nós não fazemos isso, então as pessoas que chegam lá podem estar ou não com o diagnóstico, mas elas identificam esses comportamentos inadequados e querem se recuperar da doença do alcoolismo. Nós temos em AA, um questionário com 12 perguntas aproximadas a esse inventário clínico que é feito, principalmente se a pessoa, no seu dia a dia, apresenta sinais de problema.

CBN: Por exemplo?

Dra. Camila R. de Sene: Se ela já faltou no emprego, se já percebeu que a vida podia ser melhor sem a bebida, se já tentou substituir uma bebida pela outra, se algum familiar já deu algum indicativo do seu problema...

CBN: Achei aqui as perguntas: Já tentou parar de beber por uma semana ou mais, mas só conseguiu por alguns dias? Tomou algum trago pela manhã nos últimos 12 meses? Já mudou o tipo de bebida na esperança de que isso poderia impedi-lo de ficar bêbado? Sua maneira de beber já te causou problemas em casa? Tentou conseguir quantidades extras de bebidas em festas onde as doses eram limitadas?

Dra. Camila R. de Sene: É muito semelhante aos critérios do DSM, muito semelhante aos critérios diagnósticos, pois mostra o impacto na vida.

CBN: Quando a Clarice fala sobre um fenômeno bio-psico-social, a gente sabe que não existe resposta simples para a pergunta. Como chega dos ouvintes por exemplo: “Quais são os sinais de que estou ficando dependente da bebida?” e para isso, queria ouvir a Maria já que ela está aqui para contar sua história. Maria, quando você provou álcool e, a partir daí, qual foi a sua relação estabelecida com a bebida?

Maria: Oi, a primeira vez que tive contato, eu tinha 13 anos. Eu estava muito triste pois tinha perdido meu pai a poucos meses e eu fui no natal na casa dos meus avós paternos e nesse dia, eu bebi escondido e bebi muito. As pessoas não percebiam que eu estava bebendo e passei muito mal. Aí começou meu consumo descontrolado.

CBN: E o que você chama de “consumo descontrolado”? Qual a relação que você estabeleceu com a bebida? Por que bebia? Em que situações você bebia e o que você buscava no álcool?

Maria: Olha, eu passei a usar o álcool para tudo na minha vida. Para comemorações quando eu estava alegre e para me acalmar quando eu estava triste. Então se eu tinha um problema, ficava triste, ansiosa... para tudo! O álcool passou a ser uma muleta para todas as ocasiões, eu usava muito.

CBN: E como era sua rotina, sua vida, Maria? Era “baladeira”? Como eu dizia, no começo, em geral, as socializações têm álcool. É uma droga aceita socialmente, aliás até exigida socialmente algumas vezes.

Maria: Olha, a impressão eu tenho é que eu perdi muito da minha vida por causa do alcoolismo pois como eu comecei a usar muito cedo, eu me tornei uma pessoa relativamente diferente das outras pessoas que eu convivia. Então eu não me tornei “baladeira”, eu virei uma pessoa muito retraída. Não gostava de balada, boate, meu foco era sempre beber. Sair para beber. Eu não me divertia muito pois eu poderia sair para curtir a natureza, mas mesmo na natureza, eu estava sempre me alcoolizando para “me divertir”. Então acabei criando uma dependência muito grande do álcool e isso atrapalhou muito. Na minha festa de 15 anos, me embriaguei, 14 horas da tarde eu estava bebendo cachaça e às 18 horas eu já estava completamente bêbada. E minha família já não sabia como me controlar nessa época. Então, não vivi minha adolescência, o início da vida adulta, eu sempre tive a vida muito atrapalhada por essa doença do alcoolismo.

CBN: Você sabia, aos 15 anos, que você estava com esse problema? Pois eu tenho uma impressão de que todo alcoolista tem a certeza de estar no controle da bebida e que pode parar de beber quando quiser. Como era com você?

Maria: Eu não tinha nenhuma ideia de que isso poderia ser um problema. Eu só passei a questionar e largar a bebida aos 51 anos. Antes, era muito normal beber, se embriagar, tomar porres, pois era muito socialmente aceito e nunca questionei meu uso até eu quase morrer, então procurei o AA. Mas até então, nunca passou pela minha cabeça que o álcool poderia me trazer esse prejuízo.

CBN: Quer contar esse episódio e por que buscou ajuda?

Maria: Eu tive medo de morrer pois há 7 anos e meio antes, eu estava com muitos problemas físicos, afetivos, emocionais, cognitivos, relacionais, eu apresentava muitos defeitos na saúde e procurei um psiquiatra há uns 8 anos atrás. E comecei a tomar remédio psicotrópico pois não falei do meu problema com álcool, já que não tinha essa consciência. Então, o diagnóstico dele foi que eu tinha Transtorno Afetivo Bipolar. Eu tinha crises de ansiedade que passaram a ficar em níveis altíssimos, passei por episódios depressivos e tinha dores de cabeças horríveis que não me deixavam nem andar e tomei remédio para ansiedade, depressão e um medicamento a base de codeína para a dor de cabeça e todos esses estavam sempre dentro da minha bolsa, era uma situação muito difícil. E mesmo assim, eu continuava bebendo e eu comecei a ter umas reações muito fortes de crises de hipoglicemia. Eu sempre tinha isso com a bebida mas passavam rápido e não me afetavam muito, mas passaram a ser mais presentes e piores, então fiquei com medo de morrer. Eu passava em torno de 12 horas com crises de hipoglicemia sem conseguir falar e se eu conseguia, eu pedia um doce. Então o que me levou ao AA foram minhas crises de hipoglicemia e porque isso poderia me levar a morte. Eu não sabia que todas as outras coisas também estavam relacionadas ao álcool, então descobri uma série de outras coisas que me trouxeram de volta e passar a ter uma vida normal. Eu era muito estranha, agressiva, não conseguia me relacionar, descontrolada e hoje em dia, eu consigo ser uma pessoa mais dentro desse “padrão de normalidade da sociedade” pois eu não estou mais sob efeito de uma substância que me adoecia e isso me trouxe uma qualidade de vida incrível.

CBN: Maria, você teve recaídas?

Maria: Nenhuma, graças a Deus!

CBN: Foi tentador?

Maria: Para mim não, pois meu estado já era tão caótico e quando eu me encontrei com o programa que trabalha minha abstinência e as dificuldades que eu tenho na minha vida, foi como uma tábua da salvação. Eu, vivenciando esse programa e participando das reuniões, lendo a literatura de AA e tendo conhecimento do que aconteceu com outros alcoólicos, sentindo aquelas coisas maravilhosas de estar sóbria, eu não tive mais vontade de beber. Eu fujo do álcool como o Diabo foge da cruz. Eu estou ciente de que eu tenho uma doença e que se eu não ingerir o primeiro gole, eu posso manter a doença sobre controle e não vou mais sofrer com a destruição que o álcool causou na minha vida.

