Atividade de implantação dos instrumentais nas comunidades terapêuticas

Event Date
City
RIO BRANCO
Country
Brazil

Com a implantação dos instrumentais dentro das comunidades terapêuticas-CTs, a qualidade da proposta ou programa terapêutico só tem a melhorar a qualidade do acolhimento. Através de registros das atividades dentro das cts, desde a triagem, até a conclusão do tratamento, a instituição de posse desses dados pode gerar relatórios que servirá de estratégias melhorando cada vez o acolhimento da pessoas que procuram esses serviços.

Ainda em relação a esses dados podem contribuir com setores públicos construindo políticas publicas de enfrentamento do uso e abuso de álcool e outras drogas.

um programa terapêutico e programa singular bem feito construindo junto com acolhido na instituição, sempre vai ser o melhor tratamento. Pois, quando ouvimos a pessoa e a mesma expressa sua necessidade, podemos ajuda-lo a se empoderar com ferramentas e estrategias buscando reduzir ou mesmo viver numa total abstinência de alcool ou outras drogas. Adotando assim um novo estilo de vida saudável.

Event Language

Portuguese, Brazil

Leia e assine a Carta aberta do “Fórum Permanente de Mobilização Contra as Drogas”

O Fórum Permanente de Mobilização Contra as Drogas foi lançado pelo Ministério da Cidadania na quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020, em Brasília e fez um chamamento para que entidades e sociedade participem do trabalho de prevenção e do combate às drogas. Além do empenho do governo federal em investir em políticas públicas efetivas na defesa e assistência aos dependentes químicos e familiares, a mobilização alertou para os malefícios do uso de entorpecentes.

A proposta também quer conscientizar a população sobre temas centrais, refletindo a posição da população brasileira majoritariamente contrária às iniciativas de legalização das drogas, por exemplo.

Manifesto

Uma carta aberta sobre o tema foi apresentada aos participantes. O manifesto traz diretrizes para o encaminhamento de algumas questões na prática – como a realização de seminários, encontros, eventos temáticos e ações contra as drogas no Brasil. Entidades, representantes da sociedade civil, pesquisadores, professores universitários, artistas e atletas que compareceram ao lançamento do Fórum assinaram o documento.

Segundo o secretário de Cuidados e Prevenção às Drogas do Ministério da Cidadania, Quirino Cordeiro Júnior, a ideia é que a população também participe. “O objetivo é que ele possa ser assinado por toda a população e outras entidades que não estiveram conosco no lançamento. A ideia é termos um manifesto firme, claro, para que a gente possa construir uma sociedade protegida das drogas”, esclareceu o secretário.

O manifesto está online e pode ser acessado aqui.

https://www.peticao.online/carta_aberta_do_forum_permanente_de_mobilizacao_contra_as_drogas

Leia a íntegra da Carta aberta do “Fórum Permanente de Mobilização Contra as Drogas”

Com o objetivo de colaborar na construção de um país protegido das drogas, lideranças de diferentes setores da sociedade brasileira organizam-se no “Fórum Permanente de Mobilização Contra as Drogas”, organismo acima de partidos, ideologias ou religiões.

O uso de drogas está entre as principais causas de acidentes de trânsito, contribui para o aumento do número de suicídios e, tanto pelo consumo quanto pelo tráfico, tira as vidas de milhares de jovens, sendo também responsável pela degradação do ser humano nas inúmeras cracolândias espalhadas pelo país.

Para evitar cenários como esses, o Fórum posiciona-se de maneira favorável a políticas públicas efetivas contra o narcotráfico e na defesa da assistência aos dependentes químicos e seus familiares.

Refletindo a posição da população brasileira majoritariamente contrária às iniciativas de legalização de drogas, o Fórum defende as proibições do plantio, da importação e da exportação, do porte e do uso de drogas ilícitas, tais como a maconha, a cocaína, o crack e a heroína, entre outras.

A prevenção ao uso de drogas, incluindo também o tabaco e o álcool, bem como o atendimento aos dependentes químicos, precisam alcançar toda a população, especialmente os mais vulneráveis, tendo a abstinência assistida como estratégia para a recuperação dos usuários para uma vida plena, responsável e cidadã. Tais medidas, preconiza o Fórum, servem também de estímulo ao enfrentamento à violência, causado muitas vezes pelo consumo e tráfico de drogas em nosso país, ceifando vidas, desestruturando e destruindo famílias.

Para atingir seus objetivos, o Fórum propõe-se a mobilizar a sociedade por meio de seminários, encontros, eventos temáticos e ações contra as drogas no Brasil. Contribuindo, dessa forma, para a efetiva informação da sociedade brasileira sobre os reais malefícios causados pelas drogas e ajudando na sua mobilização em prol de ações que mudem a realidade em que vivemos.

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cidadania

Informações para a imprensa:
www.cidadania.gov.br/imprensa

Fórum Permanente de Mobilização contra as Drogas

Freemind e ISSUP Brasil participam do Lançamento do Fórum Permanente de Mobilização contra as Drogas

A Mobilização Freemind e o Capítulo Nacional da ISSUP no Brasil estarão presentes hoje, 12/02/2020, em Brasília para o lançamento do Fórum Permanente de Mobilização Contra as Drogas.


Esta é uma iniciativa promovida pelo Ministério da Cidadania que visa somar esforços para o enfrentamento e prevenção ao uso de drogas e conscientizar a sociedade quanto aos problemas decorrentes do uso de psicoativos. O evento será realizado na Associação Médica de Brasília (AMBr), a partir das 14 horas.


O Fórum será articulado pela Secretaria de Cuidados e Prevenção às Drogas (Senapred), pasta conduzida pelo psiquiatra Quirino Cordeiro Júnior. A proposta, segundo ele, é buscar alternativas consistentes para o cuidado e reinserção social das pessoas que enfrentam a dependência química.

"O objetivo da iniciativa é "construir um país livre das drogas lícitas e ilícitas", em apoio à Nova Política Nacional sobre Drogas.

Depois desse encontro, o fórum vai apoiar e promover seminários temáticos contra as drogas em todo o país.

Representantes de entidades como o Conselho Federal de Medicina, da Confederação Nacional dos Municípios, da Pastoral da Sobriedade, do Conselho Nacional dos Pastores e da Confederação Nacional das Comunidades Terapêuticas participarão do evento.

Também no lançamento do Fórum Permanente de Mobilização Contra as Drogas, será publicado um manifesto com informações sobre o encontro e os desdobramentos do evento. O material estará disponível online e toda a população poderá apoiar, assinando o documento.

 

Fórum Permanente de Mobilização contra as Drogas

Uso Nocivo de Álcool e Outras Drogas: Desafio para a Sociedade Brasileira

O uso nocivo de álcool e outras drogas é tema que, frequentemente, a sociedade brasileira discute, mas por sua amplitude e complexidade, também, é assunto que retorna ao debate em razão da profundidade das suas causas e da severidade dos seus efeitos, além de exigir abordagem sistemática e contínua.

A legislação brasileira cuida da questão das drogas, propondo ações de prevenção, tratamento e reinserção social que são exigidas dos entes federados cuja execução requer suporte social e comunitário. Referidas ações devem ser realizadas pelos organismos das áreas da saúde, educação, trabalho, assistência social, previdência social, habitação, cultura, desporto e lazer visando prevenir o uso de drogas, atenção e reinserção social dos usuários ou dependentes dessas substâncias. A dimensão do problema exige que as lideranças governamentais promovam esforços para que o consumo da droga seja por todos enfrentado, mas com respeito aos direitos fundamentais da pessoa humana, especialmente quanto à sua autonomia e à sua liberdade, observando os demais princípios do Sistema Nacional de Drogas de Políticas Públicas sobre Drogas (SISNAD), tratado pelo artigo 4º da Lei nº 11.343/2006, legislação cujo texto sofreu alterações trazidas pela Lei nº 13.840/2019.

Se de um lado o uso de drogas pode e deve ser focalizado pelo governo e pela sociedade, de outro lado, quando se trata de enxergar os custos e os efeitos específicos do abuso do álcool, droga de maior prevalência de consumo se comparada às demais, o Estado e a sociedade brasileira carecem desenvolver estratégias e, principalmente, realizar ações eficazes para lidar com essa situação.

Ao tratar do uso abusivo do álcool e dos problemas de saúde por ele gerados, normalmente, se imagina suficiente dispor à população recursos médicos e hospitalares, os quais são necessários para cuidar dos quadros graves de abalo da saúde física e mental que o uso problemático do álcool é capaz de causar.

Entretanto, o que será discutido nestas breves linhas é o modo como a sociedade brasileira pode enfrentar o problema do abuso do álcool antes que a situação venha desencadear deletérios efeitos na seara individual, familiar e social a demandar intervenção especializada da área de saúde, destacando ser necessário controlar o abuso e prevenir o uso nocivo do álcool.

A sustentar essa ideia, há evidências científicas extraídas de estudo de longa duração que tratou do consumo e dos efeitos do álcool em 195 países, denominado “Alcohol use and burden for 195 countries and territories, 1990–2016: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study 2016 (1)”. Referido estudo apontou que as políticas de controle de álcool precisam ser revisadas em todo o mundo, sugerindo esforços para reduzir o nível de consumo geral dessa substância pela população.

Para isso é preciso considerar como ponto de partida ser o consumo de álcool no Brasil um problema de saúde pública com reflexos na vida das pessoas e das famílias. Além da saúde, há diversos outros serviços e entes impactados. Profissionais da área da assistência social, segurança pública e justiça, geralmente, podem descrever situações por eles conhecidas durante o exercício laboral que geraram mortes, lesões graves e prejuízos diversos cujo fator determinante ou ao menos coadjuvante para tais ocorrências esteve ligado ao uso nocivo do álcool.

No campo da saúde e observando os efeitos causados pelo álcool nas vítimas, posição em um litígio que qualquer pessoa pode ocupar, sob a coordenação da médica especialista em traumatismo raquimedular Júlia Maria D’Andréa (2) e financiado pela FAPESP, o Brasil desenvolveu pesquisa apontando que o álcool, substância lícita e barata, amplia o número de casos de violência em geral, considerando traumatismos e mortes em acidentes e agressões. Referido estudo analisou atendimentos no Pronto-Socorro do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e apresentou dados significativos que podem servir como fundamento para adoção de políticas e estratégias públicas para o controle do álcool, ao indicar que 46% das vítimas de agressão estavam sob efeito de doses excessivas de álcool, assim como 24% das vítimas do trânsito e 20% das vítimas de quedas, apontando, ainda, que 14% dos acidentados ou agredidos haviam usado maconha, cocaína ou anfetaminas poucas horas antes do evento.

É comum que os resultados danosos influenciados pelo álcool sejam considerados como lamentáveis infortúnios, embora pudessem ser evitados se adotadas práticas consistentes de prevenção ambiental ao uso nocivo dessa substância pelos órgãos públicos, nos diversos níveis federal, estadual, distrital e municipal, embalados pela pressão da sociedade. Essas práticas, além de prevenir o abuso de álcool, exigem regulamentar a oferta e fiscalizar o consumo em ambientes públicos e abertos ao público nos quais o álcool é oferecido. Proibir a entrega indevida de álcool às crianças e aos adolescentes e, também, educar, desestimular e responsabilizar pelos riscos e eventuais danos os casos de consumo excessivo dessa substância entre jovens e adultos são práticas desejáveis de prevenção ambiental.

Oferecer álcool em pontos de venda situadas em locais cujo consumo é arriscado, como ocorre ao se tolerar vender bebida alcoólica em postos de abastecimento de combustível e outros ambientes frequentado por motoristas, como estacionamentos e lojas de reparos de automóveis, estimula que os motoristas deixem esses locais sob efeito de álcool, não importando poderem ser fiscalizados pelos excessos do beber e dirigir, porque não é imaginável que para cada motorista que passe por um local desse tipo e consuma álcool exista um fiscal pronto para flagrá-lo.

