Beba com moderação. Uma mensagem nada preventiva

Beba com moderação. Um conselho saudável, bem-intencionado e responsável, transmitido pela indústria de bebidas alcoólicas em todas as suas propagandas, visando prevenir os problemas do consumo de álcool exagerado. Certo?

Não tenho tanta certeza assim.

A primeira vez que parei para refletir sobre isso foi em minha pesquisa de mestrado em que a maioria dos alunos de 15 anos concordou com a afirmação “não tem problema alguém da minha idade beber, desde que saiba quando parar”.

Me perguntei de onde vinha essa ideia, uma vez que todo mundo sabe que o consumo de bebidas alcoólicas é proibido para menores de 18 anos e que isso não é por acaso. A ciência já sabe há tempos que o cérebro está em desenvolvimento até cerca dos 21 anos de idade e que quanto mais cedo houver o contato com substâncias psicoativas como o álcool, maior a probabilidade de danos e do desenvolvimento de problemas futuros.

Foi quando me ocorreu que essa percepção dos alunos estava relacionada ao fato de eles terem absorvido direitinho a mensagem das propagandas de cerveja: não tem problema beber, desde que seja com moderação.

Analisemos mais detidamente essa mensagem. O verbo beber está conjugado no imperativo: beba. Uma ordem. Só faltou completar: beba com moderação, mas beba. Uma mensagem perfeitamente inserida na nossa cultura alcoólica (e promotora dela) em que o consumo de álcool é dado como um fato certo, inquestionável.

Não seria essa suposta advertência preventiva uma mensagem sutil que faz parte da publicidade que visa estimular o consumo?

O melhor conselho que a indústria dá ao seu público, no intuito de prevenir problemas com excessos alcoólicos, nem sequer considera a possibilidade de não beber. Se considerasse essa possibilidade, sua mensagem preventiva provavelmente tomaria uma forma diferente: “se beber, seja moderado”, “não beba se não souber se divertir sóbrio”, “não beber é a única forma segura de se divertir”, “beber exageradamente pode te impedir de desfrutar bons momentos”, e quantas advertências mais a criatividade puder criar considerando a possibilidade de não beber.

Mas não, segundo a indústria, é necessário beber. Para os objetivos dela, é importante que o público jovem receba a mensagem para que bebam moderadamente, pois essa é a melhor forma de contornar a “radical orientação” de não beber antes dos 18, que não é nada interessante para os negócios.

Mas o público da publicidade de cerveja não é adulto?

Lembro de propagandas polêmicas da indústria de cerveja (que foram proibidas) dirigidas claramente ao público infantil, através de mascotes e animações. Quanto mais cedo houver a identificação com a marca e o consumo, maiores as possibilidades de ter um cliente fiel em longo prazo. E não seria esse exatamente o objetivo da indústria de bebidas alcoólicas: aumentar o número de clientes que sejam fiéis ao longo da vida? Portanto, quanto mais jovem for o público atingido, melhor.

Portanto, é esperado que as propagandas se dirijam (in)diretamente ao público jovem. Elementos como irreverência, contextos de diversão, grupos de amigos, humor, trocadilhos, entre outros, facilitam que o jovem se identifique com a situação apresentada na propaganda e com o consequente consumo de álcool. Até que chegue à natural e subconsciente conclusão de que a mensagem “beba com moderação” é destinada a ele.

Talvez esse conselho “saudável, bem-intencionado e responsável” contribua para a percepção dos jovens de que não há problema em beber antes da maioridade, “desde que seja com moderação”. E mais uma vez parece que o cifrão fala mais alto que qualquer preocupação real com a prevenção e com o bem-estar social. Infelizmente.

* Texto escrito por Raphael Mestres e publicado em:

http://raphaelmestres.com/blog/beba-com-moderacao/

O aluno com deficiência e a Pandemia

O aluno com deficiência, quase esquecido em tempos de pandemia, precisa ser incluído de forma a garantir o seu direito à educação.

A pandemia desabou o nosso cotidiano rotineiro e escancarou a desigualdade existente na sociedade, e, por consequência, do sistema educacional. A desigualdade de acesso à informação e tecnologia, bem como a de oportunidades apresentaram-se na pauta educacional.

Todos que possuem uma ligação com a educação foram atingidos - professores, alunos, diretores, coordenadores pedagógicos, pais - sendo que a intensidade não foi uniforme, posto que alguns o foram mais severamente.

Dentro deste cenário destaca-se a situação do aluno com deficiência, que acabou recebendo um impacto significativo diante do abrupto fechamento das escolas e da ausência de uma sistemática educacional que pudesse responder às suas demandas.

Também merece atenção especial neste cenário de pandemia, o papel da escola frente a esta situação inusitada, e quais ações desenvolver para a efetividade de um sistema educacional inclusivo.

Com relação ao aluno com deficiência, verifica-se, mais uma vez, que foi esquecido. Vários foram os artigos, publicações e lives que trataram da educação como um todo, mas que não deram a devida atenção ao aluno com deficiência.

Era como se ele não existisse ou não precisasse e/ou sofresse com o fechamento das escolas. Representou esta pandemia um retrocesso no tratamento a ser dado ao aluno com deficiência, pois remeteu o seu cotidiano a um paradigma ultrapassado de isolamento.

Da mesma forma, a escola, que já apresentava dificuldades para lidar com o aluno com deficiência em uma situação de normalidade, em função pandemia ora vivenciada deixou evidente o seu despreparo.

No entanto, a escola é reconhecidamente o “locus da equidade”, de forma que deve proporcionar a todas as crianças e adolescentes, inclusive com deficiência, acesso igualitário à cultura, evitando medidas que acentuem eventual desigualdade. Ela deve trabalhar para que o Sistema Educacional Inclusivo seja efetivo, mesmo em tempos de pandemia.

Diante desse quadro, os doutores Luiz Antonio Miguel Ferreira, Luiz Gustavo Fabris Ferreira, do Instituto Fabris Ferreira, juntamente com Carlos Roberto Jamil Cury e Ana Maria Samuel da Silva Rezende, elaboraram o presente artigo que tem como foco a questão do aluno com deficiência diante da pandemia, e retrata não somente a situação atual com a interrupção das aulas e isolamento social, como também o seu retorno e as dificuldades que deverão ser enfrentadas.

É um documento bem completo que abrange questões como o direito à educação em tempos de pandemia, o atendimento educacional especializado voltado aos alunos com deficiência, protocolos para um retorno seguro às aulas presenciais e um parecer emitido pelo Conselho Nacional de Educação (suas implicações e questionamentos) que trata das orientações educacionais para a realização de aulas e atividades presenciais e não presenciais no contexto da pandemia.

O documento segue anexo na íntegra. Vale a pena a leitura!

 

Maconha: o que o médico precisa saber

A maconha é a substância ilícita mais consumida no mundo todo, com uma estimativa de 192 milhões de indivíduos referindo seu uso nos últimos 12 meses em 2018, segundo o Relatório Mundial sobre Drogas de 2020, do Escritório das Nações Unidas para Drogas e Crime (UNODCP).

Um artigo do Dr. Sergio Nicastri, médico psiquiatra do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein procurou sintetizar algumas questões relevantes relacionadas à maconha e seu consumo.

Pontos importantes a destacar incluem o aumento nos teores de THC ao longo do tempo nas preparações disponíveis de maconha, assim como novas formas de administração (vaporizadores, produtos sintéticos) e consequências duradouras, por vezes irreversíveis, que estão associadas ao uso dessa substância, particularmente entre adolescentes.

Deve ser considerado que o potencial de dependência existe, assim como o de acidentes envolvendo até mesmo indivíduos que fazem uso da maconha sem serem dependentes.

E que, embora haja um potencial terapêutico de substâncias provenientes da maconha, esse fato não pode ser usado como um pretexto para a liberação do uso recreativo ou indiscriminado da maconha, com todo o impacto social e de saúde pública potencialmente envolvido nesse processo.

Leia o artigo na íntegra.

 

Lidar com os sentimentos e a Prevenção ao uso de drogas

*Por Claudemir dos Santos e Rodrigo Flaire

 

Em mais um vídeo do Prevenir Sempre, Rodrigo Flaire – Coordenador Estadual de Políticas sobre Drogas de São Paulo – e Claudemir dos Santos – Diretor Técnico de Prevenção da COED-SP, falam sobre como lidar com nossos sentimentos e nossas emoções e como isso está relacionado ao tema da prevenção ao uso de drogas.

 

Saber lidar com as emoções

Uma das principais habilidades de vida, segundo a Organização Mundial da Saúde – OMS: saber lidar com as emoções. E isto tem uma correlação muito forte com a inteligência emocional.

A psicologia estuda muito as quatro emoções básicas: a raiva, a alegria, a tristeza e o medo e é um desafio falar sobre isso e, sobretudo, é desafiador saber reconhecê-las para, só então, conseguir lidar com isso.

E uma coisa fundamental é assumir esta responsabilidade. Por exemplo: se eu estou com raiva, é preciso reconhecer que sentir raiva é um sentimento normal e não culpar ninguém por isso.

Mesmo que esta raiva tenha sido causada por algum fator externo, é preciso entender que quem está sentindo a raiva sou eu e, então, sou eu quem preciso decidir como vou lidar com esse sentimento.

É muito importante ter essa maturidade de entender o que estamos sentindo e ser responsável, afinal a responsabilidade pelos meus sentimentos é minha e não do outro.

Além dessa autoconsciência sobre nossos sentimentos, é preciso buscar entender as emoções dos outros, desenvolver a empatia e passar isso para os nossos relacionamentos.

 

Mas, o que isso tem a ver com a prevenção ao uso de drogas?

Tem tudo a ver! Porque quando você consegue controlar suas emoções e desenvolver a empatia pelos outros, você passa a se relacionar melhor com as outras pessoas.

Isto diminui a sua carga de estresse, melhora o seu bem-estar e você, provavelmente, terá uma menor probabilidade de buscar refúgio, consolo ou prazer nas drogas. Você terá prazer nos seus próprios relacionamentos.

Também precisamos compreender nossas emoções e utilizá-las a fim de que elas nos motivem em direção a uma meta.

 

Então, vamos trabalhar nossas emoções para prevenir sempre! Assista o vídeo: https://bit.ly/emocoeseprevencao

Álcool e Imunidade: Bebida pode afetar a defesa do organismo

Uso abusivo de bebidas alcoólicas pode enfraquecer o sistema imunológico e deixar o corpo mais exposto à doenças.

Manter-se saudável e adotar hábitos que fortalecem a imunidade são recomendações dos profissionais de saúde desde o início da pandemia do novo coronavírus - sendo medidas importantes para que o organismo esteja melhor preparado, caso entre em contato com o vírus. Neste contexto, o abuso de bebidas alcoólicas passa a ser um ponto de atenção relevante.

De acordo com diversos estudos, o consumo excessivo de álcool pode enfraquecer nosso sistema imunológico, tornando o corpo um alvo mais fácil para doenças. Isto acontece porque as células de defesa são afetadas pela ingestão exagerada de bebidas alcoólicas.