CBN: Clarice, os médicos dizem que o alcoolismo não tem cura e que mesmo depois de anos sem beber, sim, o alcoólico pode voltar a beber. São as recaídas. Como isso ocorre?

Dra. Clarice Madruga: Então, lindo o relato da Maria, muito obrigada Maria. Eu acho que a sua resposta está em um dos pontos do relato dela. O primeiro tem a ver com a biologia: a dependência química é uma doença que gera alterações no cérebro. Quando ela conta como o álcool está relacionado com o prazer, isso também tem a ver com como a droga funciona no nosso cérebro. Nós fazemos uma brincadeira de que a substância “sequestra” o nosso circuito do prazer e é exatamente isso que acontece quimicamente. Por isso, existe esse comportamento de parar de fazer atividades que me dão prazer para começar a beber. Isso tem a ver com uma modificação biológica do cérebro pois, para se adaptar com a entrada contínua daquela substância, ele se modifica literalmente, e toda aquela área do cérebro dos prazeres mundanos, aqueles que nos fazem felizes diariamente começa a funcionar em função da substância. Isso são mudanças químicas e morfológicas para dar conta da entrada da substância e isso se relaciona com a fissura, a vontade de usar que é tão grande. Aí a intolerância acontece por modificações fisiológicas do cérebro. A tolerância marca o cérebro. E tem um componente muito importante que é: o quanto o uso precoce faz alterações na morfologia que são permanentes. Eu não consigo não bater nessa tecla por que nós estamos em um país que banaliza absurdamente o uso precoce. Eu escuto dos pais que preferem que os filhos bebam em casa com eles do que lá fora na rua, dirigindo bêbado e fazendo besteira. É claro que na rua ele pode fazer coisas piores, mas o consumo de um adolescente menor de 22 ou 23 anos, de acordo com a biologia, gera um impacto físico, morfológico e modifica a forma com que o cérebro cresce, você vulnerabiliza aquele indivíduo para desenvolver a dependência do álcool e para uma série de outros transtornos psicológicos e de outras substâncias. Estamos falando de um órgão que demora muito para se desenvolver e que o álcool atua até mesmo na capacidade de regeneração desse órgão quando usado muito cedo. É maquiavélica a ação do álcool e eu acho que essa é uma questão tão importante pois os pais olham apenas para a exposição no mundo e não olham para o impacto fisiológico do órgão mais importante dos filhos deles. Por isso nosso foco de prevenção ao alcoolismo. Os pais não podem banalizar esse consumo, precisa ser pelo menos postergado e o auxílio e vigilância da família é muito importante para evitar esses problemas.

CBN: Camila, com a pandemia, as reuniões de órgãos foram suspensas e demorou um pouco para que isso fosse para internet. Eu gostaria muito de saber como foi isso para o AA e se a procura por ajuda aumentou durante a pandemia.

Dra. Camila R. de Sene: Os estudos têm revelado essas informações do aumento do consumo de álcool na pandemia. Enquanto nós estamos conversando aqui, veja a importância desse trabalho para a comunicação e a prevenção, estou conectada aos nossos comitês e já tivemos em uma das áreas do AA mais de 20 ligações falando dessa nossa reunião.

CBN: Como a pessoa entra em contato?

Dra. Camila R. de Sene: Nós temos uma linha de ajuda: (11) 3229-3611 mas o acesso mais viável é o nosso site oficial: www.aa.org.br, que tem uma aba que dá acesso para nossas reuniões virtuais. Assim que houve o decreto do fechamento das nossas salas de reuniões, tivemos que pensar em estratégias para continuar com elas. Como a Maria disse em sua fala, acho que o mais importante foi a parte de que começou a se sentir humana frente a sua doença a partir de que se reconhece com outras pessoas com o mesmo problema. Então, em AA, essa identificação é possível, pois é um alcoólico falando com outro alcoólico contando suas histórias, dificuldades, seus recursos para se manter em sobriedade, manter seu comportamento e resgatando sua esperança, sua família, seu trabalho, sua dignidade. E pelo tempo que ela nos conta, acredito que ela veio até nós através de uma das nossas plataformas. Desde 25 de março de 2020, já instituímos nossas reuniões virtuais e, de lá para cá, nós percebemos vários dados importantes. Primeiro: o número de pessoas acessando nossa plataforma, buscando informações sobre nossas atividades e, segundo: o número de mulheres. Antes, havíamos feito um inventário em 2018 com em torno de 18% de mulheres e, hoje, já existe quase 40%. Houve uma incidência muito maior pelas mulheres.

CBN: Existe um motivo para isso?

Dra. Camila R. de Sene: Nós temos algumas hipóteses... A plataforma viabilizou o acesso. Qualquer pessoa pode estar na sua casa e acessar nossas reuniões. Mas as mulheres, em função dos seus afazeres, sua rotina e principalmente pelo medo de não ficarem no anonimato já que são mais julgadas pela sociedade, elas acabaram acessando mais pela internet onde sua identidade é mais resguardada.

Dra. Clarice Madruga: Eu gostaria de comentar que existem menos mulheres “bebedoras” estatisticamente, mas entre aqueles que bebem abusadamente, uma mulher tem muito mais chance de desenvolver o alcoolismo. Então, acho importante ressaltar que a dificuldade da mulher de aderir a tratamentos sempre foi mais difícil devido aos hormônios sexuais, que nos tornam tão especiais mas, nos atrapalham nessa questão.

Бразильские исследователи представляют исследование, которое приносит тенденции насилия со стороны интимного партнера в Бразилии

Насилие со стороны интимного партнера (ИПВ) является важной проблемой общественного здравоохранения. По данным Всемирной организации здравоохранения (ВОЗ), общая распространенность ИПВ в течение всей жизни среди женщин, которые уже имели партнера, составляет около 30%, в диапазоне от 20 до 40% для различных регионов мира. По сравнению с мужчинами, жертвами ИПВ, женщины с большей вероятностью имеют серьезные травмы. Важное значение имеет: более 1 из 10 убийств совершается интимным партнером, и более трети убийств женщин совершаются партнерами.

Несмотря на то, что ряд исследований показал более высокие показатели распространенности насилия в семье среди латинского населения по сравнению с другими этническими группами, в Латинской Америке имеются лишь скудные данные по этому вопросу. Согласно недавнему докладу ВОЗ, Бразилия занимает седьмое место по показателям убийств среди женщин среди 84 стран мира, обогнав большинство своих соседей в южной Америке, за исключением Колумбии, всех стран Европы, кроме России, и всех африканских и арабских стран.

Национальное обследование, проведенное бразильским правительством в 2012 году, показало, что более 18% женского населения страны сообщили о том, что стали жертвами ИПВ. Более половины бразильских мужчин сообщили, что совершили по крайней мере один акт насилия в отношении своих партнеров, хотя только 16% считают их поведение насильственным.