Permitir ou tolerar a venda do álcool em áreas com intensa movimentação e aglomeração de pessoas, como estádios de futebol ou ambientes em que ocorrem grandes reuniões populares abertas, como os locais da realização das legítimas manifestações democráticas, também, pode ser tão danoso quanto tolerar que algum motorista incapaz pelo abuso do álcool conduza seu veículo por vias movimentadas.

Desenvolver estratégias para implantar ações de prevenção ambiental requer uma sociedade consciente e mobilizada que exija dos detentores do poder de regulamentação criação de normas para tal fim, desde manter e fiscalizar a proibição do álcool para crianças e adolescentes, até a alocação de recursos orçamentários suficientes para que a fiscalização atue de modo regular e eficaz em ambientes de risco promovendo o respeito às normas.

A professora e pesquisadora Zila Sanchez (3), da Unifesp, afirma que as estratégias outrora empregadas para prevenção do tabaco no Brasil, tais como não vender para menores de idade, controlar as vendas e taxar com rigor, controlar a propaganda na mídia e em pontos de venda, entre outras, seriam muito bem-vindas para reduzir os efeitos danosos do álcool.

Quem detém o poder é a autoridade e essa autoridade está disseminada na sociedade, no exercício da atividade privada e pública, podendo ser observada nas relações amorosas envolvendo pais e filhos, no contato profissional entre patrões e empregados e no trato respeitoso entre governantes eleitos e cidadãos. Quem detém e explora o mercado do álcool não pode decidir sozinho para quem, de qual modo e em qual local irá vender o seu produto somente considerando que o consumidor pode pagar o preço, mas deve, sempre, observar as normas e respeitar os limites legais. A livre iniciativa deve ser incansavelmente preservada, entretanto em favor do bem comum, o Estado deve fixar uma regulação mínima e clara para que a distribuição e a venda do álcool, que é droga causadora de conhecidos danos à saúde, obedeça a critérios e padrões compatíveis ao risco do seu consumo mantendo o ambiente saudável.

Há exemplos animadores no mundo, como ocorre na Rússia (4). Considerada uma das nações que mais consome álcool no mundo, lá foi registrado um caso de sucesso a ser seguido pelo emprego de estratégias de longo prazo, com uso de rigorosas reformas políticas no campo da produção do álcool e do consumo individual que foram capazes de reverter os efeitos devastadores dessa substância nesse país, tanto que em 2018 a expectativa de vida do povo russo atingiu pico histórico alcançando quase 68 anos de idade para homens e 78 anos para mulheres, conforme relatório da OMS que examinou os efeitos das medidas de controle do álcool sobre mortalidade e expectativa de vida na Rússia.

O Brasil é, reiteradamente, citado como um dos países nos quais a desigualdade e a exclusão social são intensas e se sabe que para reduzir essas mazelas é preciso oferecer educação de qualidade e gerar meios para produzir renda, porém enquanto governo e sociedade se esforçam para alcançar essas metas que permitam incluir toda a população brasileira de norte a sul do país em movimentos que ampliem a educação e o trabalho gerando bem-estar, a nação deve se organizar e usar estratégias da prevenção ambiental para enfrentar o desafio do abuso do álcool e das outras drogas.

Texto - Dr. Mário Sérgio Sobrinho

Mário Sérgio Sobrinho é palestrante e parceiro da Mobilização Freemind, procurador de Justiça do MP-SP e integrante do Movimento do Ministério Público Democrático (MPD).

Fonte: https://www.conjur.com.br/2020-jan-20/mp-debate-uso-nocivo-alcool-outras-drogas-desafio-sociedade

[1] Disponível: <https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(18)31310-2/fulltext>. Acesso em 14 dez 2019.

[2] Disponível: <https://www.google.com/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=1&cad=rja&uact=8&ved=2ahUKEwiEmIagnrXmAhV-JrkGHfvODsIQFjAAegQIAhAB&url=http%3A%2F%2Fses.sp.bvs.br%2Flildbi%2Fdocsonline%2Fget.php%3Fid%3D5089&usg=AOvVaw0dJ2KuXHpASFRTQPBBzCy3>. Acesso em 14 dez. 2019

[3] Disponível: <https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2017/07/1899157-mal-feita-prevencao-a-droga-pode-incentivar-o-consumo-diz-especialista.shtml>. Acesso em 14 dez. 2019.

[4] “Russia's alcohol policy: a continuing success story.” Disponível: <https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(19)32265-2/fulltext>. Acesso em 14 dez. 2019

Dr. Mario Sérgio Sobrinho faça sobre Uso Nocivo de Álcool e Outras Drogas: Desafio para a Sociedade Brasileira

Palestra do Dr. William Crano no 6º Congresso Internacional Freemind

No 6º Congresso Internacional Freemind, realizado de 04 a 07 de dezembro de 2019, em Águas de Lindóia/SP – Brasil, contamos com a presença do Dr. William D. Crano, que ocupa a cadeira Oskamp e é professor de psicologia na Divisão de Ciências Comportamentais e Organizacionais da Claremont Graduate University.

Dr. William participou de um Painel cujo tema era “O cigarro comum e novas maneiras de se intoxicar com nicotina” e abordou a questão do aumento dos cigarros eletrônicos (vapes) e o restabelecimento da nicotina como um vício primário da juventude.

Falou sobre os problemas e os perigos envolvidos com o uso do cigarro eletrônico e os vaporizadores e também como a imprensa vem sendo usada para encorajar este tipo de consumo. Fez sugestões de como usar a mesma mídia para um trabalho de prevenção, utilizando os princípios de persuasão.

Apresentou as tendências do uso do tabaco nos EUA, além de apresentar pesquisas atuais e também algumas recomendações de políticas que talvez possam ser úteis para os brasileiros.

Entre os assuntos abordados, podemos destacar o fato de que, hoje, na maioria dos lugares, fumar não é mais visto como algo bonito ou que mostra independência, liberdade e sex appeal.

Nos Estados Unidos, de 1988 até 2014 houve uma queda bastante significativa no tabagismo de cigarros tradicionais. No gráfico abaixo estão dados de adolescentes 14, 15 e 18 anos. Os de 18 anos estão se formando no ensino médio para ir para a universidade ou para entrar no mercado de trabalho. E como se pode ver, ao longo dos anos, as tendências no consumo de tabaco vem caindo a níveis bastante baixos. Mas, por exemplo, 3,6% dos adolescentes de 18 anos (isto aqui para o país todo) ainda fumam. Parece pouco, mas não é! São milhões de pessoas... milhões de adolescentes de 18 anos que ainda fumam.

Tendência de Consumo nos EUA

Isto fez com que as indústrias de tabaco buscassem novos meios, novos caminhos e novos produtos e elas têm feito um esforço combinado para trazer esses jovens para o consumo de tabaco. Surgem, então, os e-cigarrettes, cigarros eletrônicos, vaporizadores, vapes, etc... (São vários os nomes).

Investiram pesado em publicidade, criaram sabores e aromas para modificar o gosto de tabaco e o resultado foi que o consumo destes tipos de equipamentos aumentou tanto quanto os investimentos de milhões e milhões de dólares em publicidade.

 

Gasto com Publicidade

 

Com o tempo, o uso de cigarro eletrônico reverteu a tendência de queda no uso de tabaco. Enquanto o uso de cigarros diminuiu devagar ao longo do tempo, o uso de cigarros eletrônicos subiu muito rápido.

Aumento do uso de Vaporizadores

Nos EUA é realmente surpreendente como foi rápido esse processo: passou de 11% para 21% em 1 ano, entre alunos do último ano do ensino médio. E é importante lembrar que este consumo continua aumentando.

Uso de Vaporizadores por Adoslescentes

Os riscos e perigos do uso deste tipo de equipamentos são imensos e podemos citar alguns:

  • A altas temperaturas, muitos dos sabores utilizados são comprovadamente carcinogênicos;
  • Com o uso cada vez maior por adolescentes que tem pouco dinheiro, o uso de produtos importados ou manufaturados nas próprias casas tem sido frequente. Estes produtos não têm nenhum controle de qualidade e estão relacionados a mortes e doenças;
  • Não é possível saber o impacto desses inalantes a longo prazo;
  • Durante uma sessão de uso de vaporizadores, vários produtos químicos como formaldeído e outros são retidos pelas nossas vias respiratórias;
  • Muitos jovens estão ficando completamente viciados nisso, acordando no meio da noite para dar uma baforada;
  • A nicotina é muito viciante, mas para os jovens é pior ainda. Nos últimos anos do ensino médio, eles têm 2,16 vezes mais chance de ficarem viciados.

 

Precisamos utilizar a mídia para combater o tabagismo e as novas formas de consumo. É possível e tem sido bem-sucedidas estas campanhas antitabagismo que utilizam as mesmas mídias empregadas pelas empresas de tabaco CONTRA ELAS! Isto funcionou para os cigarros tradicionais e tem sido usado em campanhas para os cigarros eletrônicos.

O argumento de que que usar o cigarro eletrônico para cortar o cigarro tradicional não é verdadeiro e é preciso mostrar isso às pessoas para que não se enganem com este tipo de argumento.

É preciso combinar técnicas antigas com técnicas novas e desenvolver técnicas de persuasão preventiva, baseados em evidências. Mostrar que usar nicotina não é ser rebelde, não é ser descolado, não é ser independente. Na verdade, a mídia precisa ser usada para mostrar o quanto as pessoas estão sendo manipuladas, influenciadas. Uma das estratégias é mostrar pessoas não atraentes fumando com o vaporizador, em vez de mostrar uma pessoa bonita. E, com isso, se faz um contra-ataque. Isso é o que é feito nos EUA e é preciso determinar o que pode e deve ser feito aqui no Brasil ou em outros países, de acordo com a realidade de cada um mas, em linhas gerais, são os mesmos critérios para todos os países.

Nos EUA tem um Currículo de Prevenção Mundial criado com muito custo. Os princípios deste programa foram financiados pela ONU e pelo Departamento de Estado Americano. Depois do projeto inicial e após as normas e padrões serem estabelecidos pela ONU, quase todo país membro da ONU adotou este programa e o Departamento de Estado Americano resolveu criar um Currículo para ensinar as pessoas como transformar aquelas normas e padrões em realidade.

Estes padrões estão hoje disponíveis para aplicação na forma de campanhas. Um bom ponto de partida inclui treinamento, e capacitação em prevenção.

Numa pesquisa com 29 escolas na Califórnia, escolas de ensino médio alternativas para jovens que estavam tendo problemas com escolas normais: alunos problemáticos, alunos briguentos ou alunos com uso de substâncias, ou seja, escolas especiais para alunos que já tem algum tipo de problema e que já estão realmente em uma situação de risco e um risco muito mais alto para o uso de substâncias psicoativas e problemas de saúde em geral do que os jovens que estavam indo para as escolas normais.

Os jovens foram acompanhados por 3 anos. Inicialmente eram 1.000 e no fim do último ano eram 859. Alguns desses alunos saíram da escola, outros se mudaram, alguns foram para o exército, outros foram presos e alguns até morreram.

Com base nos dados obtidos, ficou claro que a vaporização é uma ameaça bastante perigosa. Mostrou que o uso de vaporizadores está ligado ao uso de cigarros normais e maconha, o que é muito problemático para jovens, principalmente porque alguns não conseguem comprar os fluidos originais e compram nas ruas ou de caras que fizeram na garagem de casa, sem nenhuma origem controlada.

Então, porque permitimos que as empresas de tabaco lancem sua nova onda de morte e doença? Já passamos por isso no passado com o tabaco. Estas empresas foram derrotadas depois de anos de luta, mas sabíamos elas não iam desistir. Elas estão voltando com novos produtos, novas ideias.