Impacto do álcool na imunidade

O uso crônico e pesado dessa substância reduz o número de linfócitos T periféricos e também parece causar a perda de linfócitos B periféricos - ambos relacionados com a defesa do organismo e que desempenham um papel importante no reconhecimento e destruição de organismos infecciosos, como bactérias e vírus.

Essas alterações acabam comprometendo a capacidade de resposta a patógenos (agentes causadores de doenças) e contribuindo para o aumento da suscetibilidade a infecções, incluindo as virais, como é o caso da COVID-19.

Outros estudos sugerem ainda que o uso nocivo de álcool afeta os sistemas de defesa pulmonares, causando alterações da função imune das células locais. Poderia também enfraquecer as barreiras epiteliais das vias aéreas inferiores e levar a problemas pulmonares e respiratórios, como tuberculose, síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) e pneumonia - o que é ainda mais grave nesse período de pandemia.

Segundo o National Institute on Alcohol Abuse and Alcoholism (NIAAA), referência mundial no tema, bebedores abusivos crônicos são mais propensos a contrair doenças como pneumonia e tuberculose do que as pessoas que não bebem abusivamente.

Apesar das pesquisas explorarem os danos associados ao uso pesado de álcool, sobretudo de modo crônico, é preciso fazer um alerta: beber muito em uma única ocasião - conhecido como Beber Pesado Episódico (BPE)* - também diminui a capacidade do corpo de evitar infecções até 24 horas depois do consumo.

Consumo de álcool na quarentena

Este alerta faz sentido especialmente em tempos de quarentena, quando o aumento do consumo de bebidas alcoólicas foi relatado por 18% dos entrevistados da pesquisa ConVid, realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais e a Universidade Estadual de Campinas.

Associado à frequência de se sentir ansioso ou deprimido, esse crescimento teve maior registro entre as pessoas de 30 a 39 anos (26%). E o uso de álcool como ferramenta para lidar com a tristeza, estresse ou ansiedade neste período é perigoso.

Por fim, é importante reforçar que os efeitos do álcool na saúde são influenciados por diversos fatores individuais (vulnerabilidade genética, estrutura física, sexo, idade, condição de saúde, dentre outros) e também de acordo com diferentes aspectos do beber (quantidade, frequência, padrão de consumo). Mas ultrapassar os limites de consumo de baixo risco é sempre uma ameaça desnecessária à saúde que devemos evitar - independentemente de pandemia.

*BPE: consumo de 60g ou mais de álcool puro (cerca de 4 doses ou mais) em, pelo menos, uma ocasião no último mês. Uma dose padrão equivale a 14g de álcool puro, o que corresponde a 350mL de cerveja (5% de álcool), 150mL de vinho (12% de álcool) ou 45mL de destilado (vodca, uísque, cachaça, gin, tequila, com 40% de álcool).

Fonte: https://www.minhavida.com.br/saude/materias/36511-alcool-e-imunidade-bebida-pode-afetar-a-defesa-do-organismo

Live com Especialistas: Álcool e outras Drogas no mundo do Futebol - 05/08

O que leva uma pessoa a usar álcool e outras drogas? E quando esta pessoa é um esportista conhecido, tipo um jogador de futebol? Diversos atletas viram suas carreiras serem prejudicadas ou comprometidas devido ao uso dos entorpecentes. Alguns foram descobertos a partir de exames antidoping ou por terem perdido o controle sobre suas vidas.

Jogador de Futebol em campo antes do uso de álcool e outras drogas

 

No Brasil, chamado de País do Futebol, o álcool e outras drogas já fez inúmeras vítimas bastante conhecidas e admiradas: Mané Garrincha (bicampeão mundial com a seleção brasileira em 1958 e 1962, morreu em 1983 de cirrose), Sócrates (capitão do Corinthians e da seleção brasileira na década de 80, morreu em 2011 de choque séptico decorrente do alcoolismo), Adriano Imperador (ex-ídolo rubro-negro em 2010 envolveu-se em polêmicas com a ex-mulher e admitiu problemas com alcoolismo), Vladiram (artilheiro da Copa do Brasil em 2006, foi dispensado do Vasco por problemas ligados ao consumo de álcool e drogas), Walter Casagrande Junior (ídolo do Corinthians e com passagens pela Seleção Brasileira, Flamengo e vários clubes internacionais, hoje comentarista esportivo da Rede Globo, começou a usar drogas na adolescência, passou por diversas internações e quase morreu em um acidente de carro até decidir abandonar seu vício em cocaína e heroína), entre tantos outros.

Jogador de Futebol em campo após o uso de álcool e outras drogas

E não só no Brasil o álcool tem feito estrago na vida de jogadores famosos: o norte-irlandês George Best, ídolo do Manchester United nos anos 60, morreu em 2005 por problemas renais após um transplante de fígado; o inglês Paul Gascoigne, destaque da seleção inglesa no início dos anos 92, vem enfrentando problemas até hoje por seu vício em álcool e drogas; o argentino Ariel “Burrito” Ortega, ídolo do River Plate, foi dispensado do time em 2010 após admitir publicamente seu vício e também na Argentina, Diego Maradona foi tratado pelo vício do álcool em 2007.

Mas porque os jogadores de futebol usam álcool e outras drogas?

Muitos são os motivos que podem ser o estopim deste vício, entre eles podemos citar o fato de que muitos deles vêm de periferias, de famílias desestruturadas e que quando são contratados pelos clubes de futebol, encontram um mundo de possibilidade e não têm o preparo psicológico para lidar com isso.

Origem humildes de alguns jogadores de futebol não os preparam para as pressões do meio

Enfrentar a pressão da profissão, a fama e a saudade da família são fatores que também podem estar relacionados com o uso de álcool e outras drogas.

Ao perceberem o quanto sua vida mudou e encontrarem um ambiente farto de drogas e de dinheiro para consumi-las, muitas vezes para serem aceitos no meio em que vivem, passam a consumir drogas lícitas e ilícitas. 

Não saber lidar com as perdas, seja na vida pessoal como dentro do campo de futebol (afinal, não se ganha todos os dias!), e com poucos momentos de privacidade, alguns jogadores não suportam o estresse e encontram na bebida um refúgio.

Ao contrário do que parece, os motivos para fazer uso de drogas podem ser semelhantes. Porém, as razões íntimas são variadas. Cada indivíduo tem uma razão para ter se tornado dependente químico.  

Alguns indivíduos consideram a droga uma solução para enfrentar situações difíceis, buscando nela uma força interna que acreditam não existir. No entanto, se deparam com um problema mais complicado que aquele do qual estavam fugindo e que os levaram à dependência química.

Para aprofundar esse assunto, a Mobilização Freemind e a ISSUP Brasil trarão para a “Live com Especialistas”, no dia 05 de agosto de 2020, a partir das 20h30, no Youtube do Freemind, dois amigos queridos e ex-jogadores de Futebol: Silas e Zé Elias.

Silas – Durante sua carreira de jogador profissional de 1984 a 2004, jogou em clubes do Brasil, Portugal, Uruguai, Argentina, Japão e Itália. Com a seleção de base do Brasil, ganhou o prêmio Bola de Ouro da Adidas no Mundial Sub-20, e com a equipe principal jogou 38 partidas, e participou das Copas do Mundo de 1986 e 1990. Após encerrar sua carreira como jogador, virou empresário trabalhando com uma franquia, além de ter participado de um projeto que auxilia "Atletas de Cristo" ao lado de Alex Dias Ribeiro. Depois disso optou por atuar como treinador de futebol. Inicialmente, foi auxiliar do técnico e amigo Zetti e, atualmente, exerce a função principal. Já esteve no comando de clubes como Fortaleza, Avaí, Grêmio e Flamengo.

Zé Elias – Foi um dos mais jovens jogadores de futebol a vestir a camisa do Corinthians. Quando estreou, em 1993, não tinha nem completado dezessete anos. Mesmo tendo deixado o clube muito jovem, em 1996, suas principais qualidades como jogador já eram visíveis e conquistaram a torcida. Mas a característica que transformou no "Zé da Fiel" foi sua raça e incansável disposição para lutar pelo time. Viveu seu melhor momento no Corinthians em 1995, quando com dezoito anos de idade, foi convocado para a Seleção Brasileira. Imediatamente após encerrar a carreira, Zé Elias ingressou na carreira de comentarista esportivo, estreando no dia 8 de julho de 2009 na Rádio Globo. Atualmente, trabalha como comentarista nos canais ESPN.

Será imperdível! Esperamos vocês para um bate-bola muito importante com Silas e Zé Elias, no dia 05/08, a partir das 20h30 no YouTube do Freemind. Acesse o link abaixo e ative o sininho para receber a notificação. Aproveite e se inscreva em nosso canal.

https://www.youtube.com/watch?v=Ko9r_lzDy6c

Live sobre Álcool e outras drogas no mundo do Futebol

BRASIL VOTARÁ NA ONU CONTRA REDUÇÃO DO CONTROLE INTERNACIONAL DA CANNABIS

O Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (CONAD) realizou reunião extraordinária, na 2ª feira, dia 06 de julho de 2020, aprovando importantes pontos de pauta, que fortalecerão a Política sobre Drogas no Brasil.

 

Em um dos pontos avaliados, o CONAD rechaçou todas as seis recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), feitas à Comissão de Narcóticos da Organização das Nações Unidas (ONU), para a flexibilização e redução do controle internacional sobre a cannabis e substâncias relacionadas. Diante do claro perigo que eventual diminuição do controle da cannabis e de substâncias relacionadas causaria para toda a sociedade brasileira, o CONAD posicionou-se de maneira contrária a todas as recomendações da OMS. A decisão foi respaldada por Nota Técnica apresentada ao CONAD pela Secretaria Nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas (SENAPRED) do Ministério da Cidadania, que expôs as razões técnicas e científicas contrárias à redução do controle internacional sobre a cannabis e substâncias relacionadas. Tal decisão do CONAD é de suma importância, pois define a posição que o Governo brasileiro apresentará em dezembro deste ano de 2020, quando a Comissão de Narcóticos da ONU se reunirá para votar o tema. Com isso, o Brasil posiciona-se internacionalmente de maneira clara contra a redução do controle da cannabis e de substâncias relacionadas, e reitera sua posição em prol da construção de uma sociedade protegida das drogas, em favor da vida, das pessoas e das famílias. Vale ressaltar ainda que a “Nova Política Nacional sobre Drogas”, publicada pelo Decreto Presidencial No. 9761, em abril do ano passado, colocou, de modo inequívoco, posição contrária à liberação das drogas no Brasil, que é defendida pelo Governo Federal.

 

A decisão do CONAD ocorreu de maneira unânime, mostrando que o Conselho está trabalhando em sintonia para a construção de Políticas Públicas efetivas para o enfrentamento das drogas no país.

 

A ONU apresenta um sistema de controle internacional de substâncias psicotrópicas, que funciona por meio de Convenções Internacionais, sendo que seu cumprimento é mandatório e fiscalizado pela Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes, órgão da própria ONU. A Comissão de Narcóticos da ONU modifica regularmente as Listas das substâncias psicotrópicas controladas pelas Convenções Internacionais, considerando as recomendações da OMS. Em 24 de janeiro de 2019, a OMS apresentou ao Secretário-Geral da ONU seis recomendações, no que tange ao controle da cannabis e de substâncias relacionadas.