Наконец, данные обследования, проведенного в крупных городах Бразилии, показали, что 8,6% выборки сообщили о том, что они являются жертвами сексуального насилия со стороны интимного партнера, особенно женщин. В ходе первого бразильского обследования алкоголя и наркотиков (I LENAD), проведенного в 2006 году, ИПВ было зарегистрировано более 10% мужчин и 15% женщин в национальной репрезентативной выборке.

Для борьбы с высоким уровнем насилия в отношении женщин в Бразилии в 2006 году был принят новый закон, который предусматривает меры по гендерному контролю в отношении женщин. Этот закон, идентифицированный по имени жертвы ИПВ Марии да Пенья, ввел более строгий уголовный режим за насилие в отношении женщин, а также концептуальные нововведения, такие, как признание различных форм насилия (физического, психологического, сексуального, связанного с собственностью и моралью).

Новое законодательство вступило в силу в 2006 году, наряду с первой волной LENAD I. II LENAD был проведен через 6 лет после осуществления закона Марии да Пенья, предоставляя возможность оценить тенденции в области ИПВ в стране до и после введения закона.

Широко изучены связи между насилием в семье (ИПВ и/или жестокое обращение с детьми) и рядом факторов. Существует последовательное доказательство, показывающее более высокие показатели ИПВ среди пьяниц и алкоголиков. I LENAD подтвердил связь между ИПВ и потреблением алкоголя. Использование других веществ, таких как различные наркотики, табак и гипнотики, также часто ассоциируется с ИПВ.

Это исследование, возглавляемое д-ром Кларисой Мадруга, авторами которого являются Элизабет З. Алли, д-р Роналдо Ларанджейра, Мария К. Виана, Илана Пинский, Рауль Каэтано и Сандро Мицухиро, и его целью было изучение тенденций ИПВ в Бразилии, а также изучение социально-демографических аспектов предикторов виктимизации ИПВ и их совершения и возможных ассоциаций ИПВ с алкоголем.

В заключение я хотел бы сказать, что полученные результаты дают представление о масштабах, тенденциях и факторах, связанных с ИПВ в Бразилии. Эти знания будут полезны для разработки индивидуальных мероприятий, а также информационно-пропагандистской работы на основе фактических данных. Снижение показателей ИПВ, особенно с точки зрения виктимизации женщин, свидетельствует о положительном воздействии недавно принятого закона Марии да Пенья, укрепляя идею о том, что целенаправленные инициативы могут оказать влияние на этот вопрос. Однако из-за своего гендерного подхода, конкретно ориентированного на случаи, связанные с мужчиной-преступником и женщиной-жертвой, эта инициатива, возможно, упустила возможность повлиять на столь же высокий уровень насилия, совершаемого женщинами. Наконец, наши результаты поддерживают идею о том, что эффективное управление вопросами употребления наркотиков в обществе может играть определенную роль в предотвращении насилия в семье, особенно ИПВ.

Доступ к полному исследованию по https://doi.org/10.1590/1516-4446-2015-1798

Programa #Tamojunto 2.0 ajuda a reduzir início do uso de álcool por adolescentes

Estudo da Unifesp identificou que programa escolar de prevenção do Ministério da Saúde reduz a iniciação ao uso de álcool por adolescentes.

Os adolescentes que participaram das aulas do programa tiveram 22% menos chances de iniciar o uso de álcool do que os alunos do grupo que não receberam o programa

Foi publicado, na conceituada revista científica Addiction, um estudo sobre a efetividade do programa #Tamojunto 2.0 do Ministério da Saúde na prevenção ao uso de drogas numa amostra de 5.208 estudantes brasileiros.

O estudo avaliativo do programa foi coordenado pela equipe da professora Zila Sanchez, do Departamento de Medicina Preventiva da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM/Unifesp) - Campus São Paulo, em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC) e a Universidade de São Paulo (USP). A pesquisa foi financiada pelo Ministério da Saúde.

O #Tamojunto 2.0 é baseado no programa europeu de prevenção escolar ao uso de drogas denominado Unplugged, que foi inicialmente adaptado para o contexto brasileiro pelo Ministério da Saúde, em 2013, em parceria com o escritório brasileiro das Nações Unidas para Drogas e Crimes (UNODC).

Duas versões anteriores do programa já haviam sido testadas e evidenciaram efeitos contraditórios, diferentes dos observados na Europa.

Após a suspensão temporária da implementação do programa, os resultados das pesquisas anteriores foram utilizados em 2018 para permitir adaptações do programa baseadas em evidências científicas.

Desta forma, após alterações nas atividades referentes ao conteúdo sobre álcool, ajuste na faixa etária e na formação dos professores implementadores, em 2019, o programa foi novamente testado através de um ensaio controlado randomizado entre alunos de 8.° ano de 73 escolas públicas de três cidades brasileiras (São Paulo/SP, Fortaleza e Eusébio/CE).

O estudo evidenciou que a participação no programa #Tamojunto2.0 reduziu a chance de alunos do 8.° ano iniciarem o uso de álcool.

Os adolescentes que participaram das aulas do programa tiveram 22% menos chances de iniciar o uso de álcool do que os alunos do grupo que não receberam o programa.

Quando foi considerado o componente de aderência ao programa na análise, essa redução chegou a 30%, demonstrando que aqueles que participaram de mais aulas do programa estavam mais protegidos de iniciar o uso de álcool.

No entanto, nenhum efeito do programa foi encontrado na prevenção da iniciação de qualquer outra droga ou na prevalência do uso de drogas no mês anterior à pesquisa.

“Destaca-se que este estudo apresenta caso único no Brasil em que um programa de prevenção ao uso de drogas teve seus resultados avaliados por estudos padrão-ouro, em um processo contínuo e sistemático que teve como finalidade principal fornecer subsídios para a disseminação de uma política pública de prevenção ao uso de drogas baseada em evidências.

A implementação do programa perpassou diversas gestões federais e, no momento, possui validação científica para que seja iniciada sua disseminação nacional com segurança”, avalia Sanchez.

link da notícia: https://www.unifesp.br/noticias-anteriores/item/4996-estudo-da-unifesp-identificou-que-programa-escolar-de-prevencao-do-ministerio-da-saude-reduz-a-iniciacao-ao-uso-de-alcool-por-adolescentes

 

Link do artigo: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/add.15358

 

Sobre o #TAMOJUNTO (*)


O #Tamojunto é um Programa de Prevenção do Uso de Álcool, Tabaco e outras Drogas, realizado nas escolas

(Créditos da foto: http://portal.sme.prefeitura.sp.gov.br/Main/Noticia/Visualizar/PortalSMESP/TamoJunto)

O #Tamojunto é um Programa de Prevenção do Uso de Álcool, Tabaco e outras Drogas, realizado nas escolas, adaptado a partir de uma metodologia originalmente denominada Unplugged, desenvolvida por um conjunto de pesquisadores europeus vinculados à EU-DAP [Experiência de Prevenção do Uso de Drogas na Europa – Projeto financiado pela Comissão Europeia – Programa de Saúde Pública Comunitária, 2002] e proposta pela Coordenação Nacional de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas, do Ministério da Saúde do Brasil em parceria com o UNODC/Brasil (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime).