Será que temos que pressionar os nossos legisladores para proibir este tipo de comportamento? Não só o equipamento, mas também o comportamento, porque aqui no Brasil, por exemplo, é o comportamento que causa problema. Não dá para comprar o cigarro eletrônico em qualquer lugar, mas de algum jeito as pessoas estão comprando e então o problema é o comportamento.

Será que a gente tem que perseguir as lojas que vendem esses produtos? Será que proibir adianta? Será que temos que impor penalidades ao fumo? Hoje é possível entrar na internet, comprar pelo site e receber em casa estes produtos e equipamentos. Porque isso é possível? Porque a gente permite que isso aconteça?

Quando pensamos em nossa luta, em nosso objetivo, precisamos considerar isso. Precisamos pensar no valor de nossos jovens. Quanto valem nossos jovens e suas vidas? Será que vale a pena lutar pela vida de nossos jovens? É isto que temos que ter em mente o tempo todo!

 

 

Cigarros eletrônicos (vapes) e o restabelecimento da nicotina como um vício primário da juventude

Pesquisadoras da UGFG desenvolvem partícula que reverte overdose por cocaína

Uma pesquisa realizada na Universidade Federal de Goiás (UFG) – Brasil desenvolveu uma partícula capaz de capturar a cocaína em circulação no sangue de um organismo vivo. A formulação se mostrou eficiente até mesmo em doses letais da droga, o que significa que ela consegue reverter um quadro de overdose que levaria à morte. É a primeira vez que uma partícula produzida a partir de nanotecnologia é utilizada com essa finalidade.

O trabalho foi desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da UFG pela pesquisadora Sarah Rodrigues Fernandes, sob orientação da professora Eliana Martins Lima. Elas explicam que os testes feitos em laboratório indicaram uma capacidade de captura da cocaína do organismo de cobaias de cerca de 70%, revertendo rapidamente os sintomas típicos de uma overdose, como a hipertensão arterial, que levaria à morte por insuficiência cardíaca. "A pressão arterial e os batimentos cardíacos começam a voltar ao normal cerca de dois minutos após a administração da nanopartícula que desenvolvemos", detalha Sarah.

Sarah Rodrigues Fernandes desenvolveu a pesquisa no Mestrado em Ciências Farmacêuticas da UFG (Foto: Pedro Gabriel)
Sarah Rodrigues Fernandes desenvolveu a pesquisa no Mestrado em Ciências Farmacêuticas da UFG (Foto: Pedro Gabriel)

A pesquisa, realizada com animais de laboratório, abre perspectivas de aplicação em seres humanos. "A partir de um desenho experimental detalhado, chegamos a uma partícula ideal com resultados comprovados", afirma a pesquisadora. Com a possibilidade de aplicação para outros tipos de droga, elas avaliam que, futuramente, a formulação pode servir como uma plataforma para a desintoxicação.

A formulação também foi comparada com o produto que é usado atualmente em casos de intoxicação, tendo apresentado resultado surpreendentemente superior. "Desenvolvemos uma terapia de resgate, rápida, extremamente eficaz e inédita na literatura mundial", pontua a professora Eliana. O trabalho foi realizado com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg).

Professora Eliana Martins Lima, da Faculdade de Farmácia da UFG, orientou a pesquisa (Foto: Pedro Gabriel)
Professora Eliana Martins Lima, da Faculdade de Farmácia da UFG, orientou a pesquisa (Foto: Pedro Gabriel)

Nanotecnologia

A nanotecnologia é uma área da ciência que estuda e desenvolve estruturas e materiais extremamente pequenos (1 nanômetro é 1 milhão de vezes menor que o milímetro). Partículas nanométricas, obtidas a partir de lipídeos e polímeros, têm sido utilizadas para encapsular e transportar substâncias com diversas finalidades. "Nossas pesquisas buscam desenvolver medicamentos com maior eficácia e menos efeitos colaterais. Com as nanopartículas, conseguimos aumentar a quantidade da substância terapêutica que chega no alvo ou evitar que essa substância chegue em outros tecidos nos quais poderia causar efeitos adversos", exemplifica a professora Eliana.

No caso da pesquisa desenvolvida na UFG, foi utilizada uma outra particularidade das nanopartículas: a capacidade de atrair substâncias que estão dissolvidas à sua volta. Eliana conta que se aprofundou nos estudos sobre essa característica durante o período em que foi professora visitante no Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos. Na época, a partícula nanométrica foi utilizada com aplicações ambientais, o que rendeu uma publicação na Revista Nature, um dos mais importantes periódicos científicos do mundo.

"De volta ao Brasil, decidimos dar um passo ainda maior: usar essa capacidade em casos de intoxicação por drogas de abuso, que é um território ainda pouco explorado. Fizemos todo o trabalho voltado para conseguir salvar o indivíduo de uma overdose aguda", esclarece a professora 

Saúde pública

Número de mortes globais diretamente relacionadas ao uso de drogas (Fonte: Unodc/ONU)
Número de mortes globais diretamente relacionadas ao uso de drogas (Fonte: Unodc/ONU)

A produção global de cocaína atingiu seu nível mais alto em 2016, com cerca de 1,4 mil toneladas - um aumento de 25% em relação a 2015. Os dados são do Relatório Mundial sobre Drogas, do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes. O levantamento também revela que cerca de 37% das mortes relacionadas ao consumo de drogas ocorrem por overdose.

"Estamos diante de um problema social e de saúde pública que envolve o uso abusivo de drogas com função recreativa", observa a professora Eliana. Além disso, essas substâncias levam a um alto nível de tolerância, ou seja, o organismo começa a precisar de doses cada vez maiores para que sejam gerados os mesmos efeitos. "Mas para o efeito tóxico não há tolerância, por isso o risco da overdose".

O impacto social foi um dos objetivos da pesquisa. "Trabalhamos justamente para que os resultados deste trabalho possam ser aplicados na sociedade", assinala Sarah. Farmacêutica formada pela UFG e participante do Programa de Iniciação Científica na graduação, a pesquisadora pretende dar continuidade aos estudos no doutorado.

 *Texto de Luiz Felipe Fernandes

Fonte: https://jornal.ufg.br/n/116080-pesquisadoras-da-ufg-desenvolvem-particula-que-reverte-overdose-por-cocaina

Formulação captura droga em circulação no organismo mesmo em quantidade letal

Família: Fator de Risco ou Proteção?

A cidade de Água Branca, no estado do Piauí desenvolveu o Projeto “Viver bem é viver sem drogas”, em virtude de inúmeras demandas de famílias em sofrimento decorrentes desses fatores. O Núcleo de Apoio à Saúde da Família de Água Branca recebe frequentemente famílias encaminhadas pelas Estratégias Saúde da Família em intenso sofrimento devido ao uso de drogas por um ou mais membros da família.

O Projeto visa atuar de forma preventiva, reforçando a qualidade de vida, e o fortalecimento dos vínculos familiares e sociais.

O período da adolescência é entendido como a etapa de desenvolvimento biopsicossocial onde as condições emocionais e sociais se apresentam por meio da transitoriedade. Os laços significativos com o outro se deslocam do entorno familiar para o campo social, numa busca por novos vínculos. Em termos de sentimentos, o adolescente pode considerar que não é compreendido por seus pais, professores, e demais pessoas que fazem parte de suas vidas, sendo típica a ocorrência de conflitos e problemas de relacionamento, o que também é importante para o processo de desenvolvimento, pois contribui para a conquista da autonomia e da independência.

A família tem se destacado na literatura, tanto pela importância em oferecer condições para um desenvolvimento saudável na adolescência quanto pela necessidade de participar de intervenções visando à superação das dificuldades manifestas. Ela pode ser tanto um fator de proteção quanto um fator de risco.

O contexto atual permite concluir que vivemos em uma sociedade carente de mãe e pai, na qual faltam limites e critérios norteadores das ansiedades cotidianas, que se exacerbam. As relações afetivas primárias estão tão deturpadas pela ausência ou má qualidade dos vínculos primários que terminam por comprometer a autoestima da criança e do adolescente, assim como o desenvolvimento das potencialidades afetivas, cognitivas, criativas e reparadoras.

Quando os vínculos primários são fortes, as chances de o adolescente exibir comportamento antissocial são menores do que quando os vínculos com os pais não existem ou são fracos.

É importante que se estabeleça, desde a infância, o vínculo afetivo entre pais e filhos que é indispensável para um desenvolvimento psicossocial seguro.

Importante ressaltar como fatores parentais de risco: envolvimento materno insuficiente; práticas disciplinares inconsistentes ou coercitivas; excessiva permissividade, dificuldades de estabelecer limites aos comportamentos infantis e juvenis e tendência à superproteção; educação autoritária associada a pouco zelo e pouca afetividade nas relações; monitoramento parental deficiente; conflitos familiares sem desfecho de negociação; expectativas incertas com relação à idade apropriada do comportamento infanto-juvenil.

Cabe ressaltar que a família é uma das fontes primárias de socialização, juntamente com a escola e o grupo de amigos, que cumprem um papel importante na criação de condições para os fatores de proteção e risco às situações de uso problemático de drogas.

Para o cumprimento dos objetivos aplicou-se como recurso metodológico a intervenção, que se realizou por meio de atividades educativas, de caráter predominantemente de sensibilização e conscientização, como entrevistas individuais, oficinas, dinâmicas, grupos de discussões, palestras com os adolescentes e pais, e blitz educativa.

Foram realizados oito encontros semanais com duração de duas horas cada. A proposta é, sobretudo, orientar e sensibilizar o jovem sobre os malefícios e consequências danosas do uso das drogas na vida do usuário, familiares e comunidade, trazendo a realidade sobre o universo das drogas, tipos de drogas, seus efeitos no cérebro e organismo, e recuperação.

Durante as oficinas, os adolescentes eram convidados a debaterem e expressarem suas opiniões. Para o cumprimento das atividades foram utilizados slides, textos, vídeos e relatos de casos, por meio de depoimentos de ex-dependentes químicos.

Este projeto mostrou que as intervenções, para serem efetivas em relação ao jovem e sua relação com o uso de substâncias, necessita de um novo modo de perceber e interpretar os eventos e situações que cercam o indivíduo, o que é bastante desafiador. Já em relação aos pais que participaram das oficinas, observou-se que a maioria tem uma dificuldade grande em compreender a adolescência e suas peculiaridades, fato este que pode contribuir para um distanciamento afetivo entre pais e filhos, gerando insegurança e descontentamento em ambas as partes.

Saiba mais sobre este estudo em:

https://ares.unasus.gov.br/acervo/html/ARES/14635/1/05-ZENAIDE1.pdf

Tratamento de comorbidades associadas à dependência de drogas

COMORBIDADE

Comorbidade pode ser definida como a coocorrência de duas ou mais enfermidades ou transtornos, em uma mesma pessoa, num determinado período de tempo (ou por tempo indeterminado).

A manifestação de transtornos mentais e de comportamento, decorrentes do uso de drogas e de outros transtornos psiquiátricos, vem sendo bastante estudada desde os anos 80. Pode-se dizer que o abuso de substâncias psicoativas é o transtorno coexistente mais frequente entre os portadores de transtornos mentais, sendo fundamental o correto diagnóstico das doenças envolvidas.

Os transtornos mais comuns incluem os transtornos de humor, como a depressão, os transtornos de ansiedade, os transtornos de conduta, o déficit de atenção e hiperatividade e a esquizofrenia. Transtornos alimentares e transtornos da personalidade também estão relacionados com o abuso de substâncias psicoativas.

Diagnóstico – Relevância Clínica

Uma das maiores dificuldades na abordagem do paciente com comorbidade está no diagnóstico diferencial, pois ocorre uma superposição de sintomas. Um transtorno pode aumentar ou mascarar o outro: intoxicação por abuso de álcool ou estimulantes, por exemplo, pode produzir sintomas de mania ou hipomania enquanto abstinência a substâncias, com frequência, se manifesta com sintomas de disforia e depressão. Não é fácil, no início, estabelecer diferenças entre a presença de comorbidade psiquiátrica e abuso de substâncias psicoativas.