 

As recomendações realizadas pela OMS serão votadas na continuação da 63ª sessão da CND, que acontecerá em Viena, na Áustria, em dezembro de 2020. As alterações recomendadas pela OMS impactam duas Convenções Internacionais responsáveis pelo controle internacional de substâncias psicotrópicas. O Brasil é signatário das Convenções Internacionais apresentadas acima e também é membro da Comissão de Narcóticos da ONU, tendo direito a voto na sua 63ª sessão, que avaliará as recomendações da OMS. Assim, se aprovadas pela CND, as recomendações da OMS afetarão negativamente, no Brasil, o controle da cannabis e de substâncias relacionadas. Daí o fato de o país posicionar-se contra todas essas recomendações.

 

A situação descrita acima é especialmente preocupante, tendo em vista o cenário da cannabis em todo o mundo. Em 2019, o “Relatório Mundial sobre Drogas” do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) apontou a cannabis como a droga ilícita mais usada no mundo: o número de usuários aumentou aproximadamente 30%, de 1998 a 2017, atingindo cerca de 188 milhões de pessoas. Desse modo, um afrouxamento do controle sobre a cannabis e substâncias relacionadas piorará ainda mais o cenário do crescente uso recreativo dessas substâncias e suas devastadoras consequências para todo o conjunto social. Além disso, é importante ficar claro que o uso terapêutico dos componentes da cannabis ainda é extremamente restrito, contando com pouquíssimas evidências científicas. Assim, uma possível aprovação das recomendações da OMS pela CND dará também uma falsa ideia para a toda a sociedade internacional de que a cannabis apresenta incontestes propriedades terapêuticas, o que está muito longe de ser verdade.

 

Nesse cenário, o Conselho Federal de Medicina (CFM) liberou no Brasil apenas “o uso compassivo do canabidiol como terapêutica médica, exclusiva para o tratamento de epilepsias na infância e adolescência refratárias às terapias convencionais”, reiterando sua posição, em nota técnica publicada, em maio de 2019 (o canabidiol é uma das centenas de moléculas que compõem a cannabis). O Conselho Federal de Medicina (CFM), Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Academia Nacional de Neurologia (ABN) são entidades médicas que apresentam posição bastante clara sobre as restrições para o uso do canabidiol. Além disso, tais entidades não dão suporte para o uso terapêutico de qualquer outra molécula da cannabis. Em 2016, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP) publicou Nota Pública sobre o tema: “Cabe esclarecer que o termo ‘maconha medicinal’, embora tenha apelo cultural, não reflete o estado atual do conhecimento e o uso conforme esta designação não respeita os passos necessários, aceitos nacional e internacionalmente, para a aprovação de uma nova terapêutica...O CREMESP foi pioneiro no apoio à liberação do uso do canabidiol (canabinoide não psicoativo) para populações portadoras de epilepsias graves e refratárias da infância. No entanto, o CREMESP afirma não haver comprovações científicas de que haja algum uso efetivamente medicinal da maconha. O desenvolvimento de novos estudos que ofereçam evidências para a eventual utilização terapêutica de canabidiol ou outros canabinoides receberá apoio do CREMESP. Contudo, a aprovação, neste momento histórico, de usos na saúde de derivados de cannabis, para os quais os procedimentos consagrados para liberação de medicamentos não foram respeitados, merece repúdio e grande preocupação deste Conselho”.

 

Quando a efetividade real do uso terapêutico da cannabis e de seus derivados é avaliada, os resultados são bastante ruins. Vale aqui ressaltar que a maior parte dos estudos clínicos publicados apresenta baixa qualidade científica e metodológica. Até o presente momento, a imensa maioria dos artigos científicos de revisões da literatura e meta-análises realizadas sobre o tema mostram que os canabinoides (moléculas que compõem a cannabis), de maneira geral, não são efetivos para o tratamento das mais variadas condições clínicas; e nos pouquíssimos artigos de revisão da literatura e meta-análise que mostram pequenos resultados positivos, os autores sempre interpretam os dados com cautela, ponderando que o uso clínico dos canabinoides precisa ser melhor avaliado, em decorrência da pequena quantidade de estudos clínicos realizados, dos efeitos adversos dessas substâncias para a saúde dos pacientes, e das importantes limitações metodológicas dos estudos clínicos que os compõem. É também importante notar que não há evidências científicas que sustentem o uso terapêutico de óleos de cannabis. Os únicos resultados mais consistentes para o uso terapêutico de um canabinoide, no caso o canabidiol, vêm do tratamento de quadros epilépticos refratários, mostrando efeito modesto, porém consistente. Vale ainda ressaltar que não há evidências de segurança a longo prazo do uso de canabinoides, como o canabidiol. A preocupação é maior no caso de crianças e adolescentes, que apresentam seu sistema nervoso central em formação. Nessa faixa etária, existe, inclusive, maior potencial de risco no uso de canabinoides.

 

Por outro lado, estudos de revisão da literatura e meta-análises têm mostrado de maneira consistente que o uso recreativo de cannabis é importante fator de risco para o desenvolvimento de transtornos mentais graves, como psicoses (ex.: esquizofrenia) e transtornos do humor (ex.: mania). Além disso, o uso da cannabis aumenta o risco para suicídio e déficits cognitivos. Importante estudo publicado em 2015, e que fez resumo da literatura científica publicada nos últimos 20 anos, mostrou a ocorrência de importantes problemas pessoais e sociais decorrentes do uso de cannabis.

 

A Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes, órgão da própria ONU, em Relatório publicado no ano de 2018 (“Report of the International Narcotics Control Board for 2018”), apresentou importantes questões e sugestões que precisam ser levadas em consideração quando da apreciação das recomendações da OMS para flexibilizar a fiscalização sobre a cannabis e substâncias relacionadas. O órgão colocou que em alguns estados americanos a instituição de Programas de “cannabis medicinal” foi utilizada para advogar, no futuro, a legalização da droga para o uso não-medicinal, como se fosse uma etapa preparatória para sensibilizar a sociedade sobre ações subsequentes rumo à flexibilização de seu uso recreativo. Tal situação leva a uma diminuição da percepção de risco por parte da população dos graves problemas ocasionados pela cannabis, abrindo caminho para sua legalização, levando, consequentemente, ao aumento do consumo não-medicinal pela população: “Os programas de ‘cannabis medicinal’ em alguns estados dos EUA foram usados por defensores da legalização da maconha para promover a legalização do uso não-medicinal da cannabis nesses estados. A diminuição da percepção de risco do uso de maconha e a ativa propaganda sobre a sociedade da maconha pela indústria da cannabis apresentam grandes desafios na prevenção do uso de maconha entre os jovens. As alegações infundadas sobre os benefícios médicos da cannabis foram acompanhadas pela diminuição da percepção de risco do uso de cannabis entre jovens nos EUA. O uso de maconha por adultos nos estados dos EUA em que a maconha não-medicinal foi legalizada pode incentivar os adolescentes a usar a droga no momento em que seus cérebros são especialmente vulneráveis a seus efeitos adversos”.

 

Inicialmente, para que determinada substância seja utilizada de maneira terapêutica, existe a necessidade de que seja submetida a pesquisas científicas, que demonstrem sua segurança e efetividade para o uso clínico. Diante disso, não existe qualquer comprovação científica para o uso terapêutico da cannabis bruta. Quanto aos canabinoides, apenas o canabidiol encontra respaldo para o uso em convulsões na infância, de maneira adjuvante a outros medicamentos, e apenas quando outras abordagens terapêuticas se mostram inefetivas. Não existe indicação do uso do canabidiol como primeira escolha nessas condições clínicas, e seu uso não é indicado de maneira isolada, como monoterapia. Não há comprovação científica para o uso do canabidiol para o tratamento de pacientes que apresentem outras doenças. Vale ainda ressaltar que, em alguns estados americanos, alguns países da Europa e outros poucos países de outros continentes, houve uma proliferação de produtos alimentícios, de saúde e cosméticos que afirmam conter canabidiol e que são comercializados para usos terapêuticos ou médicos. Isso coloca os consumidores em risco, porque muitos desses produtos não provaram ainda ser seguros ou eficazes. A comercialização enganosa de tratamentos à base de cannabis e substâncias relacionadas, não comprovados cientificamente, também suscita preocupações significavas à saúde pública, pois pacientes e outros consumidores podem ser influenciados a não usar terapias cientificamente aprovadas, seguras e clinicamente efetivas para tratar doenças graves e até fatais. Além disso, de acordo com o “Food and Drug Administration” (FDA) americano, existem muitas perguntas não respondidas e lacunas de dados sobre a toxicidade do canabidiol, e alguns dos dados disponíveis levantam sérias preocupações sobre possíveis danos dessa substância. Ademais, é importante ressaltar que não existe qualquer comprovação científica que respalde o uso terapêutico de outros compostos da cannabis, como o delta-9-tetra-hidrocanabinol (THC). Também não há evidência científica que respalde o uso terapêutico de óleos de cannabis.

 

Além disso, é muito importante que qualquer eventual uso terapêutico de um componente da cannabis seja avaliado e testado rigorosamente por meio de métodos científicos apropriados. Não é mais possível que essa situação seja explorada de maneira ideológica por grupos que querem liberar a cannabis no Brasil. Não se pode também aceitar que a sociedade brasileira seja enganada por grupos de interesse que querem explorar um eventual mercado da cannabis no país. É inaceitável que o uso terapêutico, restrito de apenas uma única molécula da cannabis, seja usado como ponta de lança para a liberação dessa droga no país. É muito importante que a toda a sociedade brasileira seja devidamente esclarecida sobre essa questão.

 

Quanto aos efeitos deletérios relacionados ao uso recreativo da cannabis, vale frisar que dirigir sob efeito de maconha aproximadamente dobra o risco de acidente de carro, e que cerca de um em cada 10 usuários regulares de cannabis desenvolve dependência. O uso regular de maconha na adolescência, aproximadamente, dobra os riscos de abandono escolar precoce, de comprometimento cognitivo e psicoses na idade adulta. O uso de cannabis também é fator de risco para episódios de mania e ocorrência de suicídio. O uso regular de cannabis na adolescência também está fortemente associado ao uso de outras drogas ilícitas. O uso de cannabis pode produzir dependência, existindo associação consistente entre o uso regular da droga e maus resultados psicossociais e de saúde mental na vida adulta. Assim sendo, não há justificava para a retirada da Lista IV da Convenção Internacional de 1961 da cannabis, conforme recomenda a OMS, pois tal droga causa dependência e produz graves efeitos nocivos a seus usuários, famílias e toda a sociedade. Quanto ao uso terapêutico, as evidências científicas também não dão sustentação para a retirada da cannabis da Lista IV. Além disso, vale ressaltar que uma possível aprovação das recomendações da OMS pela Comissão de Narcóticos da ONU favorecerá o aumento da produção, comércio, armazenamento, posse e uso da cannabis em todo o mundo, com a diminuição da fiscalização sobre tais atividades. Tal situação contribuirá também para a diminuição da percepção de risco da população sobre os graves malefícios que a cannabis causa a seus usuários, suas famílias e todo o conjunto social, afetando principalmente as camadas mais vulneráveis das sociedades. Esse cenário aumentará, sem dúvida alguma, os graves problemas relacionados às drogas, que já vêm assolando a comunidade internacional nos últimos tempos. Vale ainda ressaltar que órgão da própria ONU, a Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes, coloca claramente sua preocupação quanto às consequências do pretenso uso medicinal da cannabis e substâncias relacionadas. Diante disso, fica claro, inclusive, que não há consenso entre os órgãos que compõem a própria ONU sobre o uso terapêutico da cannabis e seus impactos nos diversos países ao redor do mundo. Diante do exposto acima, o Brasil é contra a aprovação das recomendações da OMS pela Comissão de Narcóticos da ONU, que preveem a redução do controle internacional sobre a cannabis e substâncias relacionadas.