A metodologia europeia foi desenvolvida a partir de pesquisas, e considera os dados das avaliações de processo realizados nos países nos quais o Programa foi implementado, resultando no conteúdo proposto para as aulas e intervenções com pais, responsáveis e comunidade (Oficina de Pais e Responsáveis).

Na proposta brasileira, esse mesmo rigor foi observado, sendo que a reestruturação do projeto vem considerando as experiências e os efeitos obtidos em campo. Dentre as suas principais características, destacam-se:

  • Fundamentação teórica, baseada no Modelo de Influência Social Global. Isso significa que a proposta de trabalho se ancora, simultaneamente, em três eixos: desenvolvimento de habilidades de vida, elucidação do papel das crenças normativas e conhecimento e informação a respeito do tema;
  • Do ponto de vista prático, a metodologia enfatiza o caráter interativo, ou seja, estimula a troca constante de experiências entre os educandos, por meio de atividades lúdicas que integram elementos do estilo de vida dos adolescentes e suas crenças normativas;
  • O público-alvo das ações, no Brasil, é de adolescentes com média de 13 anos de idade (especificamente, educandos do 8º ano), porque essa é a faixa etária em que os jovens, em geral, começam a experimentar drogas, sobretudo cigarro, álcool e maconha;
  • As aulas têm por objetivos gerais a redução do consumo regular ou abusivo de álcool e outras drogas, o adiamento do primeiro uso e a prevenção da transição do uso esporádico para o uso frequente. As pesquisas realizadas com os adolescentes que passaram pelas aulas da versão europeia dessa metodologia revelaram, principalmente, a efetividade em retardar o primeiro uso e prevenir a passagem do uso esporádico ao frequente;
  • O Programa consiste em 12 aulas, planejadas para serem desenvolvidas durante o período escolar, ao longo de um semestre letivo. Essa extensão foi determinada com base em pesquisas que demonstram que programas com menos de 10 aulas são menos eficazes do que aqueles com duração média de 15 unidades;
  • As drogas abordadas na versão brasileira são: tabaco, álcool, maconha, crack, anfetaminas, tranquilizantes, entre outras.

 

Oficinas de Pais e Responsáveis

Além das 12 aulas a serem desenvolvidas em classe, com o professor exercendo a função de facilitador do encontro entre os adolescentes e o promotor da construção de conhecimento em grupo, o Programa prevê a realização de três encontros, direcionados aos pais ou quaisquer responsáveis pelos educandos, bem como à comunidade na qual se situa a escola.

Nas últimas décadas, tem-se verificado que bons vínculos familiares são fatores de proteção importantes em relação ao comportamento de abuso de álcool, tabaco e outras drogas por adolescentes.

Esses vínculos afetivos próximos compõem o conjunto de características do ambiente social que diminuem a probabilidade do abuso dessas substâncias. Diante desse dado, mostra-se fundamental o envolvimento da família nos programas preventivos voltados ao público jovem em idade escolar.

A possibilidade de diálogo e afeto dentro da família é de suma importância para o desenvolvimento saudável do sujeito, fortalecendo vínculos e relações de confiança.

Além disso, estudos comprovam que o envolvimento dos pais em estratégias de prevenção colabora bastante para a efetividade de programas desse tipo.

Ao todo, estão previstas 03 Oficinas de Pais e Responsáveis, contemplando os seguintes eixos:

  • Possibilitar aos pais de adolescentes uma compreensão mais ampla sobre essa fase;
  • Proporcionar aos pais e professores um espaço de compartilhamento de experiências e demandas a respeito da educação destes;
  • Possibilitar a troca horizontal de saberes entre Saúde e Educação;
  • Ampliar o leque de possibilidades de manejo dos pais na educação dos filhos, enfatizando a necessidade do diálogo, a partir de uma escuta próxima e cuidadosa entre as partes, preservando as funções de referência e mediação dos adultos para com os adolescentes;
  • Oferecer orientações fundamentadas em informações científicas dirigidas aos pais e/ou responsáveis, motivando-os a tomar uma posição mais ativa quanto à prevenção e redução do consumo de álcool, tabaco e outras drogas pelos adolescentes.

(*) Texto retirado do Guia do Professor.

 

Consumo de álcool por adolescentes cresce na pandemia

Consumo de álcool por adolescentes cresce na pandemia

Estudos realizados após o início da pandemia da Covid-19 em diferentes lugares do mundo reforçam um alerta sobre a saúde mental e física de adolescentes e jovens: o consumo de álcool, precoce e excessivo, que já preocupava profissionais de saúde, intensificou-se durante o período.

De acordo com o psiquiatra e coordenador do Núcleo de Álcool e Drogas do Hospital Sírio-Libanês, Arthur Guerra, a realidade pode ser facilmente percebida no Brasil, onde quase 40% das crianças têm o primeiro contato com as bebidas desse tipo aos 13 anos, como aponta o Manual de Orientação sobre Bebidas Alcoólicas. “A frequência [do consumo de álcool] tem crescido em uma idade tão precoce”, destaca o profissional de saúde.

De acordo com a Organização Panamericana de Saúde (OPAS) no Canadá, por exemplo, o percentual de jovens que consumiram álcool dentro de casa passou de 20,6% para 30,1% no período da pandemia, indicando uma mudança de hábitos nociva especialmente na fase de desenvolvimento.

A professora Marluce Siqueira, titular do departamento de Enfermagem da UFES e coordenadora de pesquisa do Centro de Estudos e Pesquisas sobre o Álcool e outras Drogas: Interconexões (CEPADi), explicou que o isolamento social foi um fator que impactou no aumento do padrão de consumo de álcool por adolescentes no período pandêmico.

“Num primeiro momento, as pessoas ficaram no confinamento nos domicílios, se afastando das redes sociais humanas e fortalecendo o vínculo em casa. O álcool, por ser substância lícita e com acesso dentro e fora de casa, vimos um aumento no padrão de ingestão nos adolescentes e dos pais dos adolescentes que levaram a uma modificação do uso, que era feito fora de casa. O padrão foi aumentado, mas numa condição diferente, no domicílio. Evidentemente, isso fez com que o acesso ao álcool pelos adolescentes ficasse mais facilitado ainda. Isso interferiu”, explicou Marluce.

Permissividade

A permissividade dentro do contexto familiar associada à suscetibilidade, à ansiedade e à depressão influenciaram diretamente no aumento deste padrão de consumo.