Por outro lado, também ainda não é claro o efeito dessas substâncias na apresentação dos sintomas em pacientes com transtornos mentais graves, não sendo possível estabelecer a real influência das drogas psicoativas sobre a psicopatologia: alucinações experimentadas por dependentes de álcool podem não diferir significativamente das alucinações experimentadas por pacientes esquizofrênicos. Aspectos envolvendo gênero, etnia e status socioeconômico também não devem ser esquecidos. Muitos autores concordam que tais fatores podem levar “a pistas” de situações ambientais traumáticas ou dificuldades variadas que influenciam o desenvolvimento e/ou o agravamento, tanto das questões relacionadas ao abuso de substâncias psicoativas quanto à comorbidade psiquiátrica. Em razão do elevado índice de comorbidade com AOS entre mulheres, que apresentam diagnóstico psiquiátrico, em relação aos homens, uma atenção especial deve ser dada para o acesso ao uso de álcool ou outras substâncias (AOS) para o sexo feminino.

Médicos, psiquiatras e profissionais da saúde tendem a não detectar o abuso de substâncias psicoativas em pacientes com doença psiquiátrica grave, como esquizofrenia e depressão. Além disso, no sentido oposto, em programas de tratamento para abuso de substâncias foi encontrado que metade dos pacientes que apresentavam comorbidade psiquiátrica nunca havia recebido tratamento para este problema. O tempo necessário de abstinência de álcool ou outras drogas para se firmar o diagnóstico do transtorno primário ainda não foi definido na literatura médica, podendo variar de semana a meses.

O correto diagnóstico por meio das entrevistas iniciais ou da observação da evolução clínica pode facilitar a abordagem terapêutica e as estratégias de prevenção de recaída.

O que investigar?

  1. História dos sintomas psiquiátricos
  2. Tratamentos passados (hospitalizações, terapias, medicações);
  3. Ideações suicidas ou atos de violência;
  4. História do uso de álcool e outras drogas (tabaco);
  5. Avaliação com a família.

Elementos do Diagnóstico Diferencial:

  1. Identificar as queixas isoladas e as síndromes incompletas;
  2. Observar a sequência de aparição dos transtornos;
  3. Valorizar a história pessoal ou familiar de transtorno psiquiátrico;
  4. Avaliar a ocorrência dos sintomas psiquiátricos durante períodos de remissão do transtorno de uso de substâncias psicoativas;
  5. A melhora rápida pós-desintoxicação sugere que o transtorno tenha sido causado por AOS;
  6. Utilizar questionários padronizados (Instrumentos de Pesquisa);
  7. Revisão de prontuário;
  8. Exame físico;
  9. Realizar exames laboratoriais, de urina e bafômetro.

TRATAMENTO

Tratamento integrado e organização de serviço: vários sintomas atribuídos a uma comorbidade são muitas vezes sintomas associados ao período de intoxicação ou de abstinência a uma ou mais substância psicoativa.

Osher & Kofoed (1989) propuseram abordagem integrada para pacientes comórbidos, que incluem os seguintes fatores:

a) Estratégias para aumentar a adesão ao tratamento;

b) Convicção acerca da relação entre abuso de substâncias psicoativas e transtorno psiquiátrico;

c) Tratamento concomitante dos dois distúrbios para aliviar qualquer conflito entre as modalidades de tratamento.

Outros autores também sugerem que o tratamento integrado de pacientes com comorbidade psiquiátrica tem um melhor resultado do que o tratamento sequencial ou o paralelo, com uma abordagem abrangente, incluindo maneiras para “lidar” com a crise aguda, por equipe multidisciplinar e por terapeuta individual, aguardando a desintoxicação com abstinência por, no mínimo, duas semanas. A pior evolução dos pacientes dependentes de drogas que apresentam comorbidade psiquiátrica pode ser atribuída, em grande parte, à abordagem tradicional, que trata a dependência em um serviço e o transtorno psiquiátrico associado em outro.

Serviços voltados ao atendimento de pacientes dependentes têm pouca segurança e experiência em trabalhar com pacientes psicóticos, pacientes bipolares ou com graves transtornos de personalidade e acreditam que seu tratamento está além de suas possibilidades. Por esta razão, existem propostas para programas específicos, que permitam às equipes de saúde mental desenvolver formas efetivas de lidar com tais pacientes, visando conscientizá-los da necessidade de se tornarem abstinentes, melhorar sua adesão ao tratamento e reorganizar suas redes sociais. Alguns autores enfatizam a necessidade de incluir também no tratamento, além dos itens aqui citados, programas psicoeducacionais (exemplo: orientação ou aconselhamento) para atendimento familiar.

Pacientes com dependência química necessitam de maiores esforços, por parte do terapeuta, para estabelecer uma aliança capaz de promover mudanças em seu comportamento e aumentar as possibilidades de aderência à terapia proposta. As psicoterapias têm se mostrado atualmente consistentes, quando avaliadas em pesquisas clínicas para o uso AOS e transtornos de ansiedade e do humor, tanto depressivo quanto bipolar, além de fortalecer a aliança terapêutica nos portadores de demais transtornos.

Esta aliança tem importância especial para os portadores de transtorno de personalidade, que apresentam dificuldades para mudanças de estágio, redução da adesão e altas taxas de abandono de tratamento.

Vários tipos de intervenção são propostas, entre elas tem sido dada preferência à terapia cognitiva comportamental (TCC) e outras modalidades relacionadas, na forma de prevenção de recaída, tanto individual como em grupo.

Em relação ao tratamento farmacológico, a regra geral é aguardar o período de desintoxicação para iniciar o tratamento da comorbidade. Considerações específicas na escolha do agente farmacológico para o uso em pacientes com dependência de substâncias incluem: segurança, toxicidade e potencial de abuso. Obviamente, se um paciente está em crise psicótica, agressivo ou suicida, a intervenção imediata específica deve ser realizada, ainda que se considere o transtorno afetivo relacionado à dependência química (ou seja, farmacoterapia, proteção ambiental, orientação familiar, psicoterapia de apoio).

Os seguintes itens devem ser considerados, centrados em estratégias de manejo biopsicossocial:

1.  Considerar a combinação específica da comorbidade e o estágio da motivação, ao escolher o melhor método de tratamento.

2. Considerar o uso de farmacoterapia para o tratamento do transtorno psiquiátrico, desintoxicação e fase inicial de recuperação e prevenção de recaída.

3. Usar técnicas psicossociais para aumentar a motivação, auxiliar na resolução de problemas ambientais e em maneiras de lidar com situações difíceis.

4. Fornecer apoio familiar e informação sobre tratamento adicional de apoio, como grupos baseados nos 12 passos de Alcoólicos Anônimos e outros grupos de autoajuda.

5. Apoio psiquiátrico para o controle de sintomas psicóticos, maníacos e depressivos, com ou sem risco de suicídio.

Tratamento de Comoridades associada à Dependência de drogas

Drugs: a complex problem. Prevention: the only way!

Drugs are problems that integrate virtually all contemporary societies, causing great social and economic impacts. In Brazil, illicit drugs also finance crime and violence, so their fight remains a huge challenge for our country.

Most users are young and start using these substances still at school, at an increasingly premature age. The truth is that, both in large metropolises and in regions farther from Brazilian territory, consumption and addiction start more and earlier.

According to the Brazilian Center for Information on Psychotropic Drugs (CEBRID), adolescence is a period of development in which the first episodes of alcohol use or other drugs tend to occur.

The 6th National Survey on the Consumption of Psychotropic Drugs, conducted with elementary and high school students from public and private schools in 27 Brazilian capitals, identified that most adolescents using alcoholic beverages report "social" reasons as the main reason. In addition, he pointed out different motivations, such as the search for pleasure, fun, experimentation/curiosity, social appreciation/belonging, boredom relief, relaxation, as well as personal problems.

The drugs most used by adolescents, except alcohol and tobacco, in order, were: solvents, marijuana, anxiolytics, amphetamines, anticholinergics and energy drinks. Some gender differences were also observed. Boys have shown a higher chance of illegal drug use, while among girls, the use of prescription-free controlled drugs has been more frequent. In the same research, some aspects were reported by adolescents as factors that increase the will or intensity of drug use, which are: free time, companies of friends users, places or situations (parties) propitious, personal problems (separation of parents, death), negative feelings (anger, loneliness, anxiety) and dependence/routine of use.

It is important to emphasize that just as adolescent drug users are not all the same, drugs and their diversity of use are also not, making the problem quite complex and controversial.

In all proposals to prevent drug use, consensus is awareness, in family and school, allowing the user to consider a number of factors and be able to make choices.

Dialoguing, knowing friendships, observing behaviors, monitoring school development and clarifying the dangers of its use are some examples of family action. Already guiding, through lectures, testimonials or visits of professionals directly involved in the drug prevention process and treatments, are actions that schools can develop.

The treatment of the addition or rehabilitation of the user requires a complex and multidisciplinary approach, which, first of all, depends on its own free will. Detoxifying the chemical dependent is only part of this process and aims mainly to reduce damage.

Another common point in treatment is their welcome by people who care about them and who care to them (family, relatives, friends, school, religious), in addition to medical, social and psychological support often not restricted only to the individual, but also directed at the family.

The numerous relapses, low self-esteem (so common to adolescents), family dysfunction and the few public policies focused on the subject make the recovery process long and difficult, greatly reducing the effectiveness of treatment.

Therefore, prevention is undoubtedly the best way!

Text by: Karina Branco - First Lieutenant (RM2-S) -Editorial Board Naval Health

Posted in: https://www.marinha.mil.br/saudenaval/dia-nacional-de-combate-%C3%A0s-drogas

Drugs: a complex problem.

Study indicates interventions to reduce alcohol consumption by Brazilian university students

University students are considered a risk population with regard to alcohol consumption, either by frequency of consumption or its consequences, which can even considerably affect the academic performance of the student. For this reason, alcohol consumption in this population has been the focus of concerns and searches for effective interventions to reduce consumption, as well as associated problems and consequences.

According to data from the United Nations (UN, 2013), alcohol is the most consumed psychoactive substance in the world, with significant growth in consumption among university students.

A study evaluated the pattern of alcohol consumption and its consequences in students from a Brazilian federal university before and after a brief intervention.

The study was attended by 32 university students in 2014, from undergraduate courses in Biological Sciences, Environmental Sciences, Pharmacy and Biochemistry, Chemistry Area (Chemistry, Chemical Engineering and Industrial Chemistry) and Sciences, from the 3rd, 4th or fifth grade.  Most participants (53.1%) were female and had an average age of 22.53 years.

These students had already participated in a first stage of research conducted with 787 students. In this initial stage, 135 participants were identified with alcohol use pattern characterized by risk use, harmful or probable dependence and, therefore, were invited to participate in the research sequence. Forty-two (42) students agreed to participate, but only 32 completed all the proposed steps.

Three (3) questionnaires were used in this study:

- The Alcohol Use Disordes Identification Test (AUDIT) – aims to identify alcohol consumption patterns, such as low-risk use (0 to 7 points), risk use (8 to 15 points), harmful use (16 to 19 points) or probable dependence (above 20 points).

- Rutgers Alcohol Problem Index (RAPI) - aims to evaluate problems related to alcohol consumption, indicating the negative consequences associated with use. The answers will indicate the number of times a given behavior occurred due to the consumption of alcoholic beverages.

- Student Characterization Questionnaire - developed by the authors of the present study, to collect sociodemographic data of students.

In order to evaluate the effects of the intervention, the students were randomly separated into two groups, one experimental and another control, and the students in the control group, after the end of all reassessments, were invited to participate in the intervention for ethical reasons.

This study revealed a decrease in alcohol consumption and its negative consequences among university students in both the control group and the experimental group. This result indicates an important contribution in the area and suggests that a simple survey of the pattern of alcohol consumption from specialized instruments and their feedback on this can generate positive effects on reducing alcohol consumption, as well as

consequences among university students. Thus, it is understood that having knowledge about a pattern of risk alcohol consumption can raise students and generate a reduction in this consumption, as well as its consequences.