 

Texto escrito por Dr. Quirino Cordeiro, Secretário Nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas do Ministério da Cidadania e Membro do Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (CONAD).

Fonte: http://mds.gov.br/obid/artigos/brasil-defendera-na-onu-posicao-contraria-a-reducao-do-controle-internacional-sobre-a-cannabis?fbclid=IwAR0_rpAc94f7HOi1L1Xy9G7N_6UlFUU3WZZmH8xGlHgXp_03vCEWJ4gmBLk

 

Live – Estágios do Impacto da DQ na família e a importância dos Grupos de Apoio

A dependência química vem mobilizando o sistema de saúde e ganhando visibilidade devido à complexidade na solução desse problema. Um número considerável de pessoas residentes em centros urbanos, tanto no Brasil, como no mundo, consome de forma abusiva substâncias psicoativas.

Constata-se que, além de uma doença, a dependência química é um grave problema de saúde pública necessitando da atuação em busca de estratégias para a prevenção, o acompanhamento e o tratamento dos usuários e familiares.

Frente à percepção do uso de drogas por seu familiar, a família passa a conviver com esta realidade e sofre por não saber lidar com os problemas ocasionados pela drogadição, passando por quatro estágios sob a influência das drogas que, devido à singularidade e subjetividade de cada uma, podem não se apresentar no mesmo processo em todas elas.

No 1º estágio, há predomínio do mecanismo de defesa da negação. A família e o usuário vivenciam situações de tensão e conflitos, porém não verbalizam os seus sentimentos e pensamentos em relação a tal problemática.

Durante o 2º estágio, a família desperta para o problema, preocupa-se com tal questão, tenta controlar o uso da droga. Neste momento, evita abordar o assunto e mantém a ilusão de que as drogas não são as causadoras dos problemas familiares.

No 3º estágio, os membros familiares assumem papéis rígidos, previsíveis e realizam uma inversão de papéis. As famílias assumem responsabilidades de atos que não são seus, impedindo que o dependente químico perceba os problemas advindos do consumo de substâncias psicoativas (SPA).

Finalmente, o 4º estágio é caracterizado pelo desgaste emocional dos familiares e podem surgir alterações comportamentais entre os seus integrantes. A situação fica insustentável, ocorre um distanciamento entre os membros, o que gera uma desestruturação familiar.

A inserção familiar no processo terapêutico a corresponsabiliza, pois o dependente químico necessita de ser assessorado, considerando-se as suas dificuldades de relacionamento com os membros familiares e pessoas do ambiente externo. Além disso, o apoio familiar favorece a adesão do usuário ao tratamento e ao serviço de saúde.

Ao oferecer apoio emocional e informações/orientações, grupos de apoio possibilitam a percepção da situação real que estão vivendo, por meio do conhecimento de dados mais concretos sobre o problema e diminuição das fantasias a ele relacionadas, ajudando-os no enfrentamento da crise vivenciada.

O grupo de apoio/ suporte oportuniza aprender novos comportamentos em clima de compartilhamento e aceitação. Por isso, apresenta-se como um excelente recurso terapêutico para lidar com pessoas que vivem situações de crise, tendo como objetivos promover coesão e apoio, elevando a autoestima e a autoconfiança de seus participantes.

A atividade grupal é importante para o usuário de drogas em tratamento e para seu familiar auxiliando-os a conviverem com os problemas, aprendendo a manejá-los de modo mais saudável.

Através desta ferramenta de cuidado pode-se humanizar a assistência, estimulando o dependente químico e seu familiar a realizarem o enfrentamento das dificuldades e a manutenção do funcionamento psicossocial, de acordo com as necessidades de cada pessoa, a fim de fazê-la construir um novo projeto de vida e manter-se saudável.

O envolvimento de famílias que compartilham do mesmo problema torna-se de grande relevância para a terapêutica, por criar um espaço de trocas de vivências, angústias e informações para a compreensão da dependência química.

Estudos demonstraram a relação entre tempo de permanência de um paciente em tratamento com maior número de sessões frequentadas pelo familiar.

Num grupo de apoio é possível unir forças para vencer dificuldades que pareciam impossíveis! Nada mais encorajador que ouvir experiências semelhantes às nossas e aprender lições já alcançadas. Nesses grupos, podemos identificarmo-nos melhor e termos mais apoio para reagir aos desafios da vida.

Num grupo de apoio, à medida que nos engajamos, percebemos que esses vínculos criados ultrapassam tempo e lugar e nos tornamos uma família na qual podemos contar uns com os outros na hora de grandes aflições.

No Brasil, são muitos os grupos de apoio e mútua ajuda: Amor-Exigente, Alcoólicos Anônimos, Narcóticos Anônimos, Pastoral da Sobriedade, Nar-Anon, Al-Anon, entre outros.

Para falar mais sobre os Estágios do Impacto da Dependência Química na família e a importância fundamental dos grupos de apoio, o Freemind e a ISSUP Brasil reúnem na sua Live com Especialistas do dia 14 de julho Luiz Fernando Cauduro – Voluntário da Federação de Amor-Exigente – e Ronaldo Luiz Risseto* – CEO – MADD (Mothers Against Drunk Driving) Brasil.

Você não pode perder: no canal do YouTube do Freemind, dia 14 de julho, a partir das 20h00. Acesse o link abaixo, ative as notificações para ser avisado quando a transmissão for iniciar e aproveite para deixar seu like e curtir o nosso canal:

https://www.youtube.com/watch?v=CPV5mhUdGQo

* Ronaldo Luiz Risseto é CEO – MADD (Mothers Against Drunk Driving) Brasil, Conselheiro no Conselho Estadual de Políticas sobre Drogas e Coordenador do Grupo Cidade Ademar da Federação de Amor-Exigente.

Live Estágios do Impacto da DQ na família e a importância dos Grupos de Apoio - 14/07

SP guarantees virtual treatment by SUS to smokers during the PANDEMIC OF COVID-19

Since May 31, World No Tobacco Day, the São Paulo State Department of Health has reinforced, with the SUS, the virtual care campaign for those who want to quit smoking during the Covid-19 pandemic.

Online care has been active since April with the aim of reducing covid-19 transmission while caring for the smoking patient who wants to give up addiction.  All units linked to the program were instructed to make use of virtual technology.

In total, 6,910 smokers are being treated with online expert support from 1,467 units accredited by the State Tobacco Control Program.

Relying on messaging and video applications, the strategy allows the continuity of assistance that was previously done in person in the services linked to the Reference Center for Alcohol, Tobacco and Other Drugs (Cratod).

"In the midst of the coronavirus pandemic, we face the challenges of social isolation while working to raise awareness among people, especially young people, not to give in to the influences on digital channels of products that refer to new forms of tobacco consumption," explains Sandra Marques, coordinator of the State Tobacco Control Program. "Maintaining care for these patients is essential, so we have developed an organizational structure so that treatments now happen online," he says.

The measure has a temporary and emergency character aimed at preventing the disease, avoiding displacement and agglomeration of people in the same environment.

In the last five years, the number of units linked to the State Tobacco Control Program has grown by more than seven times – there were only 200 in 2015. Last year alone, 44,237 smokers underwent treatment.

Smoking and COVID-19

Virtual care for smokers in the program units was defined according to public health measures to prevent the spread of the virus and also because smoking increases the risk of complications of dozens of diseases – especially cardiovascular and respiratory diseases. Taking into account that the new coronavirus is respiratory, people who smoke should take extra care, as smoking can cause diseases at risk for COVID-19 infections.

According to the World Health Organization (WHO), tobacco causes different types of inflammation and impairs the body's defense mechanisms. Smokers have a two to four times higher risk of contracting invasive pneumococcal lung disease, associated with high mortality. In addition, the risk of influenza is twice as high and more severe in smokers compared to nonsmokers. In the case of tuberculosis, smokers are twice as likely to contract the infection, with four times the risk of death being four times higher.

"Smoking can cause impaired lung capacity and impair the respiratory system. According to studies, a smoker is 14 times more likely than a nonsmoker to develop the most severe symptoms of COVID-19," marques says. "World No Tobacco Day reminds us of the importance of smoking cessation as an effective measure of improvement in quality of life and prevention of various diseases," he concludes.

Tips for quitting smoking

- Set a date to quit smoking.

- Until that date, reduce the number of cigarettes daily. Start by postponing the first cigarette of the day and avoid smoking after meals. Each less cigarette helps prepare your body for the final day of the stop.

- The night before the day set to quit smoking, water all the remaining cigarettes and throw them in the trash. It is important not to store any cigarettes so as not to run the risk of smoking when you feel like it.

- Don't go out and buy cigarettes when you're going to knock. Remember that this will only lasts five minutes. To get distracted, watch TV, listen to music or do any other leisure activity for time to pass faster.

Don't be discouraged! The will will decrease as the days go by and the lungs will start to work better.

Smoking treatment sites can be found at https://bit.ly/2yDb5SW.

Source: https://www.leiaogazeta.com.br/sp-garante-tratamento-virtual-pelo-sus-a-tabagistas-durante-a-pandemia-da-covid-19/

https://vejasp.abril.com.br/saude/secretaria-de-saude-de-sp-oferece-tratamento-on-line-para-tabagistas/

Relatório Mundial sobre Drogas 2020

Consumo global de drogas aumenta, enquanto COVID-19 impacta mercados, aponta Relatório Mundial sobre Drogas 2020, divulgado no dia 25 de junho de 2020 pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).

O Relatório mostra que cerca de 269 milhões de pessoas usaram drogas no mundo em 2018 – aumento de 30% em comparação com 2009. Além disso, mais de 35 milhões de pessoas sofrem de transtornos associados ao uso de drogas.

O Relatório também analisa o impacto da COVID-19 nos mercados de drogas e, embora seus efeitos ainda não sejam totalmente conhecidos, o fechamento de fronteiras e outras restrições relacionadas à pandemia já causaram escassez de drogas nas ruas, levando ao aumento de preços e à redução da pureza.

O aumento do desemprego e a redução de oportunidades causados pela pandemia também podem afetar desproporcionalmente as camadas mais pobres, tornando-as mais vulneráveis ao uso e ao tráfico e cultivo de drogas para obterem sustento, aponta o relatório.

