Livia

Perdeu ou quer rever? Solidariedade: como o brasileiro ajuda o próximo

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Perdeu ou quer rever? Solidariedade: como o brasileiro ajuda o próximo

No dia 05 de maio, a Mobilização Freemind e o capítulo Nacional da ISSUP no Brasil tiveram o prazer e a benção de um bate-papo ao vivo com dois padres muito queridos e grande parceiros nossos: Padre Renato Chiera - Fundador e Presidente da Casa do Menor São Miguel Arcanjo – e o Padre Evandro Torlai – Vice-Presidente da Aliança de Misericórdia.

Neste bate-papo, pudemos conhecer um pouco mais cada uma das obras que esses padres representam, todo o trabalho que eles fazem, todas as dificuldades que enfrentam, sobretudo agora em tempos de pandemia, mas também pudemos reconhecer como o brasileiro é solidário e não mede esforços para ajudar o próximo.

Duas obras e dois padres que são exemplo e lição de vida para cada um de nós. Se você não assistiu ou quer assistir novamente, a live está disponível em nosso canal do YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=hjS57kssWlM&t=22s

Padre Renato Chiera é fundador e presidente da Casa do Menor São Miguel Arcanjo que, em 34 anos de atividades aqui no Brasil, já ajudou mais de 100 mil crianças, adolescentes e jovens a reescreverem as suas histórias com novos valores humanos inspirados no Evangelho.

Ele nos contou que a Casa do Menor nasceu para responder ao grito de meninos e meninas que estavam sendo assassinados e que não queriam morrer. Eram gritos por amor, gritos por presença, gritos por futuro...

O grito por amor e presença fez com que, hoje, a Casa do Menor esteja em 4 estados, com 3 unidades de acolhimento institucional e 11 casas com 136 crianças, adolescentes e jovens.

Em resposta a um segundo grito, um grito por oportunidade e autoestima, a Casa do Menor se fez presente em 8 unidades nas comunidades pobres periféricas do Brasil, com um trabalho comunitário que atende, de forma rotativa, cerca de 1.300 crianças e jovens de até 18 anos oferecendo atividades lúdicas, esportivas e de lazer.

Um terceiro grito – por futuro – também não ficou sem resposta e a Casa do Menor oferece cursos profissionalizantes em 4 unidades no Brasil e atende 4.636 jovens.

Padre Renato diz que mora em Miguel Couto, periferia da periferia da periferia do Rio de Janeiro, e que se sente muito alegre em acender luzes para essa população, em ser ponto de referência e de esperança e em poder anunciar o amor de Deus.

Fala também sobre outro grito – o grito por Deus Amor – presença de alguém que nunca nos abandona e nunca nos trai. Aqui mostra que com seu trabalho e de todo o corpo da Casa do Menor, através de atitudes (e não só palavras), os meninos e meninas podem se sentir amados e seguros: “Quando eles sentem que têm valor, passam a se amar mais também e começam a querer estudar, trabalhar e construir um projeto de vida”.

Quanto à pandemia de coronavírus, Padre Renato diz que estão atendendo quase 5 mil pessoas em suas necessidades e que, por isso estão fazendo campanhas para arrecadarem cestas básicas, material de higiene e limpeza, máscaras e álcool gel.

Além disso, a Casa do Menor tem hoje 4 linhas telefônicas abertas como ponto de escuta, para que as pessoas possam ligar, desabafar, chorar. Neste tempo de tantas dificuldades e em que ninguém quer escutar ninguém, a ajuda às vezes pode ser somente em forma de escuta! Outra ação muito bonita está sendo feita por amigos médicos da Casa do Menor que se dispuseram a dar orientação médica aos mais necessitados.

“É tempo de fazer da humanidade uma só família, de sermos solidários. Se você quer ser feliz, faça os outros felizes”, nos diz Padre Renato Chiera do alto dos seus 78 anos de vida.

Para poder continuar ajudando tantas pessoas e também manter os 183 colaboradores da Casa do Menor e suas famílias, padre Renato nos lembra que a ajuda de todos, qualquer que seja ela, é de enorme valia e diz que “a solidariedade não nos faz mais pobres: ela nos faz mais felizes! A felicidade é consequência das nossas escolhas e a indiferença é um vírus mais destruidor que o coronavírus”.

Então, se você pode e quer ajudar, saiba como fazer isso em https://casadomenor.colabore.org/, ou pelo telefone 55 (21) 98719-3997 (com Helen). Depósitos e transferências bancárias também podem ser feitos nos seguintes bancos:

Banco Santander – Agência 4447 – Conta Corrente 13001526-9

Banco Bradesco – Agência 0933 – Conta Corrente 2307-8

Banco Itaú – Agência 0201 – Conta Corrente 54.916-9

CNPJ Casa do Menor São Miguel Arcanjo: 32.011.876/0001-20

 

Na sequência foi a vez do Padre Evandro Torlai, vice-presidente da Aliança de Misericórdia, falar um pouco sobre este Movimento Eclesial nascido na cidade de São Paulo no ano 2000, com o intuito de ser uma comunidade para anunciar a misericórdia de Deus aos mais pobres, espiritual e materialmente.

A Aliança de Misericórdia está presente em 58 cidades do Brasil e outros 7 países (Portugal, Itália, Polônia, Bélgica, Venezuela, República Dominicana e Moçambique), fazendo um trabalho de evangelização e buscando alcançar aquelas pessoas mais sofridas que vivem uma vida de vulnerabilidade social em favelas, em comunidades carentes e em regiões de extrema pobreza.