Read the full study in the attached file.

OBID entrevista a pesquisadora Sanela Talic

O que é prevenção?
Penso que a definição de "ciência da prevenção" pela Rede Acadêmica de Ciência para Prevenção (SPAN) abrange totalmente o papel desse campo. É um campo muito rico em termos de combinação e uso do conhecimento de muitas disciplinas para considerar etiologia, epidemiologia, desenho de intervenção, eficácia e implementação para a prevenção de uma variedade de problemas sociais e de saúde. Não falamos apenas sobre prevenção ao uso de substâncias, mas também violência, suicídio, obesidade, doença mental, saúde sexual, doença crônica, etc. Focamos no comportamento como determinante de problemas de saúde e desigualdade de saúde. Fatores de risco comportamentais são causas importantes de doenças não transmissíveis (DNT). (SPAN, 2019)

O que é prevenção no campo da dependência química?
Prevenção no campo do uso de substâncias (por substância, entendemos álcool, produtos de tabaco, inalantes, cannabis, cocaína, heroína ...) são todas atividades baseadas em evidências científicas com o objetivo de impedir as pessoas de iniciar o uso de substâncias e podem ajudar aqueles que já começaram a usar para evitar o desenvolvimento de problemas.

Como a prevenção pode contribuir para evitar a drogadição?
A prevenção baseada em evidências envolve diferentes serviços e processos que demonstram melhorar consistentemente os resultados mensuráveis. Em pouco tempo, os resultados negativos para a saúde (também resultantes do uso de substâncias) podem ser evitados pela redução dos fatores de risco (por exemplo, leis e normas favoráveis ao comportamento, à disponibilidade (de álcool, tabaco), algumas características pessoais, como controle inadequado de impulsos, Além dos objetivos mencionados acima, a prevenção ao uso de substâncias tem uma intenção mais ampla - ajudar as pessoas a perceber seu potencial e talentos e mantê-los seguros e saudáveis.Para simplificar, nunca podemos saber qual fator de risco ou combinação de fatores de risco “empurrarão o indivíduo para além da fronteira” e isso significa que precisamos nos concentrar na prevenção sistemática (desde a mais tenra idade da criança e em diferentes ambientes) e só então podemos esperar um impacto positivo dos esforços de prevenção.

Que tipos de prevenção podem ser aplicados a diferentes públicos?
Como mencionado anteriormente, todos nós passamos pelo processo de socialização. Quando nascemos, não conhecemos o idioma, não temos normas e costumes - aprendemos tudo isso nesse processo e isso nos ajuda a funcionar bem na sociedade. Primeiro, trazemos para este mundo nosso »próprio pacote« - suscetibilidade genética, traços pessoais e interagimos com pessoas diferentes em diferentes ambientes - em nossas famílias, instituições de ensino, comunidade ... Então, na ciência da prevenção, visamos a sinergia dos esforços de prevenção em todos esses ambientes - escolas, famílias, comunidades, locais de trabalho e também temos prevenção ambiental e baseada na mídia.

Quais são as características de sistemas eficientes de prevenção?
Pergunta muito interessante e boa. Falando de nossas experiências (e acho que muitos de nossos colegas compartilham os mesmos pensamentos), temos nos concentrado muito em programas de prevenção, suas adaptações, educação no campo da ciência da prevenção, etc. e muito pouco em "sistemas de prevenção" (infraestrutura sustentável , financiamento, profissionalização etc). 

Costumo dizer que na maioria das vezes estamos semeando o asfalto - você pode ter as melhores sementes, mas nada crescerá se não houver solo rico. Ou vice-versa - houve alguns esforços para estabelecer grupos de ação locais que envolvem diferentes partes interessadas que decidem quais programas ou intervenções atendem melhor às suas necessidades - mas o problema era que não havia programas de prevenção baseados em evidências disponíveis. Existem muitos fatores para garantir o sistema de prevenção com qualidade e temos conhecimento disso, mas nenhuma informação é valiosa se não for implementada na prática. Certo?

O custo da prevenção compensa?
Definitivamente, sim. Existem muitos estudos sobre custo-benefício dos esforços de prevenção. Muitos desses estudos enfatizam a importância de apoiar programas eficazes de prevenção como parte de uma estratégia abrangente de prevenção ao uso de substâncias. A OMS relata que doenças não transmissíveis matam mais de 36 milhões de pessoas a cada ano e 80% dessas doenças compartilham quatro fatores de risco comportamentais evitáveis - uso de tabaco, uso nocivo de álcool, inatividade física e dietas não saudáveis. O artigo mais recente do The Lancet mostra que os custos anuais de US $ 143 bilhões na Europa se devem ao uso nocivo de álcool. Existem algumas estimativas que mostram que a relação custo-benefício da prevenção varia de 4 a 56 dólares por 1 dólar gasto na prevenção baseada em evidências.

Em quanto tempo um programa de prevenção pode apresentar resultados positivos?
Por exemplo, o programa de prevenção escolar Unplugged é um programa de três meses que mostrou alguns resultados positivos em termos de uso de álcool e tabagismo. Mas os pós-testes revelaram o que já sabemos - os resultados não são retidos por um longo tempo, o que novamente nos leva ao básico da ciência da prevenção - é importante trabalhar sistematicamente desde os primeiros anos e levar em conta os diferentes estágios de desenvolvimento das crianças. Eu sempre digo que devemos considerar a prevenção como um processo e não como um destino. Nesse processo, aprendemos sobre as necessidades de uma comunidade específica, suas capacidades, oportunidades ... e tudo isso leva tempo. O aspecto importante desse processo é o monitoramento e avaliação de nossos esforços. 

Eu vejo essa área como a janela de oportunidades que poderiam melhorar nosso trabalho - para fazer melhores escolhas que trariam melhores resultados. Infelizmente, porém, essa parte da ciência da prevenção não é totalmente utilizada na prática e grande parte das atividades de prevenção ainda se baseia no "que as pessoas pensam que funciona".

O que o motiva a trabalhar no campo da prevenção?
Muitas coisas. Primeiro, oferece ferramentas, aborda conhecimentos que podem ser utilizados na prática e podem impactar os grupos mais vulneráveis da nossa sociedade. Garaudy disse que "a pessoa não é apenas o que já é, mas também tudo o que ainda não é". E toda a sociedade tem a responsabilidade de oferecer a nossos filhos as melhores possibilidades de desenvolver o que ainda não existe. E a ciência da prevenção pode contribuir para esse desenvolvimento. Segundo, a ciência da prevenção reúne conhecimento de várias disciplinas - psicologia, epidemiologia, desenvolvimento de políticas, alfabetização midiática, marketing social, táticas e estratégias de indústrias não saudáveis, advocacia, psicologia da aprendizagem, educação de adultos, neurociência e epigenética. Veja bem, você nunca para de aprender, e é por isso que adoro essa área. E tive a chance de ouvir um de seus famosos escritores Augusto Cury. Em seus livros, ele oferece ótimas idéias que também podem ser úteis em nosso trabalho de prevenção.

Como é que o OBID pode contribuir para o seu trabalho?
Eu acho que a melhor maneira seria seguir nosso trabalho que provavelmente faremos em algumas de suas cidades. Tivemos a chance de passar dois dias inteiros com participantes muito entusiasmados e motivados em São Paulo durante o congresso do Freemind. Eles nos deram algumas dicas sobre a situação da prevenção em suas comunidades e mostraram interesse na ciência da prevenção. Acho que sua plataforma pode servir como um bom lugar para compartilhar nossas atividades, trabalhos e resultados e promover nosso trabalho em outras cidades também.

Sanela Talić é diretora de programas de prevenção do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento "Utrip" (UTRIP). Ela está envolvida em vários projetos financiados pela CE nas áreas de prevenção de dependência, promoção da saúde e estilos de vida saudáveis, aprendizado socioemocional, prevenção de violência e lesões há mais de 10 anos. Ela também é pesquisadora e candidata a PhD em Ciência da Prevenção na Universidade de Zagreb, Croácia. Ela é instrutora mestre dos programas de prevenção nas escolas Unplugged (12-14 anos) e EFFEKT (pais) (www.effekt.org) e coordenadora nacional e instrutora mestre do Strengthening Families Program do Prof Dr Karol Kumpfer (SFP), Programa Boys and Girls Plus, Good Behavior Game (GBG) etc. Sanela é membro e ex-secretária eleita da European Society for Prevention Research (EUSPR) (dois mandatos). Suas realizações notáveis são especialmente as seguintes: liderança na disseminação de práticas de prevenção baseadas em evidências nacional e internacionalmente, habilidades de treinamento excepcionais, que inspiram os trainees a trabalharem ainda melhor na prática, uma defensora excepcional de políticas e práticas baseadas em evidências, nacional e internacionalmente. Sanela foi premiada com o ISSUP Early Career Award na quarta conferência da ISSUP em Nairobi (Quênia) em 2018.

Fonte: http://mds.gov.br/obid/entrevistas/sanela-talic

 

Entrevista do Dr. Ronaldo Laranjeira ao Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas - OBID

O senhor participou em julho de 2019 de um simpósio internacional sobre drogas em Singapura (2nd International Symposium of Forensic Drug Testing Lab Directors). Quais temas foram tratados no evento?

Foi uma experiência que reuniu mais de 24 países do mundo inteiro. O evento tratou dos adulterantes como tema principal. Os adulterantes estão sendo usados no mundo todo em várias substâncias, quer seja a cocaína, quer seja a heroína e mesmo as metanfetaminas.

Calcula-se que as substâncias tenham de 20% a 30% de adulterantes e estes não servem apenas para aumentar o volume das substâncias ilícitas – são outras substâncias químicas que afetam o uso das drogas. Contribuem para uma série de problemas físicos e afetam o tipo de efeito psicoativo que essas substâncias têm, chegando até a aumentar as mortes por overdose.

A reunião em Singapura teve a intenção de homogeneizar o modo de identificar precocemente esses adulterantes.

Quais temas o senhor apresentou neste evento em Singapura?

Minha apresentação teve relação com os usuários de crack de São Paulo. Juntamente com David Martin e Thom Browne, temos trabalhado para identificar o que existe de adulterantes em São Paulo.

Em 2015, já havíamos apresentado que 77% das amostragens da Cracolândia tinham fenacetina, 54% tinham aminopirina e 26%, levamisol. Eram doses altas desses adulterantes. Nós repetimos a amostra em 2019, fizemos uma análise de urina da mesma área e 66% das amostras apresentaram traços dessas substâncias. Então, aparentemente, a cocaína e o crack nas ruas estão, por um lado, ficando mais puros, mas, por outro lado, continuam com altos níveis desses adulterantes.

É importante ressaltar como foi que se descobriu esses adulterantes. Nos Estados Unidos, foi observado que essas substâncias, quando usadas em corridas de cavalo, faziam com que eles corressem mais rapidamente. São substâncias legais que podem ser usadas para várias coisas. Assim, os próprios traficantes acrescentaram essas substâncias à cocaína. Há indícios de que ela aumenta o pico de euforia causada tanto pela cocaína quanto pelo crack, tendo ainda, um efeito mais duradouro. Este é o monitoramento que temos feito.

Em paralelo, no Brasil, em Brasília, o Dr. Élvio Botelho, da Polícia Federal, que faz parte do projeto PeQui – que é o perfil químico das drogas –, fez análise de grandes apreensões, mais de 20 quilos. Diferente do que fizemos com os usuários que estão nas ruas usando cocaína, ele fez o perfil de grandes apreensões nos Estados de Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná. Ele verificou que, dessas amostras, 17% tinham fenacetina, 9% levamisol e 5% aminopirina, quer dizer, houve um aumento de 2015 para 2019. Ou seja, mesmo nas grandes apreensões, esses adulterantes já estão presentes.