A diretora-executiva do UNODC, Ghada Waly, explicou que os grupos vulneráveis e marginalizados, jovens, mulheres e as camadas mais pobres pagam o preço do problema das drogas no mundo. “A crise da COVID-19 e a retração econômica ameaçam agravar ainda mais os riscos das drogas, quando nossos sistemas sociais e de saúde estão à beira de um colapso e nossas sociedades estão lutando para lidar com esse problema”.

“Precisamos que todos os governos demonstrem maior solidariedade e apoiem, principalmente os países em desenvolvimento, no combate ao tráfico ilícito de drogas e ofereçam serviços baseados em evidências para os transtornos associados ao uso indevido de drogas e doenças relacionadas, para que possamos alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, promover a justiça e não deixar ninguém para trás”, afirmou a diretora-executiva do UNODC.

Devido à COVID-19, os traficantes podem ter que encontrar novas rotas e métodos, e as atividades ligadas ao tráfico e remessas pelo correio podem aumentar, apesar de a cadeia de suprimentos postais internacionais ter sido interrompida.

A pandemia também tem levado à escassez de opioides, o que, por sua vez, pode resultar em pessoas que buscam substâncias mais facilmente disponíveis, como álcool, benzodiazepinas ou mistura com drogas sintéticas. Podem surgir padrões de uso mais prejudiciais à medida que alguns usuários passem para o uso da injeção, ou injetem com maior frequência.

Ao observar outros efeitos da atual pandemia, o relatório alerta que se os governos reagirem igual à crise de 2008, quando reduziram orçamentos de drogas, intervenções para prevenção, serviços de tratamento e fornecimento de naloxona, usado na reversão da overdose de opioides, populações podem ser mais duramente atingidas.

As operações de interceptação e a cooperação internacional também podem se tornar menos prioritárias, facilitando a operação por parte dos traficantes.

Tendências no uso de drogas, segundo o Relatório 2020:

Enquanto a cannabis foi a substância mais consumida no mundo em 2018, com uma estimativa de 192 milhões de pessoas que a usaram, os opioides, no entanto, continuam sendo os mais nocivos, pois na última década o número total de mortes por transtornos associados ao uso de opioides teve alta de 71%, com aumento de 92% entre as mulheres, comparado com 63% entre os homens.

O uso de drogas aumentou muito mais rapidamente entre os países em desenvolvimento, durante o período 2000-2018, do que nos países desenvolvidos. Adolescentes e jovens representam a maior parcela daqueles que usam drogas, enquanto os jovens também são os mais vulneráveis aos efeitos das drogas, pois são os que mais consomem e seus cérebros ainda estão em desenvolvimento.

Tendências da Cannabis, segundo o Relatório 2020:

Embora o impacto das leis que legalizaram a cannabis em alguns países ainda seja difícil de avaliar, é notável que o uso frequente da cannabis aumentou em todas essas áreas após a legalização. Em alguns desses países, os produtos mais potentes da cannabis também são mais comuns no mercado.

A cannabis também continua sendo a principal droga que coloca as pessoas em contato com o sistema de justiça criminal, respondendo por mais da metade dos casos de infrações à lei de drogas, com base em dados de 69 países, no período de 2014 a 2018.

Disponibilidade de opioides farmacêuticos para consumo médico varia no mundo

O relatório também aponta que os países de baixa renda ainda sofrem com a escassez de opioides farmacêuticos, usados para controle da dor e cuidados paliativos. 

Mais de 90% de todos os opioides farmacêuticos disponíveis para consumo médico encontravam-se em países de alta renda em 2018, compreendendo cerca de 12% da população mundial.

A estimativa é de que os países de baixa e média renda, que compreendem 88% da população mundial, consumam menos de 10% de opioides farmacêuticos. O acesso aos opioides farmacêuticos depende de vários fatores, incluindo legislação, cultura, sistemas de saúde e práticas de prescrição.

Pobreza, marginalização

Pobreza, pouca educação e marginalização social continuam sendo fatores importantes que aumentam o risco de ocorrência de transtornos associados ao uso de drogas. Além disso, os grupos vulneráveis e marginalizados também podem enfrentar barreiras para obter serviços de tratamento devido à discriminação e ao estigma.

O Relatório Mundial sobre Drogas de 2020 oferece uma visão global sobre a oferta e a demanda de opioides, cocaína, cannabis, estimulantes do tipo anfetamina e Novas Substâncias Psicoativas (NPS), bem como sobre seu impacto na saúde, levando em conta os possíveis efeitos da pandemia da COVID-19.

O documento destaca, por meio de pesquisa aprimorada e dados mais precisos, que os efeitos adversos para a saúde devido ao uso de drogas são mais generalizados do que se pensava anteriormente.

Para o relatório completo e conteúdo de mídia, acesse:

 https://wdr.unodc.org/wdr2020/index.html

 

Fonte: https://www.unodc.org/lpo-brazil/pt/frontpage/2020/06/relatrio-mundial-sobre-drogas-2020_-consumo-global-de-drogas-aumenta--enquanto-covid-19-impacta-mercado.html

Relatório Mundial sobre Drogas 2020

Dia Internacional de Combate ao Uso e Tráfico de Drogas

O Dia Internacional de Combate ao Uso e Tráfico de Drogas é uma boa oportunidade para refletirmos sobre um tema tão delicado. Mesmo com todos os esforços dos Governos e de instituições, de acordo com o Relatório Mundial sobre Drogas de 2019, elaborado pelo UNODC (United Nations Office on Drugs and Crime), cerca de 271 milhões de pessoas no mundo com idades entre 15 e 64 anos de idade usaram drogas ilícitas em 2016 enquanto 35 milhões de pessoas sofrem de transtornos decorrentes do uso de drogas.

Mais do que apenas tratar, precisamos intensificar as ações de prevenção desde a primeira infância. Por isso, neste 26 de junho, o Freemind e a ISSUP Brasil reafirmam sua missão de ajudar pessoas a ajudarem mais pessoas, criando para isso uma grande força de trabalho com voluntários e profissionais capacitados e especializados em Prevenção baseada em evidências científicas.

Que muito em breve, nosso único vício seja ser feliz!

26 de junho - Dia Internacional de Combate ao Uso e Trafico de Drogas

Workshop Internacional de Prevenção ao Uso de Drogas nas Escolas

O Freemind e a ISSUP Brasil, preocupados com o consumo de drogas que cresce consideravelmente a cada dia e que está presente em todos os lugares e realidades, inclusive dentro das escolas, trazem o Workshop Internacional de Prevenção ao Uso de Drogas nas Escolas.

Esse aumento do consumo pode ser atribuído a vários fatores, principalmente aos que se referem na forma em que é transmitida a informação sobre a droga e quem a recebe.

A prevenção do uso indevido de drogas é fundamental para a sensibilização sobre os riscos e perigos causados por elas. As ações de prevenção ao uso de drogas nas escolas são de fundamental importância e não deveriam ser isoladas ou tratadas fora do contexto de uma prática pedagógica.

Com o apoio de várias entidades nacionais e internacionais, este Workshop irá ajudar os participantes a desenvolverem atividades e intervenções práticas que possam prevenir o uso nocivo de drogas lícitas e ilícitas nas escolas, baseado em evidências científicas e na realidade da escola e sua região.

O Workshop está baseado em quatro alicerces:

  • Evidências Científicas – tudo deve ser feito baseado em evidências científicas e nas realidades locais, além de serem documentados e com indicadores para avaliar o resultado das ações sistematizadas;
  • Identificação e Percepção do ambiente psicossocial, através da Ciência da prevenção;
  • Desmistificação dos preconceitos ao uso abusivo de drogas lícitas e ilícitas na sua forma subjetiva. Por exemplo: “Todo mundo usa” e
  • Customização de ações práticas e fáceis para implementação da prevenção ao Uso Nocivo de Drogas Lícitas e Ilícitas numa determinada escola.

As aulas podem ser assistidas durante 60 dias, a partir de 15.07 (são 10 aulas no total, sendo cada aula com 30 minutos e mais 30 minutos de exercícios).

No dia 26 de setembro teremos uma Vídeo Conferência para fazer exercícios de trabalhos práticos.

As inscrições podem ser feitas até 15.08.2020, o participante ainda terá 30 dias para assistir as vídeo aulas.

O programa é composto por oito videoaulas:

  • Atividade introdutória e introdução ao treinamento;
  • Noções básicas de ciência e prática de prevenção;
  • Noções básicas de prevenção escolar;
  • Exemplos de boas / melhores práticas;
  • Estratégias de prevenção ambiental;
  • Aprendizagem socioemocional
  • Estrutura de prevenção na escola e
  • Monitoramento e avaliação.

Exercícios serão incluídos para aumentar o conhecimento e desenvolver habilidades.

No dia 26 de setembro pela manhã, será realizada uma videoconferência de 3 horas para que os participantes possam interagir com os treinadores e desenvolver um plano completo de prevenção escolar com três componentes principais: política escolar, clima escolar e intervenções baseadas em evidências.

Os formadores deste Workshop serão:

  • Sanela Talić, diretora de programas de prevenção da Utrip*
  • Matej Košir, Diretor da Utrip e
  • Dr. João Paulo Becker Lotufo, Ph.D em Pediatria, Universidade de São Paulo.

 

* O Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento – UTRIP, da Europa, é um instituto de pesquisa não governamental e sem fins lucrativos. Tem como objetivo realizar pesquisas, desenvolver, implementar, monitorar e avaliar os projetos e programas no campo do comportamento de risco para jovens, prevenção de vícios, promoção da saúde e estilo de vida saudável. É membro da rede europeia de ONGs no campo da política do álcool (Eurocare), do Fórum da Sociedade Civil sobre Drogas (CSF), da Sociedade Europeia de Pesquisa em Prevenção (EU SPR), da Rede Acadêmica de Ciência para Prevenção (SPAN) e a Rede Europeia de Política de Álcool (APN).

Saiba mais sobre o Workshop, associe-se à ISSUP Brasil e faça sua inscrição para garantir sua vaga no Workshop em https://www.freemind.com.br/workshop-de-prevencao--online

Quem já participou de um dos Congressos Freemind ou é um apoiador mantenedor tem 50% de desconto. Para participar, é preciso também ser associado à ISSUP Brasil. O cadastro é rápido, fácil e gratuito.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail cursos [at] issupbrasil [dot] com [dot] br ou pelo telefone (19) 99793-0240.

Workshop de Prevenção pra Escolas - Online

International Workshop on Drug Prevention in School

Freemind and ISSUP Brazil cordially invite you to the International Workshop on Drug Prevention in School

29 June to 29 August 2020

This workshop will help participants to develop activities and practical interventions that can prevent the harmful use of legal and illegal drugs in schools, based on scientific evidence and the reality of the school and its region. The program is made-up of eight video classes:

  1. Introductory activity and training introduction
  2. Basic notions of prevention science and practice
  3. Basics of school prevention
  4. Examples of good/best practices
  5. Environmental prevention strategies
  6. Socio-emotional learning
  7. Prevention structure at school
  8. Monitoring and evaluation

Exercises will be included to increase knowledge and develop skills.

On the 22nd of August a 3 hour video conference will be held so that participants can interact with trainers.