O trabalho da Aliança é belíssimo porque eles vão até os irmãos de rua, é feita uma triagem de acompanhamento e depois o acolhimento. Muitas vezes, para fazer essa evangelização nas ruas e mostrar proximidade com os irmãos, os evangelizadores da Aliança chegam a dormir na rua com eles, antes de indicar uma das casas da comunidade onde eles podem receber atendimento, tomar um banho, fazer uma refeição. Na sequência, os que desejam são encaminhados para as casas de acolhida masculinas e femininas na região de São Paulo, Minas Gerais e Ceará.

Cita como exemplo de suas atividades uma casa de atendimento para a população de rua no bairro do Brás, na cidade de São Paulo: a casa “Restaura-me”. Nessa casa, colaboradores e voluntários fazem diariamente o atendimento dos moradores de rua. Eles chegam na casa por volta de 08h00 da manhã, tomam o café da manhã e são encaminhados para atividades educativas.

Também recebem nessa casa uma assistência psicossocial e espiritual com o objetivo de despertar em seus corações a fé, o amor, o amor a Deus, o espírito de cidadania e o desejo de poder sonhar de novo e de esperar um caminho diferente para suas vidas. Essa casa não tem condições de acolhê-los para dormir, por isso, eles passam o dia na casa e dormem em albergues.

A Aliança tem vários exemplos de pessoas em situação de total vulnerabilidade, moradores da Cracolândia, por exemplo, que foram acolhidos e nesse acolhimento receberam esse amor concreto e passaram por um processo de restauração completo, manifestando a vontade de deixarem a vida que levavam e seguiram um caminho de recuperação em uma de nossas casas de acolhida.

Gumercindo é uma dessas pessoas. Ao terminar sua caminhada de recuperação, ele sentiu o chamado de Deus e quis oferecer sua vida para ajudar outras pessoas. Ele foi, então, contratado como educador na casa Restaura-me, fez o curso de Assistência Social, namorou, casou e trabalha na Aliança até hoje, sendo muito querido por todos.

“Quando a gente faz uma experiência concreta do amor, o amor transforma! É quase impossível ficarmos indiferentes ao amor, sobretudo ao amor de Deus!”, diz Padre Evandro.

O trabalho da Aliança de Misericórdia com as pessoas moradoras em comunidades vulneráveis nasceu com as Casas Belém, inseridas nas comunidades mais carentes. Cada missionário e colaborador é chamado a entrar na realidade destas pessoas e junto a elas buscar amenizar seu sofrimento por meio da escuta, da acolhida, do cuidado.

A partir das Casas Belém foram nascendo diversos programas sociais direcionados às famílias moradoras destes locais, em diferentes cidades e estados do Brasil. No município de São Paulo, a Aliança atua de forma especial nas Comunidades do Moinho e do Parque Taipas.

Nessas comunidades, a Aliança de Misericórdia faz um trabalho com crianças em projetos sociais: são 2 creches, além de Centros para Crianças e Adolescentes que oferecem no contraturno escolar: atividades educativas, reforço escolar, artesanato, dança e artes, de forma geral.

Padre Evandro fala sobre todas as dificuldades que a Aliança passa no seu dia a dia e, em especial, agora, durante a pandemia. Ele nos lembra que os recursos materiais são necessários e fundamentais, mas a principal ajuda que precisam é da oração de cada pessoa, pois o trabalho que realizam é uma batalha espiritual.

Outra forma de ajudar a Aliança é sendo um voluntário - não é preciso ter posses para ajudar: “Ninguém é tão pobre que não tenha algo para dar e ninguém é tão rico que não tenha nada para receber” – as pessoas podem frequentar as casas da Aliança para costurar, ajudar na limpeza, fazer artesanato, fazer um serviço de casa... “A maior caridade não é dar tudo que tenho, mas dar aquilo que eu sou... dar o meu tempo, a minha vida, as minhas habilidades. Bens materiais a gente transfere daqui para lá, mas nosso tempo – não! Eu só posso dar o meu tempo estando presente!”.

Além das orações e do trabalho voluntário, você pode ajudar de várias outras formas: comprando os produtos da Aliança em https://www.lojadamisericordia.com.br/, fazendo sua doação pelos telefones (11)94192-0806 (WhatsApp) / (11) 99831-9207 (com Cristiane Araújo) ou ainda, fazendo um depósito de qualquer valor na conta:

Associação Aliança de Misericórdia
CNPJ: 04.186.468-0005-05
Banco Bradesco 237 - Agência 3137-2 C/C 8637-1

Outra forma de ajudar é doando seu Cupom Fiscal para a Aliança. É rápido e simples. Veja o passo a passo e seja um doador:

Faça login no site 👇🏻

1- www.nfp.fazenda.sp.gov.br e cadastre-se
2- No menu " Entidades", escolha " Doação de Cupons com o CPF (automática)
3- Pesquise o CNPJ da Aliança 04.186.468/0001-73 e selecione o período de sua doação
4- Resgate seus créditos anteriores periodicamente, clique em conta corrente, "Utilizar créditos" e siga as demais orientações do sistema.

Pronto! Agora basta colocar seu CPF em todas as suas notas.
Contatos: notafiscalpaulista [at] misericordia [dot] com [dot] br
(11) 3120-9173

Que estas histórias lindas de vida e de doação nos façam refletir sobre nossas atitudes e nos façam ter a certeza de que, como disse o Padre Renato: “Se você me acorda, eu acordo com muita alegria, pois sei que VOCÊ é JESUS que me visita e que bate à minha porta!”.

Saiba mais sobre a Casa do Menor em http://casadomenor.org/ e sobre a Aliança de Misericórdia em https://misericordia.com.br/.

Reja a Live com Especialistas de 05 de maio - Padre Renato Chiera e Padre Evandro Torlai