À medida que avança o tráfico, em seus diferentes níveis, parece que cresce também o nível desses adulterantes para aumentar o bolo da cocaína. Entretanto, aumenta o risco de problemas sanguíneos, cardiovasculares – uma lista de problemas. E o Dr. Élvio mostrou que a cocaína está ficando mais pura porque, se era 91% de pureza em 2017, em 2018 mantinha-se em 88%. Tem adulterantes, mas a cocaína está ficando mais pura.

Além de mostrar esses dados dos adulterantes, a minha apresentação teve como objetivo contextualizar o consumo de cocaína do ponto de vista da saúde pública. Dessa forma, apresentei os dados dos levantamentos nacional de álcool e outras drogas do LENAD I e II, mostrando que no Brasil temos mais de 2 milhões de usuários de cocaína e maconha. Mostramos ainda a rede assistencial no Estado de São Paulo através do Programa Recomeço. E, ao final da minha apresentação, mostrei os momentos políticos que levaram à aprovação da nova Lei Nacional de Drogas no Brasil.  Penso que foi muito bem-vindo pelo painel desses 24 países entender o que está acontecendo no Brasil.

Qual tema apresentado pelo senhor teve maior impacto entre os participantes do evento?

As pessoas obviamente se impressionaram pela prevalência de adulterantes na cocaína, mas isso também está presente na heroína e nas metanfetaminas. O mais impactante do que apresentei, o que as pessoas se impressionaram bastante, foram os dados de família: para cada pessoa que usa cocaína, tem-se quatro pessoas afetadas. E mostrei a rede assistencial que foi montada em São Paulo e está se encaminhando para ser montada no Brasil.

Muitos países que estavam lá não têm este nível de preocupação de montar serviços para dependentes químicos. Não é muito comum. É importante mostrar que temos essa preocupação e esse investimento para os usuários de drogas. Mesmo em relação aos colegas da América Latina (Uruguai, Argentina, Paraguai, Colômbia, Chile), estamos com nível de desenvolvimento de serviços mais organizados.

Quais os serviços para usuários de drogas que o senhor apresentou neste evento?

Apresentei tudo o que a gente fez em São Paulo, como o programa Helvetia, que é um programa com base na linha de cuidados – tudo no mesmo prédio. Já no térreo,  a pessoa pode lavar os pés, tomar banho, cortar os cabelos. No segundo andar, há o serviço de desintoxicação. Terceiro andar, cozinha experimental, academia de ginástica e os vários andares acima com Moradia Assistida. No mesmo lugar, uma linha de cuidados onde a pessoa pode entrar para lavar os pés e já pode sair desintoxicada, com colocação para trabalhar – para sair de todo aquele ambiente da cracolância.

Os vários outros serviços têm, de alguma forma, a preocupação de ter a linha de cuidados, uma série de tratamentos, quer sejam as clínicas de desintoxicação, temos mais de 1.700 leitos e mais de 2.000 Comunidades Terapêuticas espalhados por todo o Estado de São Paulo. Além de visar o tratamento, visar a recuperação, a recuperação da vida social, da vida de trabalho, que é a grande porta de saída para todos esses serviços. Essa atitude, essa filosofia de trabalho tem que prevalecer. Foi bom a gente compartilhar dessa linha de cuidados, visando à reabilitação social e a criação da independência dos dependentes químicos.

Como os adulterantes adicionados às drogas de abuso têm impactado?

Os que são usados no Brasil podem prejudicar a parte sanguínea, adulterar a parte gástrica e também a parte física. Não temos estudos de quanto que isso está, na prática, impactando. Mas sabemos que a ação dessas substâncias perigosas têm grande potencial.

Parte das doenças que os dependentes químicos de cocaína e crack no Brasil estão vivendo pode estar relacionada a esses adulterantes. Precisamos de pesquisas nessa área. A gente parte do princípio de que isso está acontecendo. Não é possível que as pessoas ingiram essas grandes quantidades de fenacetina e dos outros adulterantes e não tenham algum impacto na saúde. Os dependentes químicos ficam em um tal estado, numa saúde tão precária e, às vezes, o local que está tratando acaba não sabendo que existe essa possibilidade de os adulterantes estarem contribuindo para o rol de doenças que a pessoa tem. 

Outro exemplo: nos Estados Unidos, a mistura é da heroína com o fentanil. Das 70 mil mortes por overdose que ocorreram nos EUA, boa parte delas pode ter sido por essa mistura com fentanil. A mistura é, muitas vezes, mais potente que a heroína e poderia estar contribuindo para a overdose. Além disso, eles acreditam que existem outros tipos de adulterantes porque 30% das overdoses não se explicam só pela heroína e pelo fentanil. Mesmo na Ásia, onde predomina a metanfetamina, também existe a grande preocupação com vários tipos de adulterantes contribuindo para a morbimortalidade de metanfetamina.

Que novidades relevantes observou neste simpósio?

Na América Latina, predomina a cocaína; nos Estados Unidos, há uma tríplice epidemia de opiáceo, a epidemia de cocaína, a epidemia de maconha – na Europa também, na África, na Ásia tem predomínio de metanfetamina. Os impactos na saúde têm semelhanças e diferenças.

Eu penso que existe um papel dessas grandes agências. Esse simpósio foi financiado pelo Departamento de Estado Americano, pelo governo da Singapura e pelo Plano Colombo, que é uma organização que tenta colocar juntos vários atores globais no sentido de poder fazer uma política mais global.

Ficou, uma vez mais, bem estabelecido que o crime organizado é muito rápido e muda rapidamente de estratégia e que a gente vai ter que, ao menos, chegar mais perto dessas estratégias feitas pelo crime organizado. Eles não vendem só as drogas, mas vendem uma série de aditivos que podem causar um mal maior para quem consome essas substâncias.

Então, nós, profissionais, quer sejamos da prevenção, do tratamento, quer sejamos quem estabelece políticas, precisamos estar atentos a essas mudanças para tentar fazer uma política consistente e mais próxima da realidade. Por incrível que pareça, às vezes é preciso ir longe para entender a nossa própria realidade porque nossos vizinhos também não entendem o que se passa aqui.

Qual a importância de um evento como este?

O grande aspecto desse evento foi essa aproximação de pessoas que têm responsabilidade ou que têm influência em cada um desses países.

O que o motiva a trabalhar na área de dependência química?

Acredito que a gente possa fazer a diferença. É uma doença que tem grandes interesses econômicos. Deve ser salientado que o tráfico organizado, a indústria do tabaco, a indústria do álcool vivem da doença da nossa população.

Sou absolutamente feroz no sentido de que os interesses econômicos não possam superar os interesses da saúde, não possam superar os interesses individuais e os da família. Esta última que é absolutamente devastada pelo uso de drogas.

Não deixar que esses interesses econômicos superem o que há de mais valioso em nossa sociedade, que é o ambiente familiar. O ambiente onde o indivíduo possa se desenvolver e agregar valor para si mesmo, para sua própria família e para sua comunidade. A droga dificulta esse processo. E ficamos com uma sociedade mais pobre quando deixamos os interesses globais financeiros utilizar os indivíduos e as famílias para manter uma máquina perversa que é essa máquina que gira a droga no mundo.

O que representa o Obid para seu trabalho?

O Obid é uma grande esperança. Ele ficou meio subutilizado por muitos anos, mas acho que tem todas as condições no momento. Tem o apoio dos profissionais, tem diretamente meu apoio. Ele terá uma influência maior ainda na informação, na comunidade de tratamento, de prevenção e de recuperação no Brasil. Penso que o Obid tem que ser porta-voz do que existe de mais consistente, com informação de qualidade, e que as pessoas têm que se sentir com o pulso da área a seu dispor através de informações com qualidade. Acho que outros vários locais que tenham sites e também produzam conhecimento na área têm que ser aliados total do Obid e ninguém vai ser único. Quantos mais locais com qualidade, melhor para todos nós. O Obid tem que estar no centro dessa política.

Ronaldo Laranjeira é psiquiatra, professor do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador da Uniad (Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas) da Unifesp. Também dirige o Instituto Nacional de Políticas do Álcool e Drogas (Inpad) e preside a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM).

Fonte: OBID (Observatório Brasileiro de Informações Sobre Drogas) - http://mds.gov.br/obid/entrevistas/ronaldo-laranjeira

Dr. Ronaldo Laranjeira em entrevista ao OBID

CADCA e SENAPRED se reúnem durante 6º Congresso Internacional Freemind

O 6º Congresso Internacional Freemind, realizado de 04 a 07 de dezembro de 2019 em Águas de Lindóia/SP – Brasil, trouxe palestrantes de renome nacionais e internacionais garantindo aos cerca de 1.800 participantes um conteúdo de qualidade inigualável.

Mas não foram realizadas apenas palestras durante o evento. Vários cursos e eventos paralelos aconteceram, reunindo pessoas e assuntos afins. Um desses eventos, foi uma reunião entre a CADCA (Coalizões Comunitárias Antidrogas da América) e integrantes do Ministério da Cidadania do Brasil e da Secretaria Nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas – SENAPRED/MC, capitaneada pela Associação ISSUP Brasil.

A CADCA (Coalizões Comunitárias Antidrogas da América) é a organização líder na prevenção ao abuso de substâncias nos Estados Unidos, representando mais de 5.000 coalizões de base comunitária nos EUA e em 22 países, trabalhando para criar comunidades seguras, saudáveis e livres de drogas. A CADCA auxilia comunidades fornecendo o suporte que elas necessitam para se tornarem mais fortes, eficazes e capacitadas para manter uma redução efetiva nos índices de abuso de substância em nível populacional, entre outros problemas relacionados.

Estudos científicos indicam que a abordagem utilizada pelas coalizões comunitárias é uma estratégia eficaz para identificar os problemas relacionados ao uso e abuso de álcool, tabaco, drogas ilegais, entre outros. As coalizões conectam múltiplos setores da comunidade – incluindo empresas, pais, mídia, polícia, escolas, organizações religiosas, profissionais da saúde, agências de serviço sociais e governos – para colaborar e desenvolver planos, políticas e estratégias, com a finalidade de atingir reduções nas taxas de consumo de substância em nível comunitário. As coalizões comunitárias são o centro de uma abordagem comprovada de saúde pública para reduzir o uso e abuso de drogas, álcool, entre outros, através de um estruturado processo de planejamento que promove engajamento civil e constrói capital social.

Participaram desta importante reunião o Sr. Eric Siervo (Vice-Presidente de Programas Internacionais da CADCA), a Sra. Eliane Prado Marcondes (Presidente da Associação Pró-Coalizões Comunitárias Antidrogas de Pindamonhangaba), o Sr. Eustazio Alves Pereira Filho (ex-vice-prefeito do Município de Santos/SP), o Dr. Quirino Cordeiro Junior (Secretário Nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas), o Sr. Helanio Eduardo Cabral (Assessor da SENAPRED) e o Sr. Paulo Martelli (Presidente da Associação ISSUP Brasil).

Os representantes da CADCA colocaram algumas dificuldades que estão tendo no Brasil para fazer as coalizões e apresentaram os trabalhos que vem desenvolvendo em algumas cidades e que apresentam resultados muito bons.

Os participantes se comprometeram em, através do Acordo de Cooperação Técnica firmado entre a União e a Associação ISSUP Brasil, incentivar que fossem desenvolvidas outras coalizões, com a ajuda do Governo Federal nesse processo de desenvolvimento das coalizões.

Reunião entre CADCA e SENAPRED no Congresso Freemind

Reunião do ICUDDR – Consórcio Internacional de Universidades com representantes de Universidades e do Governo Brasileiro

O Freemind, entidade anfitriã da ISSUP no Brasil, durante o 6º Congresso Internacional Freemind, reuniu participantes de várias universidades brasileiras e representantes do Governo Federal para apresentar o Consórcio Internacional de Universidades para a Redução da Demanda de Drogas – ICUDDR, que faz parte da ISSUP Global e é muito importante para que se possa incentivar a pesquisa dentro das Universidades nesta área de drogadição.

