Mapeamento dos programas de prevenção ao uso de drogas aplicados no Brasil

Um questionário para mapeamento dos programas de prevenção ao uso de drogas que têm sido implantados no Brasil foi elaborado numa parceria entre o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e a Secretaria Nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas (SENAPRED) do Ministério da Cidadania do Governo Federal, e é dirigido a gestores responsáveis por intervenções preventivas ao uso de drogas, que desejem divulgar seu trabalho e trocar experiências com equipes que atuam na mesma área.  

As informações contidas neste questionário servirão para reunir um compêndio de intervenções no Brasil e avaliá-las quanto a sua adequação às boas práticas na prevenção ao uso de álcool, tabaco e outras drogas, a partir de diretrizes do NIDA (National Institute on Drug Abuse), UNODC (United Nations Office for Drugs and Crimes) e EMCDDA (European Monitoring Centre on Drugs and Drug Addiction).

“Temos que ressaltar o ineditismo dessa ação no país. Queremos fazer uma sistematização dos programas. Ao identificá-los, a gente vai poder colocá-los à disposição dos atores que trabalham na área de prevenção, como gestores, gente que vai implementar na ponta, diretores de escolas, líderes comunitários e o universo acadêmico. A ideia é que a gente possa levar a informação e induzir que ela se traduza em práticas efetivas na sociedade, baseadas em evidências cientificas”, disse o Secretário Nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas, Dr. Quirino Cordeiro. Segundo ele, o sistema vai poder nortear estados e municípios. “Traduzir o conhecimento cientifico para embasar as políticas públicas, esse é o foco. Ajudar na execução de projetos de prevenção lá na ponta, mobilizar a sociedade para essa cultura da prevenção”, detalhou Quirino.

A Dra. Zila Sanches, uma das vencedoras do edital do Ministério da Cidadania junto ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para chefiar a etapa inicial do Sistema Nacional de Prevenção às Drogas, por sua vez, ressaltou o potencial em integrar o conhecimento gerado em várias instâncias. “Aproximar o conhecimento cientifico gerado nas universidades nacionais e internacionais com a gestão pública, retornar o conhecimento cientifico gerado na academia para a população, essa é a liga que o sistema de prevenção pode dar”, explicou. Ela esclarece que, nesse primeiro momento, a proposta é mapear os programas. “Vamos classificá-los de acordo com as boas práticas de prevenção internacionais, se estão seguindo e quais. E entender um pouco quais são os domínios tratados, se são mais programas escolares, comunitários, familiares, qual as faixas etárias abrangem”.

Após essa classificação, será possível capacitar os atores de forma mais completa. “Entendendo as principais lacunas poderemos fazer uma formação mais direcionada desses gestores. Identificando os programas que se encaixam nas evidências cientificas vamos conseguir pensar em potencial disseminação deles”.

Questionário para mapeamento dos programas de prevenção aplicados no Brasil está disponível

Essa abordagem é recomendada pelos três órgãos internacionais mais conceituados que trabalham com parâmetros de boas práticas em prevenção: o NIDA (National Institute on Drug Abuse), dos Estados Unidos, a UNODC (United Nations Office for Drugs and Crimes), da Organização das Nações Unidas, e o EMCDDA (European Monitoring Centre on Drugs and Drug Addiction), da União Europeia.

Entre as boas práticas listadas estão o aumento dos fatores de proteção e a reversão ou redução dos fatores de risco ao indivíduo, com abordagem a todas as formas de abuso de drogas, isoladamente ou em combinação, incluindo o uso de drogas legais por menores, o uso de drogas ilegais e o uso inadequado de substâncias obtidas legalmente (por exemplo, inalantes). A abordagem deve levar em conta os riscos específicos às características da população ou do público, como idade, sexo e etnia, para melhorar a eficácia do programa.

O mapeamento dos programas para estarem no sistema ocorre em dois eixos: o nacional, em que questionários serão aplicados para os coordenadores dos programas, e um internacional, que vai utilizar lista de programas bem classificados internacionalmente, mas que serão avaliados para a realidade brasileira.

A população em geral terá acesso a todas as informações, assim como gestores estaduais e municipais, podendo inclusive inscrever programas e iniciativas, assim como os gestores, que poderão ter acesso a opções e formas de implementação dessas ações.  

Destaca-se que os dados sobre as boas práticas de prevenção contempladas em cada programa não serão divulgados publicamente, mas integrados com o todo, sem expor os programas.

O preenchimento requer um tempo aproximado de 15 minutos e pode ser acessado através do link:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSe3r8QhRpG82PigFeDlfuPPCuCjmv_UJ839UPGM2c6uPFiIJw/viewform

 

É muito importante que este questionário seja divulgado entre nossos seus parceiros que desenvolvam alguma atividade de prevenção. Ajude-nos nessa divulgação. Compartilhe! O Freemind e a ISSUP Brasil apoiam iniciativas como essa.

Fonte: Ministério da Cidadania

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Brasil
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