Trainers:

Sanela Talić, Director of prevention programs, Utrip

Matej Košir, Director, Utrip

Dr. João Paulo Becker Lotufo, Ph.D in Pediatrics, University of Sao Paulo

Full Event Details

Important registration information:

  •  USD 75 attendance fee
  •  Registrations until 31 July, 2020
  •  Freemind members receive a 50% discount
  •  To participate you need to join ISSUP Brasil

To book your place please contact: cursos [at] issupbrasil [dot] com [dot] br or telephone +55 (19) 99793-0240

Click here to read payment information.

ISSUP Brazil

Drogas: pensar globalmente e agir localmente – Live Internacional

Uma pesquisa divulgada em 26 de junho de 2019 com dados novos e mais precisos revela que as consequências adversas para a saúde decorrentes do uso de drogas são mais severas e generalizadas do que se pensava anteriormente.

Globalmente, em torno de 35 milhões de pessoas sofrem de transtornos decorrentes do uso de drogas e necessitam de tratamento, de acordo com o Relatório Mundial sobre Drogas 2019.

As dificuldades para abordar o problema do uso e do abuso de substâncias levam os governos de diferentes países a buscar soluções alternativas à simples repressão da oferta. Muitas dessas experiências em outros países ainda estão em fase de avaliação de resultados, mas algumas já se destacam, seja pela mudança de conceitos, seja pela organização da sociedade em relação ao combate às drogas buscando minorar o problema.

Porém a experiência de outros países deve ser analisada com cautela, pois cada nação tem suas especificidades sociais, culturais, econômicas e étnicas, que precisam ser respeitadas e que alteram a forma de encarar a questão.

Uma vez que os contextos são diferentes, é muito difícil dizer que uma estrutura que funciona bem em um país poderia ser transferida integralmente para outro, sem adaptações.

O Brasil tem capacidade técnica suficiente para desenvolver uma estratégia que responda às necessidades do país no combate às drogas, mas para ter o impulso de agir até onde alcançamos e assumirmos a responsabilidade de nossos atos, precisamos perceber suas repercussões no todo, isto é, pensar globalmente e agir localmente!

 Tem que pensar nas ações do mundo, mas agir nos pequenos atos, pensando individualmente ficará mais fácil agirmos no que diz respeito ao combate, prevenção e tratamento do uso de drogas e às políticas públicas sobre drogas.

Para discutir mais sobre este assunto, no dia 24 de junho, a partir das 20h00 no YouTube do Freemind, receberemos para nossa Live com Especialistas duas personalidades importantes deste cenário: Thom Browne - CEO do Colombo Plan e Dr. Quirino Cordeiro – Secretário Nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas.

Você não pode perder: dia 24 de junho, a partir das 20h00. Acesse o link abaixo, ative as notificações para ser avisado quando a transmissão for iniciar e aproveite para deixar seu like e curtir o nosso canal:

https://www.youtube.com/watch?v=PsQX8xod7S8

Thom Browne Jr., MA Justiça Criminal, é o CEO da organização internacional Colombo Plan. Ele é um especialista reconhecido internacionalmente nos campos de redução de demanda e justiça criminal, tendo criado sistemas de tratamento e programas de prevenção de uso de substâncias em mais de 70 países e academias de aplicação da lei internacionais em 5 continentes durante seus 25 anos de carreira no Departamento de Estado / INL. Sua pesquisa recente com o Diretor Médico do Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) e o Plano Colombo ajudou a redefinir as epidemias de opioides e estimulantes nos EUA e nas epidemias regionais em todo o mundo, descobrindo tendências emergentes na formulação de drogas ilícitas que comprometem a saúde dos usuários de substâncias em todo o mundo.

 

Quirino Cordeiro Jr. é o atual Secretário Nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas do Ministério da Cidadania. Coordenador-Geral de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério da Saúde. Membro do Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (CONAD) do Ministério da Justiça.

Graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) com Residência em Psiquiatria pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, onde foi Preceptor da Graduação. Doutorado em Psiquiatria pela Faculdade de Medicina da USP. Especialização em Bioética e Medicina Legal pela Faculdade de Medicina da USP. Título de Especialista em Psiquiatria e Psiquiatria Forense pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq - Nível 2.

* Saiba mais sobre o Colombo Plan em: http://www.dap-colomboplan.org/

Live com Thom Browne e Dr. Quirino Cordeiro - Drogas: pensar globalmente e agir localmente

22nd National Week of Drug Policy - June 22-26

With the theme "United for Life", event will discuss actions on prevention and combating drugs in the country

The 22nd National Week of Drug Policies will be held by the Ministry of Justice and Public Security, in partnership with the Ministry of Citizenship, between 22 and 26 June. With the theme Unidos Pela Vida, the event is aimed at the treatment of drug addicts and the repression of the supply of narcotics in the country.

This year, The National Drug Policy Week debuts with the 1st annual meeting of the National Council on Drug Policies (Conad), attended by The Minister of Justice and Public Security, André Mendonça, who is president of the Council and the Minister of Citizenship, Onyx Lorenzoni.

Focusing on the repression of the supply of narcotics and the treatment of drug addicts, the II Seminar on Prevention, Awareness and Combating Drugs will address issues for the construction of the methodology of the National Drug Policy Plan (Planad), based on dialogues, indicators and the exchange of experience between the actors.

The national secretary of Drug Care and Prevention, Quirino Cordeiro, stressed that the government of President Jair Bolsonaro expanded the fight against drugs by approving last year's New National Drug Policy and the New Drug Law. "The Federal Government has intensified its actions in preventing drug use through educational campaigns, acting in schools, protecting underprivileged children and strengthening families. To carry out these actions, the Government has established partnerships with civil society entities that work with the theme, with the aim of increasingly involving society as a whole in the prevention of drug use," Cordeiro explained.

The program will be broadcast live on the Channel of the Ministry of Citizenship on Youtube. Interested parties can contribute by sending questions and suggestions to exhibitors through the e-mail address: unidospelavida [at] cidadania [dot] gov [dot] br.

Check below the complete schedule of the 22nd National Week of Drug Policies:

Programação II Seminário Intersetorial de Prevenção, Conscientização e Combate às Drogas

Source: https://www.gov.br/cidadania/pt-br/noticias-e-conteudos/desenvolvimento-social/noticias-desenvolvimento-social/ministerios-da-cidadania-e-da-justica-e-seguranca-publica-realizam-a-22a-semana-nacional-de-politicas-sobre-drogas

ISSUP Brasil participa da 22ª Semana Nacional de Políticas Sobre Drogas – De 22 a 26 de junho

Com o tema "Unidos Pela Vida", evento vai discutir ações sobre prevenção e o combate às drogas no país e a Associação ISSUP Brasil, na pessoa de seu presidente Paulo Martelli, participará da Mesa Virtual prevista para o dia 26 de junho de 2020, das 14h00 às 17h00, para reflexões e debates sobre “Políticas de Drogas no Brasil e a Articulação Internacional”.

A 22ª Semana Nacional de Políticas Sobre Drogas será realizada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com o Ministério da Cidadania, entre os dias 22 e 26 de junho.

Este ano, a Semana Nacional de Políticas Sobre Drogas estreia com a 1° reunião anual do Conselho Nacional de Políticas Sobre Drogas (Conad), com a presença do ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, que é presidente do Conselho e o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni.

Com foco na repressão da oferta de entorpecentes e no tratamento de dependentes químicos, o II Seminário de Prevenção, Conscientização e Combate às Drogas, abordará questões para a construção da metodologia do Plano Nacional de Políticas sobre Drogas (Planad), a partir de diálogos, indicadores e a troca de experiência entre os atores.

A programação será transmitida ao vivo pelo canal do Ministério da Cidadania no Youtube. Os interessados podem contribuir enviando dúvida e sugestões aos expositores por meio do endereço eletrônico: unidospelavida [at] cidadania [dot] gov [dot] br.

Confira abaixo a programação completa da 22ª Semana Nacional de Políticas Sobre Drogas:

Programação II Seminário Intersetorial de Prevenção, Conscientização e Combate às Drogas

 

Associação ISSUP Brasil participa da 22ª Semana Nacional de Políticas sobre Drogas

Coronavirus ou Tabagismo - Quem mata mais?

Tabagismo e Coronavírus: uma combinação fatal

O tabagismo é a principal causa evitável de doença e morte não só nos Estados Unidos como também no Brasil. A perspectiva de mortalidade atual pelo uso do cigarro em países desenvolvidos e em países em desenvolvimento é de 6 milhões.

De acordo com o balanço da Universidade Johns Hopkins no dia 17/06/2020, o mundo tem mais de 445.000 mortes pelo coronavírus.

Então, quando analisamos os hiperbólicos números, vemos que o mundo está acometido de duas pandemias e uma delas, a maior, favorece o agravamento da infecção e a transmissão do vírus da outra. O tabagismo também ajuda na diminuição da imunidade, na piora da sintomatologia pulmonar e no agravamento do estado do paciente.

Isso é muito grave e, por isso, cuidar e ajudar fumantes a abandonar o vício é de fundamental importância para evitar também o agravamento da pandemia pelo coronavírus.

Apesar do Brasil ter avançado enormemente na redução e no controle do tabagismo através de leis nacionais de fumo em ambiente fechado, e ter o tratamento já disponibilizado na atenção básica, ainda temos uma grande população de fumantes no país e o risco de novos fumantes principalmente os jovens que iniciam no cigarro através de experimentação de narguilé, juul entre outras formas de utilização do tabaco.

 

Riscos relativos ao coronavírus referentes ao tabagismo

É importante que a população entenda que todas as formas de uso do tabaco podem elevar o risco de desenvolver Covid-19, inclusive quadros mais graves e potencialmente fatais.

O ato de fumar leva as mãos do fumante ao contato com o rosto e lábios de um cigarro que pode estar contaminado.

A utilização de narguilés e cigarros eletrônicos para vaporizar nicotina ou tetrahidrocanabinol (THC) aumenta a probabilidade de transmitir o vírus devido ao respectivo compartilhamento de piteiras e mangueiras e de dispositivos que permitem exalar gotículas de vapor que podem contaminar também os fumantes passivos.

Os fumantes de tabaco aquecido apresentam os mesmos riscos de complicações dessa doença que os usuários do cigarro tradicional.

A exposição à fumaça ou vapor de tabaco é o principal fator de risco para doenças respiratórias. Por afetar a resposta imune do organismo, também contribui para infecções virais e bacterianas. Sim, o tabagismo prejudica nosso sistema de defesa e a reação a vírus e bactérias, o que torna os fumantes mais vulneráveis às doenças infecciosas.

Estudos mostram que os pacientes de pneumonia com Covid-19 e sua progressão para formas mais graves e morte foram 14 vezes maiores entre fumantes do que para não fumantes. Uma explicação para isso é que muitos tabagistas já têm desenvolvida a doença pulmonar obstrutiva crônica, onde existe uma enzima que facilita a contaminação pelo vírus das células pulmonares.

 Isto também é possível ocorrer aos usuários de cigarros eletrônicos e tabaco aquecido. Fumantes que já apresentam doenças pulmonares e capacidade respiratória reduzidas e doenças cardíacas são mais susceptíveis a ocorrência da Covid-19.