A Dra. Kimberly Johnson, Diretora executiva do Consórcio Internacional de Universidades para Redução da Demanda de Drogas – ICUDDR foi quem apresentou o consórcio, que nasceu da necessidade urgente de aprimorar a força de trabalho profissional em serviços de dependência, da crescente necessidade de treinamento avançado e especializado de profissionais de dependência e da ausência de programas de estudos sobre dependência na universidade.

Em março de 2016 aconteceu a primeira reunião de Universidades, contratada pelo INL (Bureau de assuntos internacionais de narcóticos e policiais do departamento de estado dos EUA) e realizada pelo Plano Colombo e a Organização dos Estados Americanos (OEA) e reuniu universidades da América do Norte, Ásia, Oriente Médio, América Latina, Caribe e Europa. Formalizou-se então, nessa reunião, a Rede Consórcio Internacional de Universidades para Redução da Demanda de Drogas - ICUDDR.

No dia 07 de dezembro, estiveram reunidos profissionais reconhecidos nesta área de drogadição como a Dra. Zila Van der Meer Sanchez, a dra. Karina Martini, a dra. Larissa Sandoval, o dr. João Paulo Becker Lotufo, a Dra. Kimberly Johnson, Livia Edegger, o dr. Roberto Canay, o dr. José Luis Vázquez Martínez, o dr. Quirino Cordeiro Junior, a dra. Livia Lopes, Paulo Martelli e outros. Além de conhecer o Consórcio, esta reunião trouxe muito compartilhamento de experiências com o desenvolvimento e gestão de programas de educação de redução da demanda de drogas, além de terem sido abordadas questões sobre como coordenar os esforços em todo o país, no continente e no resto do mundo.

O Acordo de Cooperação Técnica assinado entre o Governo Federal, representado pela SENAPRED – Secretaria Nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas e a Associação ISSUP Brasil traz um item específico que trata de um compromisso entre as partes de incentivar as Universidades Brasileiras a participarem deste consórcio que conta com a participação de Universidades do mundo todo.

Reunião do ICUDDR

ISSUP National Chapters Meeting in Latin America during the 6th Freemind International Congress

The 6th Freemind International Congress provided its participants with much information of important and relevant content, based on scientific evidence. There were 40 national speakers and 10 international speakers, 20 hours of international training, 30 hours of lectures, 25 hours of thematic panels and 12 hours of playful activities.

In addition, the Freemind Congress hosted important meetings, such as the Latin American National Chapters Meeting. This meeting was led by the National Chapter of Brazil at ISSUP, through its General Coordinator - Paulo Martelli.

Also attending the meeting were Livia Edegger - Deputy Director - ISSUP Global, Dr. Roberto Canay, representing the National Chapter of Argentina, Dr. Carolina Marty - National Chapter of Chile, Eric Siervo - Vice President of International Programs of the Community Anti-Drug Coalitions of America (CADCA), Dr. José Luis Vazquez-Martinez - OEA / CICAD, Dr. Quirino Cordeiro Junior - National Secretary for Drug Care and Prevention, Claudemir dos Santos - Technical Director and Specialist in Drug Prevention Drug Use - COED - SP, Dr. Livia Lopes - Advisor - National Secretariat for Drug Care and Care and Debora Moresco - SENAPRED General Prevention Coordinator.

It was a very productive meeting in which Livia Edegger presented on ISSUP Global and the role of National Chapters and Paulo Martelli shared ISSUP Brazil's plans for 2020. ISSUP Brazil also presented the Technical Cooperation Agreement between the National Secretariat for Drug Care and Prevention and ISSUP Brazil. The agreement serves as an example for a fruitful collaboration between an ISSUP National Chapter and the government.

Reunião dos Capítulos Nacionais da América Latina

Technical Cooperation Agreement Signed between Ministry of Citizenship and ISSUP Brazil Association

Speaking at the Opening Ceremony of the 6th Freemind International Congress, Dr. Quirino Cordeiro Junior - National Secretary for Drug Care and Prevention - announced that a TECHNICAL COOPERATION AGREEMENT had been signed between ISSUP Brasil and the Union, through the Ministry of Citizenship and through the National Secretariat for Drug Care and Prevention - SENAPRED / MC.

This important agreement promotes a joint effort between the parties to carry out studies, actions and strategies for the prevention of chemical dependence on licit and illicit drugs, in the light of the guidelines of Federal Decree No. 9761/2019 and updates brought by Law. No. 13,840 / 2019 and integrating internationally renowned experts.

Under this Cooperation Agreement, the parties will undertake:

- Training through the UPC (Universal Prevention Curriculum) and UTC (Universal Treatment Curriculum) Curricula;

- Accomplishment of actions, events and campaigns;

- Accomplishment of actions directed to schools through the Prevention Turns, with playful actions of dances, theater and music;

- Strengthen the participation of all Brazilian Institutions and Entities with ISSUP Brazil, fostering relations between the countries that have National Chapters, in a total of 20 countries today, by improving capacities focused on drug prevention;

- Encourage Brazilian Universities to participate in ICUDDR - International Consortium of Universities;

- Encourage research and statistical surveys, using models already established by international entities.

Technical Cooperation Agreement - ISSUP Brazil

Programa de Prevenção às Drogas forma 1.300 alunos em Londrina (PR)

Durante o segundo semestre letivo deste ano, 1.300 alunos da rede municipal de ensino  de Londrina (PR) puderam aprender mais sobre as medidas preventivas às drogas. Isso porque eles participaram do Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd), do Batalhão de Patrulha Escolar (BPEC), da Polícia Militar do Paraná (PM), em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (SME).

Os estudantes dos quintos anos da rede pública tiveram a oportunidade de aprender mais sobre drogas, violência, bullying, comunicação verbal e não verbal, pressão sofrida pelas crianças, a importância da construção de uma rede de ajuda, sobre como pesar os prós e contras de cada decisão, qual a postura adequada diante de cada uma delas e outros assuntos relevantes.

Durante dez encontros, com cerca de 40 minutos cada, os instrutores da Polícia Militar deram aulas para os menores e utilizaram a cartilha especial para isso. O objetivo do programa é preparar as crianças para fazerem escolhas seguras e responsáveis na autocondução de suas vidas, de forma que consigam utilizar as estratégias mais adequadas para resistirem à oferta de ilícitos e do uso da violência.

De acordo com a responsável pelos projetos pedagógicos da Secretaria Municipal de Educação, Carla Cordeiro, levar questões como a violência, os perigos dos usos de drogas e de práticas ofensivas como o bullying é necessário, pois no ano seguinte as crianças adentrarão à rede estadual de ensino e estudarão em unidades escolares maiores, com crianças e adolescentes diferentes, o que, em certa medida, aumenta a probabilidade delas se envolverem em situações mais perigosas. Assim, realizando as atividades na escola e com os pais e responsáveis em casa, a PM e o Município criam momentos de reflexão sobre a importância da tomada de decisão.

Programa de Prevenção às Drogas em Londrina

Opening Ceremony of the 6th Freemind International Congress

The 6th Freemind International Congress, organized by the Freemind Mobilization and ISSUP Brazil, was held in the city of Águas de Lindóia / SP, Brazil from December 4th to 7th, 2019.

The event was held at Hotel Majestic, which has one of the most complete and versatile event centers in the state of São Paulo, less than 160 kilometers from the capital. There are several lounges with different characteristics and capacities and support rooms distributed in four integrated segments, offering spaces that can comfortably accommodate up to 2,000 people.

The Majestic Hotel Convention Center was small for the more than 2,000 people present at the opening ceremony, attended by representatives of major international and national entities, as well as representatives of the Brazilian Government at its municipal, state and federal levels.

The gates were opened at 3 pm for accreditation and delivery of materials to congressmen. In an exhibition area of ​​1,350 m² there were more than 40 exhibitors from the most varied segments, who had their booths visited until they opened the entrance to the Freemind Auditorium, where the Opening Ceremony and the Magna Lecture with Dr. Augusto Cury would be held.

The event began with a tribute to dear Father Haroldo Rahm, one of the great inspirers of the Freemind Mobilization and who would have been one of the speakers of this new edition of the event, but who passed away the week prior to the Congress. Father Haroldo was the founder of the Father Haroldo Institute (IPH), an institution founded in 1978 that welcomes people in vulnerability and risk, providing care, education and specialized care for a healthy community life. He was also the founder of Christian Leadership Training (TLC) and Love-Demand (an NGO that provides support and guidance to family members of people with substance use disorders), and co-founded the Latin American Federation of Therapeutic Communities (FLACT), the World Federation of Therapeutic Communities (WFTC), the Brazilian Federation of Therapeutic Communities (FEBRACT) and the Pastoral of Sobriety (a concrete action of the Church that evangelizes the pursuit of sobriety as a way of life), among many other activities.

So many seeds have been scattered and bearing good fruit that on the opening table all speakers bore the name of the beloved Father so that everyone would remember that the Father would live eternally in the attitudes of each one present at this great event and in their daily work.

The speakers at the opening ceremony included:

- Eric Siervo - Vice President, International Programs, Community Anti-Drug Coalitions of America (CADCA)

- Matej Košir - Director of the Utrip Research and Development Institute - Slovenia and Vice President / President-Elect of the International Confederation of Alcohol, Tobacco and Other Drug Research Associations (ATOD) (ICARA)

- José Luiz Vasquez Martinez - Medical specialist in addiction treatment. Representative of CICAD / OAS Drug Demand Reduction Unit

- Willian Crano - Distinguished Professor of Psychology and Director, Claremont Graduate University Institute of Health and Prevention Psychology

- Carolina Marty - Psychiatrist and President of the National Chapter of Chile - ISSUP

- Livia Edegger - Deputy Director of ISSUP - International Society of Substance Use Professionals

- Adalberto Calmon - President of the National Confederation of Therapeutic Communities - CONFENACT and Project Director of Fazenda da Esperança in Brazil

- Dr. Claudia Leite - Director of the National Department of Prevention, Care and Social Reintegration

- Father Hans Stapel - Founder of the Farm of Hope and Consultant of the Pontifical Council for the Laity

- José Eduardo Martelli - Creator of Freemind Mobilization

- Quirino Cordeiro Junior - National Secretary for Drug Care and Prevention at the Ministry of Citizenship

In addition to these people and no less important than them, were also present Pastor Nelson Massambani (Celebrating Restoration, Fortaleza), Rolf Hartmann (Blue Cross in Brazil), Nelson Giovanelli Rosendo dos Santos (Farm of Hope), Lúcia Sdoia (Padre Institute) Haroldo and FEBRACT), Father Renato Chiera (House of the Minor of Nova Iguaçú - RJ), Dr. Larissa Sandoval (BRAPEP), Dr. João Paulo Becker Lotufo (Dr. Bartô), Denise Ferreira (Sobriety Pastoral and FNCTC), Dr. Mário Sérgio Sobrinho (MPSP and Alcoholics Anonymous), Dr. Miguel Tortorelli (Federation of Love-Demanding), Lauro Franco (Tourism Secretary of Águas de Lindóia), Célio Barbosa (FENNOCT), Débora Malheiros (representing the Secretary of Justice of State of São Paulo), Dr. Elias Francisco Baracat Chaid (representing the Attorney General of the state of São Paulo) and André Alves Dias (Tikin) (Ruar´t).

Speaking at this ceremony, our guests reminded everyone that the Freemind Congress has already become a reference and is one of the largest drug addiction events in the world. It is an extremely important event, as it brings together competent and experienced people who in 3 activity-filled days work on daily issues related to care, prevention and treatment of substance use, empowering each person present and enabling them to continue their work within the same goal and perform them more effectively.

Eric Siervo reminded us that while problems related to substance use are a worldwide problem, local solutions are needed to solve the problem.