“O sim e o não dentro do domicílio e a facilidade de comprar álcool, inclusive por delivery, até sem pai e mãe saberem… Isso contribuiu. O indivíduo ainda poderia ter um sinal de ansiedade e depressão que não foi detectado anteriormente nem pelos pais, nem na escola, e com o isolamento na pandemia isso se agudizou. O adolescente nesta situação que vai fazer a experimentação do álcool tende a aumentar a frequência dessa experimentação”, pontua a professora.

Danos à saúde mental

O consumo de álcool por adolescentes e por seus familiares aumentou durante a pandemia

O psiquiatra Arthur Guerra destaca que os efeitos – mesmo os imediatos – do álcool são prejudiciais à saúde mental, especialmente durante a pandemia.

“Apesar de a maioria das pessoas atribuírem a sensação de relaxamento ao consumo de álcool, ele intensifica sentimentos como medo e ansiedade, além da depressão. Isso contribui de forma negativa para a saúde mental daqueles que estão cumprindo o distanciamento social, tornando tudo mais difícil”, destaca.

Uma das consequências para os adolescentes da ingestão e uso precoce do álcool é justamente o risco do abuso.

“O álcool em um organismo em franco desenvolvimento vai trazer uma série de alterações comprometedoras para a faixa etária, trazendo dano físico simples, depois pode gerar uma depressão, impacto no rendimento escolar”, completa Marluce Siqueira.

Consumo de álcool é influenciado pela família

As pesquisadoras Leila Garcia, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e Zila Sanchez, da Escola Paulista de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) ressaltaram que “há que se considerar que pais que aumentaram seu consumo de álcool dentro de casa durante a quarentena, bebendo em maior frequência ou quantidade, contribuem para a alteração das crenças normativas de seus filhos, que podem passar a interpretar o beber como algo cotidiano”.

Na prática, essa alteração de crenças normativas “está associada a padrões mais danosos de uso de álcool na adolescência e deve ser evitada”.

Para a professora Marluce Siqueira, a fim de evitar problemas com álcool na adolescência dentro de casa, primeiro é preciso um ambiente de diálogo dentro de casa, com amor e pensando em que tipo de modelo familiar e de sociedade é a ideal na concepção familiar.

Fontes:  Amor-Exigente e ES Hoje

 

Usuários viciados em likes

Muita gente está ficando dependente de likes e do feedback de seus seguidores em redes como Instagram e Facebook

Confesse: ver seu post cheio de likes é bem legal. Muita gente sente o mesmo – e não é por acaso.

Quando recebemos uma curtida, nosso cérebro gera uma descarga de dopamina, mesmo neurotransmissor produzido quando comemos chocolate, fazemos sexo ou ganhamos dinheiro.

Na prática, Facebook e Instagram nos dão prazer. E, ao que parece, estamos ficando "viciados" – pelo menos os mais jovens.

É o que indica um estudo feito na Universidade da Califórnia, em Los Angeles, e publicado na revista Psychological Science.

A pesquisa mostrou que o cérebro de adolescentes fica exultante com likes.

Trinta e dois voluntários de 13 a 18 anos participaram de um experimento à la Instagram: em frente ao computador, foram expostos a 148 fotografias, das quais 40 eram deles mesmos.

Ao lado de cada imagem, havia o número de curtidas dadas pelos outros jovens – na verdade, a quantidade era designada pelos pesquisadores.

Os cientistas notaram que o núcleo accumbens, parte do circuito de recompensa do cérebro, era ativado toda vez que os adolescentes visualizavam suas próprias fotos com muitos likes.

Feedbacks positivos, aparentemente, os deixavam felizes e, muito provavelmente, eles não estão sozinhos.

Reação semelhante pode ser compartilhada pelas 2,7 bilhões de pessoas que fazem parte do Facebook. Se fosse um país, a rede seria a segunda maior nação do mundo.

E seus habitantes estariam unidos em torno de alguns objetivos em comum: entre eles, compartilhar informações, stalkear, curtir posts e ganhar likes.

Para os críticos das tecnologias, estamos modificando nosso comportamento para conquistar mais curtidas, sobretudo os mais jovens. Em última instância, ficaríamos cada vez mais vulneráveis à aprovação dos outros.

Essa possível mudança de comportamento foi sinalizada em um estudo de 2012 feito com 292 voluntários pela Universidade de Illinois, também nos EUA.

O trabalho mostrou que, quanto mais amigos uma pessoa tem no Facebook, mais narcisista ela tende a ser. Ao mesmo tempo, aumentam as chances da publicação de comentários agressivos.

“Podemos, sim, ficar meio viciados em likes. Conforme as pessoas se refugiam nas redes, elas perdem a habilidade de se relacionar com os outros. Você vê jovens que não se relacionam ao vivo, mas estão nos smartphones. Isso gera a incapacidade de ler a emoção dos outros e faz a pessoa se refugiar dentro da vida online, porque lá temos mais controle” – explica Cristiano Nabuco, coordenador do grupo de dependências tecnológicas do Instituto de Psiquiatria da USP.

Reações nesse nível preocupam Sherry Turkle, professora de Psicologia do Massachusetts Institut of Technology (MIT) e referência mundial nos estudos do impacto da tecnologia na sociedade.

Ela acredita que o uso massivo das plataformas digitais nos deixa com menos empatia e mais preguiçosos, egoístas e narcisistas.

Em seu mais recente livro, Reclaiming conversation, ela tenta responder a uma difícil pergunta: por que preferimos redes sociais à conversa presencial?

 

"Autobiografia em edição" nas redes

Mark Zuckerberg faz de tudo para isso. Os algoritmos do Facebook privilegiam que visualizemos publicações de quem pensa como a gente.

Esse ambiente fraterno é perfeito para que o usuário se exponha e construa uma imagem de si. Caso ele se arrependa, basta deletar. É o que alguns especialistas chamam de "autobiografia em edição".

Em outras palavras, é a busca de modificar a memória que os outros têm de nós. Bom, ao menos a memória online.

Novas tecnologias, instintos ancestrais

A curtida é, por enquanto, a nova medida de popularidade do século 21. No entanto, o que motiva esse sentimento não tem nada de novo: pesquisadores veem a origem disso em um comportamento bastante ancestral.

"Nossa reputação é importante para nós. A seleção natural fez com que nos importássemos com nossa fama", afirmam cientistas da Universidade Livre de Berlim em um artigo publicado em 2013 no Journal of Frontiers in Neuroscience.

Nele, relatam um estudo feito com adolescentes que também provou que o núcleo accumbens está envolvido em dar uma descarga de prazer nos jovens que ganham likes.

É que a boa reputação, há milhares de anos, era essencial para sobrevivermos. Na época, alguém "popular" tinha mais chances de ter um membro da comunidade que pudesse arriscar a própria pele para salvar o amigo.

Nossa alegria com likes viria de um instinto de sobrevivência: buscamos ser amados para termos por perto quem nos ofereça ajuda.

Essa ideia de que adaptamos comportamentos do offline para a web é adotada por vários cientistas que são entusiastas das tecnologias.