A cada tragada de cigarros ou de produtos similares, o fumante inala considerável volume de monóxido de carbono. A grande afinidade de ligação deste monóxido com a hemoglobina gera a carboxiemoglobina, que acarreta baixo nível de oxigênio no sangue, o que resulta em menor tolerância ao exercício e ao esforço físico.

Entre os fumantes que podem ser alvos do coronavírus, o baixo nível de oxigênio no sangue e a exposição a outras toxinas do tabaco levam à disfunção da camada que reveste o interior dos vasos sanguíneos e linfáticos, a um processo inflamatório generalizado e à maior formação de coágulos.

 

Janela de Oportunidade para cessar o Tabagismo

Tudo isso reforça a necessidade de ampliarmos a conscientização para os fumantes. Temos uma janela de oportunidade crítica para cessar o tabagismo e aumentar a vigilância nesse público a fim de prevenir, detectar e tratar rapidamente eventuais quadros de Covid-19.

Parar de fumar é uma medida de proteção decisiva e que deve ser encorajada pelos profissionais de saúde aos pacientes como uma das melhores ações para minimizar problemas sérios pelo Sars-CoV-2.

Os médicos precisam investigar se o paciente fuma — isso é indissociável da história e do exame clínico — e incluir a cessação do vício no rol de boas práticas para o controle da pandemia.

Fontes:

https://www.hcor.com.br/hcor-explica/outras/tabagismo-e-coronavirus/ - Acesso em 17/06/2020

https://coronavirus.jhu.edu/map.html - Acesso em 17/06/2020

https://saude.abril.com.br/blog/com-a-palavra/por-que-coronavirus-e-tabagismo-sao-uma-combinacao-fatal/ - Acesso em 17/06/2020

Tabagismo e Coronavirus - combinação fatal

Perdeu ou quer rever? Solidariedade: como o brasileiro ajuda o próximo

No dia 05 de maio, a Mobilização Freemind e o capítulo Nacional da ISSUP no Brasil tiveram o prazer e a benção de um bate-papo ao vivo com dois padres muito queridos e grande parceiros nossos: Padre Renato Chiera - Fundador e Presidente da Casa do Menor São Miguel Arcanjo – e o Padre Evandro Torlai – Vice-Presidente da Aliança de Misericórdia.

Neste bate-papo, pudemos conhecer um pouco mais cada uma das obras que esses padres representam, todo o trabalho que eles fazem, todas as dificuldades que enfrentam, sobretudo agora em tempos de pandemia, mas também pudemos reconhecer como o brasileiro é solidário e não mede esforços para ajudar o próximo.

Duas obras e dois padres que são exemplo e lição de vida para cada um de nós. Se você não assistiu ou quer assistir novamente, a live está disponível em nosso canal do YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=hjS57kssWlM&t=22s

Padre Renato Chiera é fundador e presidente da Casa do Menor São Miguel Arcanjo que, em 34 anos de atividades aqui no Brasil, já ajudou mais de 100 mil crianças, adolescentes e jovens a reescreverem as suas histórias com novos valores humanos inspirados no Evangelho.

Ele nos contou que a Casa do Menor nasceu para responder ao grito de meninos e meninas que estavam sendo assassinados e que não queriam morrer. Eram gritos por amor, gritos por presença, gritos por futuro...

O grito por amor e presença fez com que, hoje, a Casa do Menor esteja em 4 estados, com 3 unidades de acolhimento institucional e 11 casas com 136 crianças, adolescentes e jovens.

Em resposta a um segundo grito, um grito por oportunidade e autoestima, a Casa do Menor se fez presente em 8 unidades nas comunidades pobres periféricas do Brasil, com um trabalho comunitário que atende, de forma rotativa, cerca de 1.300 crianças e jovens de até 18 anos oferecendo atividades lúdicas, esportivas e de lazer.

Um terceiro grito – por futuro – também não ficou sem resposta e a Casa do Menor oferece cursos profissionalizantes em 4 unidades no Brasil e atende 4.636 jovens.

Padre Renato diz que mora em Miguel Couto, periferia da periferia da periferia do Rio de Janeiro, e que se sente muito alegre em acender luzes para essa população, em ser ponto de referência e de esperança e em poder anunciar o amor de Deus.

Fala também sobre outro grito – o grito por Deus Amor – presença de alguém que nunca nos abandona e nunca nos trai. Aqui mostra que com seu trabalho e de todo o corpo da Casa do Menor, através de atitudes (e não só palavras), os meninos e meninas podem se sentir amados e seguros: “Quando eles sentem que têm valor, passam a se amar mais também e começam a querer estudar, trabalhar e construir um projeto de vida”.

Quanto à pandemia de coronavírus, Padre Renato diz que estão atendendo quase 5 mil pessoas em suas necessidades e que, por isso estão fazendo campanhas para arrecadarem cestas básicas, material de higiene e limpeza, máscaras e álcool gel.

Além disso, a Casa do Menor tem hoje 4 linhas telefônicas abertas como ponto de escuta, para que as pessoas possam ligar, desabafar, chorar. Neste tempo de tantas dificuldades e em que ninguém quer escutar ninguém, a ajuda às vezes pode ser somente em forma de escuta! Outra ação muito bonita está sendo feita por amigos médicos da Casa do Menor que se dispuseram a dar orientação médica aos mais necessitados.

“É tempo de fazer da humanidade uma só família, de sermos solidários. Se você quer ser feliz, faça os outros felizes”, nos diz Padre Renato Chiera do alto dos seus 78 anos de vida.

Para poder continuar ajudando tantas pessoas e também manter os 183 colaboradores da Casa do Menor e suas famílias, padre Renato nos lembra que a ajuda de todos, qualquer que seja ela, é de enorme valia e diz que “a solidariedade não nos faz mais pobres: ela nos faz mais felizes! A felicidade é consequência das nossas escolhas e a indiferença é um vírus mais destruidor que o coronavírus”.

Então, se você pode e quer ajudar, saiba como fazer isso em https://casadomenor.colabore.org/, ou pelo telefone 55 (21) 98719-3997 (com Helen). Depósitos e transferências bancárias também podem ser feitos nos seguintes bancos:

Banco Santander – Agência 4447 – Conta Corrente 13001526-9

Banco Bradesco – Agência 0933 – Conta Corrente 2307-8

Banco Itaú – Agência 0201 – Conta Corrente 54.916-9

CNPJ Casa do Menor São Miguel Arcanjo: 32.011.876/0001-20

 

Na sequência foi a vez do Padre Evandro Torlai, vice-presidente da Aliança de Misericórdia, falar um pouco sobre este Movimento Eclesial nascido na cidade de São Paulo no ano 2000, com o intuito de ser uma comunidade para anunciar a misericórdia de Deus aos mais pobres, espiritual e materialmente.

A Aliança de Misericórdia está presente em 58 cidades do Brasil e outros 7 países (Portugal, Itália, Polônia, Bélgica, Venezuela, República Dominicana e Moçambique), fazendo um trabalho de evangelização e buscando alcançar aquelas pessoas mais sofridas que vivem uma vida de vulnerabilidade social em favelas, em comunidades carentes e em regiões de extrema pobreza.

O trabalho da Aliança é belíssimo porque eles vão até os irmãos de rua, é feita uma triagem de acompanhamento e depois o acolhimento. Muitas vezes, para fazer essa evangelização nas ruas e mostrar proximidade com os irmãos, os evangelizadores da Aliança chegam a dormir na rua com eles, antes de indicar uma das casas da comunidade onde eles podem receber atendimento, tomar um banho, fazer uma refeição. Na sequência, os que desejam são encaminhados para as casas de acolhida masculinas e femininas na região de São Paulo, Minas Gerais e Ceará.

Cita como exemplo de suas atividades uma casa de atendimento para a população de rua no bairro do Brás, na cidade de São Paulo: a casa “Restaura-me”. Nessa casa, colaboradores e voluntários fazem diariamente o atendimento dos moradores de rua. Eles chegam na casa por volta de 08h00 da manhã, tomam o café da manhã e são encaminhados para atividades educativas.

Também recebem nessa casa uma assistência psicossocial e espiritual com o objetivo de despertar em seus corações a fé, o amor, o amor a Deus, o espírito de cidadania e o desejo de poder sonhar de novo e de esperar um caminho diferente para suas vidas. Essa casa não tem condições de acolhê-los para dormir, por isso, eles passam o dia na casa e dormem em albergues.

A Aliança tem vários exemplos de pessoas em situação de total vulnerabilidade, moradores da Cracolândia, por exemplo, que foram acolhidos e nesse acolhimento receberam esse amor concreto e passaram por um processo de restauração completo, manifestando a vontade de deixarem a vida que levavam e seguiram um caminho de recuperação em uma de nossas casas de acolhida.

Gumercindo é uma dessas pessoas. Ao terminar sua caminhada de recuperação, ele sentiu o chamado de Deus e quis oferecer sua vida para ajudar outras pessoas. Ele foi, então, contratado como educador na casa Restaura-me, fez o curso de Assistência Social, namorou, casou e trabalha na Aliança até hoje, sendo muito querido por todos.

“Quando a gente faz uma experiência concreta do amor, o amor transforma! É quase impossível ficarmos indiferentes ao amor, sobretudo ao amor de Deus!”, diz Padre Evandro.

O trabalho da Aliança de Misericórdia com as pessoas moradoras em comunidades vulneráveis nasceu com as Casas Belém, inseridas nas comunidades mais carentes. Cada missionário e colaborador é chamado a entrar na realidade destas pessoas e junto a elas buscar amenizar seu sofrimento por meio da escuta, da acolhida, do cuidado.

A partir das Casas Belém foram nascendo diversos programas sociais direcionados às famílias moradoras destes locais, em diferentes cidades e estados do Brasil. No município de São Paulo, a Aliança atua de forma especial nas Comunidades do Moinho e do Parque Taipas.

Nessas comunidades, a Aliança de Misericórdia faz um trabalho com crianças em projetos sociais: são 2 creches, além de Centros para Crianças e Adolescentes que oferecem no contraturno escolar: atividades educativas, reforço escolar, artesanato, dança e artes, de forma geral.

Padre Evandro fala sobre todas as dificuldades que a Aliança passa no seu dia a dia e, em especial, agora, durante a pandemia. Ele nos lembra que os recursos materiais são necessários e fundamentais, mas a principal ajuda que precisam é da oração de cada pessoa, pois o trabalho que realizam é uma batalha espiritual.

Outra forma de ajudar a Aliança é sendo um voluntário - não é preciso ter posses para ajudar: “Ninguém é tão pobre que não tenha algo para dar e ninguém é tão rico que não tenha nada para receber” – as pessoas podem frequentar as casas da Aliança para costurar, ajudar na limpeza, fazer artesanato, fazer um serviço de casa... “A maior caridade não é dar tudo que tenho, mas dar aquilo que eu sou... dar o meu tempo, a minha vida, as minhas habilidades. Bens materiais a gente transfere daqui para lá, mas nosso tempo – não! Eu só posso dar o meu tempo estando presente!”.