Matej Košir, who, along with his wife Sanela Talić, would teach a course on how to develop School Prevention Programs during the Congress advocated for prevention and said that “Prevention is life”. He also mentioned that he and his wife would share their experiences with everyone in the school prevention program course.

For José Luiz Vasquez Martinez, the strategy that countries have signed here in the Americas shows to everyone the importance of prevention, treatment and recovery and that this is crucial to achieving our goals.

William Crano stressed that everyone needs to be engaged in a big fight especially against the people who profit a lot from everything we see today about drugs and also against legislators who are against our actions.

Carolina Marty came from Chile, which is currently experiencing numerous and serious protests over the promises of the Chilean political class to improve citizens' quality of life, with educational, constitutional, tax and health reforms that, in many cases, have not been met. These protests led to deaths, violence, airport closures and highways. In Carolina's opinion, substance use is also a cause and consequence of the difficulties faced by her countrymen.

Livia Edegger spoke about ISSUP and its objective to bring together the drug demand reduction workforce and provide them with access to networking, training and accreditation in the area of ​​substance use prevention, treatment and recovery support and ended with words of encouragement to all to continue to make a difference in their communities.

The event featured a 2,000-person Auditorium to address prevention issues, a 700-person Auditorium on Care and Treatment, and various parallel courses, meetings, and events such as: Anonymous Alcoholic Brotherhood (AA) Meeting, Narcotic Anonymous Brotherhood Meeting (NA) ), Family March Leaders Meeting, Community Coalition Leaders Meeting (CADCA), Love-Demand Groups Meeting, Therapeutic Justice Course, Collegiate Meeting of State Drug Policy Chairmen, National Chapters Meeting Latin America, International Course on How to Develop School Prevention Programs, Prevention Course in Corporate Environments, ICUDDR (International University Consortium) Meeting, Good Practice Course for Interventions with Family Members of Psychoactive Substance Users, and a range of playful activities for the children and adolescents from public and private schools of the Municipality of Águas de Lindóia.

Mesa de Abertura 6º Congresso Internacional Freemind 2019

Abertura do 6º congresso Internacional Freemind

De 4 a 7 de dezembro de 2019, na cidade de Águas de Lindóia/SP, Brasil, foi realizado o 6º Congresso Internacional Freemind.

O evento foi realizado no Hotel Majestic que possui um dos mais completos e versáteis centros de eventos do estado de São Paulo, a menos de 160 quilômetros da capital. São diversos salões com diferentes características e capacidades e salas de apoio distribuídas em quatro segmentos integrados, dispondo de espaços que comportam confortavelmente de 20 até 2.000 pessoas.

O Centro de Convenções do Hotel Majestic ficou pequeno para as mais de 2.000 pessoas presentes na cerimônia de abertura, da qual participaram representantes das principais entidades internacionais e nacionais, além de representantes do Governo Brasileiro em suas esferas municipais, estaduais e federal.

Os portões foram abertos às 15 horas para credenciamento e entrega dos materiais aos congressistas. Numa área de exposições com 1.350 m² estavam mais de 40 expositores dos mais variados seguimentos, que tiveram seus estandes visitados até que a entrada para o Auditório Freemind, onde seria realizada a Cerimônia de Abertura e a Palestra Magna com o Dr. Augusto Cury tivesse seu acesso liberado.

O evento se iniciou com uma homenagem ao queridíssimo Padre Haroldo Rahm, um dos grandes inspiradores da Mobilização Freemind e que seria um dos palestrantes desta nova edição do evento, mas que faleceu na semana anterior. Padre Haroldo foi o fundador do Instituto Padre Haroldo (IPH), uma instituição fundada em 1978 e que acolhe pessoas em vulnerabilidade e risco, proporcionando cuidado, educação e atendimento especializado para uma vida saudável em comunidade. Também foi fundador do Treinamento de Liderança Cristã (TLC) e do Amor-Exigente (uma ONG que atua como apoio e orientação aos familiares de dependentes químicos e às pessoas com comportamentos inadequados), além de ter sido cofundador da Federação Latino-Americana de Comunidades Terapêuticas (FLACT), da Federação Mundial de Comunidades Terapêuticas (WFTC), da Federação Brasileira de Comunidades Terapêuticas (FEBRACT) e da Pastoral da Sobriedade (uma ação concreta da Igreja que evangeliza pela busca da Sobriedade como um modo de vida), entre muitas outras atividades.

Foram tantas as sementes espalhadas e que vem rendendo bons frutos que, na mesa de abertura, os prismas todos traziam o nome do amado Padre para que todos se lembrassem de que o Padre viveria eternamente nas atitudes de cada um dos presentes neste grandioso evento e em seus trabalhos no dia a dia em prol de livrarmos o mundo deste mal que assola nossas sociedades e nossas famílias: as drogas, sejam elas lícitas ou ilícitas.

Embuídos deste espírito estiveram à mesa as seguintes pessoas:

- Eric Siervo - Vice-Presidente de Programas Internacionais da CADCA (Community Anti-Drug Coalitions of America)

- Matej Košir - Diretor do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento ”Utrip” – Eslovênia e Vice-Presidente / Presidente eleito da Confederação Internacional das Associações de Pesquisa sobre Álcool, Tabaco e Outra Droga (ATOD) (ICARA)

- José Luiz Vasquez Martinez – Médico especialista em tratamento de vícios. Atualmente trabalhando para a CICAD / OEA na Unidade de Redução da Demanda de Drogas

- Willian Crano - Distinto Professor de Psicologia e Diretor do instituto de psicologia da Saúde e da Prevenção da Claremont Graduate University

- Carolina Marty - Médica Psiquiatra e Presidente do Capítulo Nacional do Chile – ISSUP

- Lívia Edegger - Vice-diretora da ISSUP – International Society of Substance Use Professionals

- Adalberto Calmon - Presidente da Confederação Nacional das Comunidades Terapêuticas – CONFENACT e Diretor de Projetos da Fazenda da Esperança no Brasil

- Dra. Cláudia Leite - Diretora do Departamento Nacional de Prevenção, Cuidados e Reinserção Social

- Frei Hans Stapel  - Fundador da Fazenda da Esperança e Consultor do Conselho Pontifício para os Leigos

- José Eduardo Martelli  - Idealizador da Mobilização Freemind

- Dr. Quirino Cordeiro Junior - Secretário Nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas do Ministério da Cidadania

Além dessas pessoas e não menos importantes que elas, estiveram também presentes o Pastor Nelson Massambani (Celebrando Restauração, de Fortaleza), Rolf Hartmann (Cruz Azul no Brasil), Nelson Giovanelli Rosendo dos Santos (Fazenda da Esperança), Lúcia Sdoia (Instituto Padre Haroldo e FEBRACT), Padre Renato Chiera (Casa do Menor de Nova Iguaçú – RJ), Dra. Larissa Sandoval  (BRAPEP), Dr. João Paulo Becker Lotufo (Dr. Bartô), Denise Ferreira (Pastoral da Sobriedade e FNCTC), Dr. Mário Sérgio Sobrinho (MPSP e Alcoólicos Anônimos), Dr. Miguel Tortorelli (Federação de Amor-Exigente), Lauro Franco (Secretário de Turismo de Águas de Lindóia), Célio Barbosa (FENNOCT), Débora Malheiros (representando a Secretaria de Justiça do Estado de São Paulo), Dr. Elias Francisco Baracat Chaid (representando o Procurador-Geral de Justiça do estado de São Paulo) e André Alves Dias (Tikin) (Ruar´t).

Em suas falas nesta cerimônia, nossos convidados lembraram a todos que o Congresso Freemind já se tornou uma referência e que é um dos maiores eventos sobre drogadição do mundo. É um evento de extrema importância, pois reúne pessoas competentes e experientes que, em 3 dias de muitas atividades trabalham temas do dia a dia relacionados com cuidados, prevenção e tratamento do uso de substâncias, capacitando cada uma das pessoas presentes e possibilitando que, juntas, elas possam continuar seus trabalhos dentro de um mesmo objetivo e realizá-los com mais efetividade.

Eric Siervo nos lembrou que, apesar dos problemas com o uso de substâncias ser um problema mundial, são necessárias soluções locais para resolver o problema. Já Matej Košir, que junto com sua esposa Sanela Talić, ministrariam um curso de como desenvolver Programas de Prevenção em Escolas durante o Congresso alerta que “Prevenção é vida” e que compartilhariam suas experiências com todos.

Para José Luiz Vasquez Martinez, a estratégia que os países assinaram aqui nas Américas mostra a todos a importância do que é a prevenção, o tratamento e a recuperação e que isto é crucial para atingirmos nossos objetivos.

Willian Crano ressaltou que é preciso que todos estejam engajados numa grande luta sobretudo contra as pessoas que lucram muito com tudo o que vemos hoje em relação às drogas e também contra legisladores que estão na contramão de nossas ações.

Carolina Marty veio do Chile, país que está vivendo no momento inúmeros e graves protestos devido às promessas da classe política chilena de melhorias na qualidade de vida dos cidadãos, com reformas educacionais, constitucionais, tributárias e de saúde que, em muitos casos, não foram atendidas. Estes protestos geraram mortes, violência, fechamento de aeroportos e rodovias. Na opinião de Carolina, o uso de substâncias também é causa e consequência das dificuldades enfrentadas por seus conterrâneos.

Lívia Edegger falou sobre a ISSUP e sobre seu objetivo: dar a oportunidade a toda a sociedade de obter treinamento e credenciamento na área de substâncias, em tratamento e prevenção e finalizou com palavras de incentivo a todos para continuarem a fazer a diferença na comunidade de cada um.

O evento contou com um auditório para 2.000 pessoas para tratar temas de Prevenção, um auditório para 700 pessoas sobre cuidados e tratamento e vários cursos, reuniões e eventos paralelos como: encontro de Irmandades Alcoólicos Anônimos (AA), Encontro das Irmandades Narcóticos Anônimos (NA), Reunião de Líderes da Marcha da Família, Encontro de Líderes das Coalizões Comunitárias (CADCA), Encontro dos Grupos de Amor-Exigente, Curso de Justiça Terapêutica, Encontro do Colegiado de Presidentes de Conselhos Estaduais de Políticas sobre Drogas, Reunião dos Capítulos Nacionais da ISSUP na América Latina, Curso Internacional de Como Desenvolver Programas de Prevenção nas Escolas, Curso de prevenção em Ambientes Corporativos, Reunião do ICUDDR (Consórcio Internacional de Universidades), Curso de Boas Práticas para intervenções com familiares de usuários de substâncias Psicoativas, além de muita atividade lúdica com a presença de crianças e adolescentes das Escolas Públicas e Particulares do Município de Águas de Lindóia.

Mesa de Abertura 6º Congresso Internacionl Freemind 2019

Ampliam-se instituições que ajudam na prevenção e combate às drogas no País

O médico João Paulo Lotufo percorreu diversas cidades do País, nos primeiros 15 dias de outubro de 2019, realizando palestras. Nessas andanças, o médico percebeu como as instituições e organizações sem fins lucrativos ajudam pessoas com dependência química ou comportamento inadequado. Entre elas, o Amor-Exigente, que atua desde 1984, com apoio e orientação aos dependentes e aos familiares na realização de cursos, palestras e suporte com voluntários, num trabalho que abrange o Brasil e o exterior e é semelhante ao exercido pelo projeto Dr. Bartô.

Na coluna do dia 22 de outubro, Lotufo comenta sobre a importância desses grupos no combate ao uso de drogas e álcool no País, já que o Estado não consegue preencher essa deficiência que existe no Brasil.

Clique para ouvir na íntegra a coluna do Doutor Bartô e os Doutores da Saúde

https://jornal.usp.br/atualidades/ampliam-se-instituicoes-que-ajudam-na-prevencao-e-combate-as-drogas-no-pais/

Fonte: Jornal da USP

Ampliam-se instituições que ajudam na prevenção e combate às drogas no País