Para eles, as redes foram criadas para suprir as necessidades das pessoas e trazem aspectos positivos.

É que elas mantêm laços sociais, em uma espécie de transposição da vida presencial para a mediada pela internet.

Com isso, permitem que sigamos em contato com amigos com quem não falaríamos com tanta frequência sem a web.

Essa é uma das razões que motivam 55% dos brasileiros com 10 anos ou mais a usar a internet. Destes, 80% navegam na web todos os dias. O que eles (e nós) mais fazem, você deve imaginar: enviam mensagens instantâneas por aplicativos como WhatsApp, Facebook ou Skype. Os dados são do Comitê Gestor da Internet.

Henrique Szklo publicou um texto muito interessante em seu blog em 2018, comparando os likes a uma droga, de forma bastante provocativa e um pouco fora do comum mas que nos leva a pensar sobre o assunto:

“O sistema em que vivemos foi criado com o objetivo claro de deixar-nos ansiosos e estressados para que utilizemos o consumo como forma de aplacar nossa desventura crônica.

Mas surpreendentemente as redes sociais estão conseguindo sobrepujar o consumo como produtoras ilimitadas de prazeres momentâneos.

Num momento em que se discute a liberação das drogas, ninguém se dá conta de que o perigo está ao nosso redor, em nosso trabalho, em nossos lares e celulares. Esqueça a cocaína, a heroína, a anfetamina e a tubaína.

A droga mais perigosa e perniciosa criada nos últimos tempos já é largamente disseminada em nossa sociedade. Ardilosa, se utiliza de uma aparência lúdica e inofensiva para nos enganar. Estou falando do like, ou da curtida, como preferir.

As redes sociais são gratuitas, uma das táticas mais do que conhecidas dos traficantes. Dão uma dose de graça, viciam e depois faturam em cima do viciado. Mark Zuckerberg é o verdadeiro barão das drogas. E o Facebook é a “laikolândia”.

Um lugar com 2 bilhões de viciados onde o poder público não entra. Os traficantes controlam tudo: não querem que seus usuários vejam fotos de peitos femininos, nem em obras de arte, mas não ligam para discursos de ódio e fake news. Sabe como os traficantes são estranhos.

Uma multidão de viciados vaga como zumbis pelas redes sociais em busca de mais uma dose. Mas nunca é o suficiente. O prazer de receber uma curtida logo desaparece e aí desejamos outra e mais outra, desesperadamente. Não é à toa que também somos chamados pelas redes de usuários.

E cuidado: todo viciado é agressivo. Ele é capaz de qualquer coisa para conseguir uma mãozinha com o polegar para cima. Outro dia um abestalhado quis fazer um vídeo em que sua namorada atirava nele e a bala deveria ser detida por um livro. Morreu. É o que acontece com pessoas que não sabem o que fazer com livros.

O vício em likes acomete pessoas de todas as idades

Um youtuber britânico, conhecido por suas pegadinhas, precisou da ajuda de cinco bombeiros para liberar sua cabeça que ficou presa, cimentada, dentro de um forno microondas. É o que acontece com pessoas que não sabem o que fazer com a cabeça. Tudo por um punhado de likes.

Um cara chamado Justin Rosenstein –o “Boca Grande”, criador do like no Facebook e tenente do chefe do morro do Silicão, Mark Zuckerberg, o “Narigudo”– disse que todos os dispositivos psicológicos relacionados a vícios foram usados para manter o internauta ligado à internet.

Aquele polegar levantado, que durante toda a história da humanidade teve o nobre papel de comunicar ao outro que está tudo certo, agora é usado para viciar crianças, jovens, adultos e velhos. Ninguém mais vive sem sua dose diária de curtidas.

A síndrome de abstinência de curtidas pode gerar reações terríveis. Dor de cabeça, enjoo, tontura, diarreia e a sensação insuportável de que aqueles mil quinhentos e vinte e sete amigos não são seus amigos de verdade.

Uma pesquisa recente apontou que o que os usuários de internet de hoje mais temem é o fim de seu plano de dados. Em segundo lugar, acabar o plano de dados dos amigos que sempre lhes dão likes, e, em terceiro, a morte por afogamento.

Como sempre, todo viciado diz que não é viciado. E para comprovar que tem razão, posta esta frase em seu perfil e recebe uma overdose de likes.

Precisamos ter cuidado com o que estamos construindo para nosso futuro. O prazer fugaz de cada curtida, o orgasmo provocado por cada comentário, a excitação do compartilhamento, o barato sentido a cada seguidor conquistado, pode resultar em algo terrível daqui a alguns anos, como, por exemplo, pessoas totalmente desqualificadas virando influenciadoras de milhões de seguidores.

Ainda não há cura para o vício de likes. Alguns cientistas estão testando tratamentos com drogas experimentais como a obsessão pela internet das coisas, o medo de as máquinas exterminarem os humanos e, a mais ousada, uma vida com propósito. Mas, por enquanto, ninguém está curtindo”.

E agora, pais?

O estudo feito na Universidade Livre de Berlim, que indicou que gostamos de likes por causa da seleção natural, salientou que heavy users das redes sociais podem ter menores notas escolares, redução da produtividade no trabalho e até mesmo depressão.

Para evitar o uso prejudicial, pais devem dosar o tempo que os jovens ficam em frente à tela e acompanhar o conteúdo das postagens.

“O jovem termina a maturação do cérebro após os 21 anos. Tudo o que diz respeito ao controle dos impulsos, ele não tem. Os pais devem prestar atenção e acompanhar o jovem da mesma forma como fazem com qualquer outra atividade” aconselha Cristiano Nabuco, do Instituto de Psiquiatria da USP.

 

Fontes: GZH Comportamento e Blog de Henrique Szklo

Дети являются крупнейшими жертвами употребления алкоголя

На фоне разрушительных последствий пандемии COVID-19 те, кто потребляет слишком много алкоголя, еще больше увеличили потребление алкоголя, подвергая уязвимых детей еще большему риску. Дети родителей или опекунов с проблемами алкоголя часто забывают жертв кризиса.

Пандемия COVID-19 имела разрушительные последствия во всем мире. Это привело людей к изоляции, усилению одиночества и проблемам психического здоровья. Это привело к тому, что некоторые люди использовали алкоголь в качестве вредного для здоровья механизма во время пандемии.

По данным Института исследований алкоголя (IAS), потребление алкоголя поляризовано в 2020 году во время пандемии.

Те, кто потреблял меньше, сократили потребление алкоголя или остались без алкоголя, в то время как те, кто потреблял слишком много, увеличили потребление еще больше.

Вредное воздействие алкоголя уже давно является кризисом в области здравоохранения для стран. Пандемия усугубила свои последствия.

По данным Общественного здравоохранения Англии, к 2020 году почти каждый 20-й человек употреблял алкоголь в состоянии сильного употребления более 50 доз алкоголя в неделю. Это на треть больше, чем в первом блоке.