Além das orações e do trabalho voluntário, você pode ajudar de várias outras formas: comprando os produtos da Aliança em https://www.lojadamisericordia.com.br/, fazendo sua doação pelos telefones (11)94192-0806 (WhatsApp) / (11) 99831-9207 (com Cristiane Araújo) ou ainda, fazendo um depósito de qualquer valor na conta:

Associação Aliança de Misericórdia
CNPJ: 04.186.468-0005-05
Banco Bradesco 237 - Agência 3137-2 C/C 8637-1

Outra forma de ajudar é doando seu Cupom Fiscal para a Aliança. É rápido e simples. Veja o passo a passo e seja um doador:

Faça login no site 👇🏻

1- www.nfp.fazenda.sp.gov.br e cadastre-se
2- No menu " Entidades", escolha " Doação de Cupons com o CPF (automática)
3- Pesquise o CNPJ da Aliança 04.186.468/0001-73 e selecione o período de sua doação
4- Resgate seus créditos anteriores periodicamente, clique em conta corrente, "Utilizar créditos" e siga as demais orientações do sistema.

Pronto! Agora basta colocar seu CPF em todas as suas notas.
Contatos: notafiscalpaulista [at] misericordia [dot] com [dot] br
(11) 3120-9173

Que estas histórias lindas de vida e de doação nos façam refletir sobre nossas atitudes e nos façam ter a certeza de que, como disse o Padre Renato: “Se você me acorda, eu acordo com muita alegria, pois sei que VOCÊ é JESUS que me visita e que bate à minha porta!”.

Saiba mais sobre a Casa do Menor em http://casadomenor.org/ e sobre a Aliança de Misericórdia em https://misericordia.com.br/.

Reja a Live com Especialistas de 05 de maio - Padre Renato Chiera e Padre Evandro Torlai

Habilidades de Vida e a prevenção ao consumo de substâncias psicoativas

De acordo com Botvin (2004) e Sloboda (2004) há evidências empíricas que os programas de prevenção, como o de Habilidades de Vida, baseados no conhecimento, identificação dos fatores de risco e desenvolvimento de habilidades psicossociais relacionadas às drogas apresentam maior eficácia. Um dos exemplos de utilização do modelo de habilidades de vida para a prevenção ao uso de substâncias psicoativas, com maior sucesso e tempo de aplicação é o trabalho de mais de 20 anos realizado por Botvin e colaboradores, da Universidade de Cornell, Estados Unidos. Tendo como palco de ação a escola, o programa denominado Life Skills Training (BOTVIN; 1998, 2004) é direcionado a todos os alunos da instituição, sendo composto por três eixos principais:

1º - Desenvolvimento de habilidades de controle pessoal: São desenvolvidas competências de tomada de decisões e resolução de problemas, pelas quais se espera que o adolescente se torne competente na identificação dos problemas, definição de metas, estabelecimento de soluções e avaliação das consequências dos seus atos.

É fundamental que neste primeiro momento do trabalho se ensine aos adolescentes como estabelecer metas realistas, assim como submetas, indicando os benefícios em avaliar e recordar os progressos já alcançados, bem como lidar com o sucesso e mesmo com o fracasso ao longo da vida.

É também importante que neste primeiro momento da intervenção se favoreça ainda o desenvolvimento de habilidades como lidar com o estresse, através do ensino de técnicas de relaxamento, além de lidar com sentimentos de raiva e frustração, as quais contribuirão para a redução de reações impulsivas.

Além disso, os jovens devem ser estimulados a realizarem um projeto de autoavaliação, no qual poderão pensar sobre o que gostariam de melhorar ou mesmo transformar neles mesmos.

Segundo Botvin (2004), os objetivos do ensino desses princípios básicos de comportamento pessoal estão diretamente relacionados com a elevação da autoestima.

2º- O segundo eixo a ser trabalhado junto aos jovens são as competências utilizadas na interação social:  inicialmente é importante enfatizar o treinamento da habilidade de comunicação eficaz, construindo junto com os adolescentes maneiras eficazes de se evitar mal-entendidos, conhecer novas pessoas e estabelecer e manter amizades.

Além do mais, o ensino de técnicas que auxiliem o jovem a iniciar e manter uma conversa, bem como finalizá-la de maneira agradável, dar e receber cumprimentos, além de como realizar uma abordagem de indivíduos do sexo oposto.

Os jovens também são estimulados a fazer valer seus direitos, realizando solicitações e recusando pedidos desprovidos de razão. Um exemplo de exercício a ser utilizado seria a criação de uma situação, como envolvendo a compra de um aparelho eletrônico que não esteja funcionando. Pode-se criar um cenário, no qual o jovem possa se dirigir até o “vendedor”, requerendo seu dinheiro de volta ou o conserto do aparelho, contribuindo para que o adolescente desenvolva uma comunicação eficiente e assertiva.

3º - Aumentar o conhecimento dos adolescentes concernente às drogas, além de promover o desenvolvimento de habilidades de resistência ao consumo e às influências sociais, como mídia, família e amigos.

O foco da intervenção passa a ser as consequências do uso de drogas, as expectativas dos jovens com relação às substâncias, os prejuízos sociais decorrentes do consumo, sendo realizados, por exemplo, exercícios em classe, que demonstrem os efeitos fisiológicos imediatos após o uso.

Botvin (2004) ressalta que o programa é realizado no período de três anos, tendo início preferencialmente com os alunos provenientes da 7ª série do ensino fundamental. Nos Estados Unidos, durante o primeiro ano, são realizadas 15 sessões, com aproximadamente 45 minutos de duração. Nos dois anos seguintes, são promovidas 10 sessões de reforço com os adolescentes da 8ª série e no último ano são feitas 5 sessões com os alunos já no 1º ano do ensino médio.

A OMS (1997) reitera que o ensino de habilidades de vida deve ser realizado mediante um processo de aprendizagem social e dedutivo, que possibilite ao jovem descobrir por ele mesmo, observando, estabelecendo conexões entre os conceitos e a realidade que os rodeia, sendo capaz de colocar em prática o que está sendo aprendido, além de receber retroalimentação dos adultos e do grupo de pares. Trata-se de um processo mais dinâmico que a simples transmissão de informação e exige oportunidades de prática ao longo do tempo.

Botvin (2004) argumenta que as habilidades de vida podem ser consideradas importantes fatores de proteção contra o uso de substâncias psicoativas. Segundo o autor, as habilidades são protetoras, uma vez que favorecem o aumento do bem-estar psicológico, contribuem para a redução das expectativas positivas do jovem frente às drogas, e ainda auxiliam no aumento da comunicação assertiva. O autor ainda considera que o desenvolvimento de um maior conjunto de habilidades de vida pode promover efeitos de resiliência entre os jovens, contribuindo assim para o menor consumo de álcool, tabaco e outras drogas.

Fontes:

http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-42812008000300009

http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1130667&pid=S1808-4281200800030000900002&lng=pt

http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1130668&pid=S1808-4281200800030000900003&lng=pt

O Modelo de Habilidades de Vida

Habilidades de Vida são capacidades para comportamento adaptativo positivo, que possibilitam-nos negociar eficazmente as demandas e desafios do cotidiano. Envolvem habilidades pessoais que potenciarão as relações interpessoais. A OMS sugere que programas sejam desenvolvidos para reduzir comportamentos de risco e aumentar cuidados com saúde física e mental. Adolescentes são uma população especial para estes programas, pela sua maior vulnerabilidade.

O modelo de habilidades de vida consiste em favorecer o desenvolvimento de um conjunto de dez competências, sendo agrupadas em categorias que se complementam: habilidades sociais e interpessoais, habilidades cognitivas e habilidades para manejar as emoções. O conjunto de habilidades psicossociais proposto é o seguinte:

1. Autoconhecimento: Esta habilidade pode ser entendida como a busca de perceber e reconhecer em si próprio pensamentos, sentimentos e comportamentos de maneira realista, sendo fundamental no desenvolvimento dos adolescentes. Esta habilidade relaciona-se ao conhecimento e aceitação de nossos pontos fortes e fracos, gostos e interesses.

2. Empatia: Pode ser conceitualizada como a capacidade em compreender as pessoas, sendo capaz de entender o que leva um indivíduo a comportar-se de determinada maneira. Trata-se de não julgar, antes aceitar a diferença, implicando em uma ação de solidariedade e aceitação.

3. Comunicação eficaz: Habilidade em se expressar, verbalmente ou não, de maneira apropriada diante de diversas situações. A comunicação assertiva está relacionada a um conjunto de pensamentos, sentimentos e ações que auxiliam o jovem no alcance de seus objetivos pessoais de forma socialmente aceitável.

4. Relacionamentos interpessoais: Trata-se da capacidade em iniciar, manter relacionamentos de forma satisfatória, os quais são importantes para o nosso bem-estar mental e social, além de ser capaz em terminar relações de maneira construtiva.

5. Tomada de decisões: Esta competência é compreendida pela capacidade em avaliar e deliberar as consequências, riscos e benefícios que uma situação pode apresentar, sendo possível escolher a melhor alternativa que propicie um maior estado de bem-estar, em detrimento daquelas que colocam em risco a integridade do indivíduo.

6. Resolução de problemas: É a capacidade de lidar com situações que causam tensão e/ou conflito de maneira construtiva, utilizando os recursos do próprio ambiente sem provocar danos aos demais. Trata-se de uma competência importante, pois permite enfrentar de maneira construtiva os problemas da vida, uma vez que os dilemas não solucionados podem se converter em fontes de mal-estar físico e mental.

7. Pensamento criativo: É a capacidade do indivíduo em buscar alternativas viáveis, através da flexibilidade de pensamento, com o objetivo de facilitar o manejo de situações diversas. Consiste na habilidade em utilizar a experiência, os recursos próprios do ambiente, sendo possível manejar os recursos do próprio pensamento como imaginar, inventar, recriar e observar. 

8. Pensamento crítico: Pode ser entendido como a habilidade de refletir, analisar e examinar as situações da vida pessoal e social a partir de diferentes ângulos, perspectivas e opiniões. Esta competência contribui de certa maneira para o bem-estar de cada um na medida em que permite reconhecer os fatores positivos, negativos, internos e externos que influenciam nossas atitudes e comportamentos, o que aumenta a capacidade para se resolver de maneira assertiva as dificuldades encontradas. O indivíduo crítico é capaz de fazer perguntas e não aceitar os acontecimentos sem desenvolver uma análise cuidadosa em termos de evidência, razões e suposições.

9. Lidar com os sentimentos e emoções: Esta habilidade auxilia no reconhecimento das emoções, perceber sua origem e identificar a maneira como estas influenciam os comportamentos, além de identificar melhores maneiras de expressá-las.

10. Lidar com o estresse: Trata-se da habilidade em reconhecer, avaliar possíveis fontes de estresse, encontradas em diferentes cenários da vida, além de identificar possíveis alternativas para reduzi-las, como realizar mudanças em relação ao ambiente ou ainda ligadas ao estilo de vida. Implica ainda a capacidade em solicitar auxílio familiar, de amigos e, caso necessário, apoio profissional, na tentativa de resolver as situações geradoras de tensão.

O ensino de habilidades de vida possibilita que os adolescentes tenham a oportunidade de adquirir novos conhecimentos, além de influenciar diretamente na formação de seus valores e atitudes.

Fonte:

http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-42812008000300009