Родители, потребляя более 50 доз в неделю, увеличились с 2,6% до блокады до 4,2% после блокады.

Забытыми жертвами алкогольной нагрузки являются дети родителей с алкогольными проблемами. Из-за блокирования мер и закрытия школ и других мероприятий для детей многие из них находятся дома и зачастую не имеют иного выбора, кроме как оставаться дома.

Исследование, опубликованное в ноябре 2019 года, показало, что даже неалкоготовое употребление родителями негативно сказывается на детях. Сообщалось, что употребление алкоголя родителями привело к тому, что дети,

- Кто получает меньше внимания, чем обычно,

- Будучи уложу в постель рано или поздно, чем обычно, часов,

- Обсуждение с родителями больше, чем обычно, и

- Находясь на приемном конце большей непредсказуемости.

Эти последствия, вероятно, будут усиливаться во время коронавирусного кризиса с их мерами блокирования и увеличения потребления алкоголя родителями.

Crianças são as maiores vítimas do uso de álcool por seus pais e familiares

Дети родителей или опекунов с проблемами употребления алкоголя сталкиваются с гораздо большим ущербом, включая пренебрежение, насилие и жестокое обращение. В Европе 16% всех случаев жестокого обращения с детьми и безнадзорности связаны с алкоголем. Многие уязвимые дети оказались бы в ловушке дома без вариантов побега из-за блокирующих мер.

Мона Эрьес, президент Junis, в своем блоге описала несколько действий, которые могут быть приняты, чтобы помочь уязвимым детям.

- При расчете риска закрытия школ также учитывается потенциальные последствия того, что уязвимые дети будут еще более подвержены риску дома.

- Поговорите открыто со всеми детьми в классе или в группе, потому что вы не всегда знаете, кто испытывает трудности дома. Убедитесь, что у всех детей есть способ связаться с доверенным учителем или руководителем.

- Попробуйте найти способ регулярно проверять студентов / детей.

- Если возможно, держите некоторые мероприятия открытыми.

- Обеспечить удовольствие онлайн-деятельности, где дети могут связаться с вами и / или друг с другом.

«Junis Junis – это шведская детская организация, которая предоставляет возможности для развлечений и развития досуга, где дети сами могут принять участие и принять решение.

Источник: Movendi

Pais: como prevenir o uso de drogas por seu filho

Os pais e a família, em geral, são grandes aliadas da prevenção às drogas

 

O uso de drogas cada vez mais precoce é uma preocupação mundial, pois além dos inúmeros gastos gerados com o uso de drogas, ainda existem muitas vidas que são perdidas. Por esse motivo, faz-se necessário um olhar para a prevenção do uso, em específico a prevenção que é gerada no seio familiar.

Hoje se busca pela prevenção eficaz, isto é, aquele que traz resultados comprovados de sua eficácia. Neste quesito, a família não só é aliada da prevenção às drogas, segundo o atual levantamento da UNODC, mas nas famílias estão algumas das ações de maior eficácia. Isso no que diz respeito a prevenção de crianças. Devemos entender que as causas do uso de drogas são multifatoriais e, sendo assim, a prevenção também precisa ser. 

A SENAPRED lançou no dia 15 de outubro de 2020 uma cartilha sobre prevenção voltada aos pais: “12 práticas de como os pais e responsáveis podem, no dia a dia, proteger o futuro das crianças e adolescentes em relação ao uso do tabaco, álcool e outras drogas”.

Vamos relembrar 2 das práticas recomendadas na cartilha:

 

Prática 1 – PAIS: DEEM MUITA ATENÇÃO

Vivemos hoje em uma sociedade na qual a maioria dos pais trabalha fora de casa e tem muitas outras atividades ao longo do dia e, com isso, quase ninguém tem tempo para nada. Ao chegarem em casa cansados, os pais se deparam com filhos que querem atenção, querem brincar, querem conversar.

Nessa hora, é importante que os pais deem uma atenção efetiva para as crianças: não basta “fingir” que está ouvindo enquanto a atenção está voltada para algum aplicativo no smartphone ou se está olhando para o televisor. É preciso olhar nos olhos da criança/adolescente e realmente ouvir o que ela está dizendo.

Dar atenção pode ser universal, contudo, a forma como ela é dedicada deve ser de acordo com a idade daquele que a recebe. Para isso, é importante diferenciar algumas significativas idades para poder trabalhar a prevenção de uma forma mais efetiva: Primeira Infância (de 0 a 6 anos), Criança (de 0 a 12 anos incompletos) e Adolescente (de 12 a 18 anos incompletos).

É fundamental que os filhos percebam que você presta atenção neles e os ouve. Isto fica gravado na memória e reforça neles o sentimento de que são importantes e que você estará disponível sempre que eles precisarem. É um trabalho cansativo e desgastante, mas fundamental para a prevenção.

É fundamental que os filhos percebam que você presta atenção neles e os ouve. Isto fica gravado na memória e reforça neles o sentimento de que são importantes e que você estará disponível sempre que eles precisarem. É um trabalho cansativo e desgastante, mas fundamental para a prevenção.  É importante fazer refeições em família, para manter seus membros unidos e atentos uns com os outros, bem como prestar atenção se cada um está com seu smartphone digitando algo, ou se esquenta seu prato e se alimenta no horário que quiser. Os pais podem ser criativos para reorganizar o lar, diante de situações que geram risco ao diálogo (comunicação) da família. Vale lembrar que esse é o momento da família e, para alguns, o único momento no dia para a família estar junto.

Hoje, com o ritmo de trabalho dos pais, muitas vezes a família fica esquecida. As conversas e diálogos familiares são cada vez mais escassos dentro dos lares. Em uma conversa com o pai de um adolescente que portava drogas em ambiente escolar, o médico pediatra relatou o seguinte trecho da declaração do pai:

Não converso com meu filho há vários meses. Tivemos uma briga, saímos no tapa e não conversamos mais”.

As discussões nos lares podem e irão acontecer, contudo a quebra do vínculo familiar deve ser evitada e, quando houver, pais atenciosos irão buscar restaurá-la.

 

É fato que a sociedade mudou, mas quanto?

Com a inserção dos meios de comunicação globais, as famílias estão mais conectadas com o mundo externo. Contudo, se esse tipo de comunicação for demasiado, corre-se o risco de a conexão familiar estar prejudicada e as pessoas se distanciarem sem perceberem o que está acontecendo dentro de casa. Muitos pais só percebem que seus filhos estão usando drogas muito tempo depois.

 

O SEGREDO É ESTAR JUNTO DA FAMÍLIA. PROGRAME-SE PARA ISSO.

 

PRÁTICA 2. PAIS: TENHAM UM AMOR EXIGENTE

Os pais têm amor por seus filhos. A maneira de se demonstrar este amor é que difere. Demonstrar um amor incondicional consiste em buscar fazer aquilo que é o melhor para seus filhos e isso exigirá bastante dos pais que querem realizar a prevenção com eles. Infelizmente, é muito comum a educação por meio da agressividade, palmadas ou atitudes mais violentas que traumatizam muitas crianças. Por outro lado, uma educação na base de trocas também tem seus riscos, podendo ser muito perigosa. Presentear demais é tão prejudicial quanto a violência ou a negligência.

Ser pai ou mãe também é dizer não!

Em outras palavras, é colocar os limites para prevenir o filho. O dizer não vem desde pequenininho. Pais que nunca impuseram limites, dificilmente conseguirão fazê-lo aos 13, 14 ou 15 anos de idade, período em que a distância do vínculo familiar pode se tornar maior.

Vale lembrar que o respeito mútuo faz parte do amor na família. Se entre os pais não existem limites nem respeito mútuo, dificilmente os filhos agirão com respeito e aceitarão limites. Conversas com o cônjuge são tão fundamentais para a prevenção efetiva, quanto a atenção ao filho. O exemplo prático é a maior força para que as coisas caminhem bem.

O amor incondicional é aquele em que se está sempre ao lado dos filhos, mas atento a todas as necessidades de correção de rota: se algo não está bem, é preciso orientar e corrigir de forma carinhosa e compreensiva, porém exigente.

Este amor fortalece nossa relação com os filhos e faz com que eles percebam que estamos sempre presentes ao lado deles, corrigindo-os sempre que necessário, mas ao mesmo tempo, amando-os incondicionalmente.

Toda vez que os filhos não encontram dentro de casa esse amor, eles podem ir em busca disso fora do lar e, muitas vezes, não têm estrutura para suportar o que a sociedade lhes oferece.

Hoje vemos muitos pais buscando dar o que há de melhor para seus filhos: presentes, o melhor smartphone, o mais potente computador, os últimos lançamentos de brinquedos e games. Buscam compensar a falta de tempo, de atenção e de amor com presentes quando, na realidade, o que nossos filhos querem e precisam é muito mais atenção e amor. Precisamos pensar nisso e rever nossas atitudes.

Pais atentos e com um amor exigente não são pais carrascos; pelo contrário, são pais que estão empenhando muita energia em busca da saúde familiar. Eles não devem ser confundidos com pais “camaradas”, ou melhores amigos, pois filhos precisam de pais! As próprias crianças e adolescentes dizem que precisam de limites estabelecidos por seus pais, porque assim se sentem seguros.

 

O EXEMPLO DOS PAIS É FUNDAMENTAL. RECONHECER SEUS PRÓPRIOS ERROS TAMBÉM EDUCA!

 

Fonte: Freemind e Ministério da Cidadania

«Просто счастливый час»: тихая опасность алкоголя

Давняя пятница и счастливый час пришли с друзьями с работы. Сойми один, два, три, десять, а потом ты пьян. Больше дней начинают повторяться таким же образом, чтобы «забыть о проблемах» или «чувствовать себя свободными от обязательств мира».

Вот, начинаются первые признаки возможных проблем с алкоголем и его влияния на психическое здоровье.

Когда мы говорим, что мы не осуждаем счастливый час с друзьями - что является чрезвычайно здоровым для вашей социальной жизни, - но преувеличение и мотивация, которая заставляет вас онеметь себя.

Алкоголь является социально принятым, но он по-прежнему является препаратом, который может принести риски для тех, кто потребляет его без разбора. Вот почему важно быть в курсе ваших привычек по отношению к вашему потреблению.

Большинство исследований не видят глубокой депрессии в качестве мотиватора для потребления алкоголя, но наоборот: чрезмерное consumo алкоголя может привести к глубокой депрессии.

Это потому, что алкоголь "анестезирует мысли", и часто человек использует его как побег от своей реальности, чтобы не иметь дело с реальными проблемами - которые можно лечить с помощью терапии с психическим здоровьем профессионала.

Почему алкоголь так опасен для психического здоровья?

O perigo do álcool após um happy hour

Алкоголь является центральной нервной системы депрессивный препарат, который дает ему, что анестезия эффект, который делает людей "свет". Он также действует путем уменьшения критического чувства и торможения. В больших количествах, он имеет тенденцию к обезвоживанию организма и сильно ухудшает сон.

В счастливый час, например, когда вы меньше всего заметили, вы приняли несколько доз алкоголя и даже не понимают, какой вред то же самое наносит вашему организму из-за шуток и разговоров с друзьями, которые отвлекают нас от такого зла.

Хотя после этого пить сонливость приходит, не ошибитесь, что вы будете спать в течение нескольких часов и просыпаться снова. Вы заметили, что на следующий день вы просыпаетесь очень устал? Да, алкоголь ухудшает качество вашего сна до 40%.

То есть, хотя вы спите в течение длительного времени, ваш сон легкий и ваше тело не отдыхает, но работает над устранением токсичных веществ из вашего тела.

Вот еще один фактор риска депрессии: плохое качество сна. Сон является одним из основных столпов для работы всего организма, в том числе психического здоровья.

Когда он нарушается, как по количеству, так и по качеству, вероятность развития депрессии может получить гораздо выше.

Именно поэтому бессонница может привести к депрессии, а не только наоборот, как считалось.

Депрессия и алкоголизм являются различными заболеваниями

Хотя алкоголизм часто изображается как грань депрессии, по словам доктора Хамеса Палхареса, диагноз депрессии у больных алкоголизмом может быть сложным.

Кроме того, только в 6% случаев, когда больные алкоголизмом находились в состоянии алкогольного опьянения, симптомы, похожие на депрессию, оставались.

Это означает, что алкогольная зависимость может генерировать симптомы, которые можно спутать с депрессией, поэтому анализ профессионала должен быть разумным и лечение алкоголизма на первом месте.

Кроме того, наличие алкоголя является постоянным среди суицидальных людей, что свидетельствует о деликатной взаимосвязи между психическими расстройствами и злоупотреблением такими веществами, как алкоголь.

Умеренность и внимание являются ключом к улучшению психического здоровья

В следующий раз, когда вы заказываете ваш следующий стакан, попробуйте сделать упражнение с самим собой: почему я прошу еще одну дозу? С чем я не хочу сейчас связаться? Когда я в последний раз пила и сколько пила?

Психические упражнения, как это поможет вам понять, количество алкоголя вы едите, и является ли это предупреждающим фактором.

Так что если вы заметили, что вы злоупотребляете алкоголем, чтобы уйти от ваших проблем, может быть, пришло время столкнуться с ними и не позволить наркомании сделать вашу ситуацию психического здоровья хуже.

Если вы знаете кого-то, кто часто пьет часто, дать им прикосновение, что терапевтический процесс может быть ключом к видя более трезвым и менее размытым мире.

Д-р Хамес Палхарес является психиатром и членом ABP - Бразильской психиатрической ассоциации

Источник: Институт Psiquiatria Паулиста