Ampliam-se instituições que ajudam na prevenção e combate às drogas no País

O médico João Paulo Lotufo percorreu diversas cidades do País, nos primeiros 15 dias de outubro de 2019, realizando palestras. Nessas andanças, o médico percebeu como as instituições e organizações sem fins lucrativos ajudam pessoas com dependência química ou comportamento inadequado. Entre elas, o Amor-Exigente, que atua desde 1984, com apoio e orientação aos dependentes e aos familiares na realização de cursos, palestras e suporte com voluntários, num trabalho que abrange o Brasil e o exterior e é semelhante ao exercido pelo projeto Dr. Bartô.

Na coluna do dia 22 de outubro, Lotufo comenta sobre a importância desses grupos no combate ao uso de drogas e álcool no País, já que o Estado não consegue preencher essa deficiência que existe no Brasil.

Clique para ouvir na íntegra a coluna do Doutor Bartô e os Doutores da Saúde

https://jornal.usp.br/atualidades/ampliam-se-instituicoes-que-ajudam-na-prevencao-e-combate-as-drogas-no-pais/

Fonte: Jornal da USP

Ampliam-se instituições que ajudam na prevenção e combate às drogas no País

Early alcoholism: prevention is a challenge in search of your fight

A study by Lucia Parente and Luís Camboim reports the abusive presence of alcohol consumption by children and adolescents in our society. Alcoholism is a serious problem and considered a public health risk. Laws no. 9,294/96 and 8,069/90 prohibit the sale of alcoholic beverages to children under eighteen years of age, as a way to prevent young people from the consequences arising from this type of narcotics.

The indices show that the accessibility of young people to alcohol occurs frequently. It is perceived that children and adolescents use alcoholic beverages frequently, thus compromising their psychosocial development.

The research aims to understand the ways of combating early alcoholism, seeking to understand the concept of alcoholism, in addition to analyzing the main epidemiological surveys through legislation aimed at young people and evaluating how it is young people may be warned of alcohol use early.

The study may conclude that in relation to early consumption its consequences are of harmful proportions in all categories directed to the development of the body and mind that undergoes transformations in the adolescence period requiring a physical and psychological performance.

The epidemiological surveys analyzed clearly reflect that alcohol use is still present in our society, challenging public strategies and policies for its prevention and control.

Brazilian legislation implemented and directed at children and adolescents cites prohibitions and penalties in the form of the Law for the sale and consumption of beverages to the said public as a way to eradicate this problem in our society. Public policies emerge as a form of prevention, calling states and groups to develop strategies and control early alcoholism sensitizing the population.

Forms of prevention beyond public policies also rely on family, schools and communities in search of awareness of causes that can influence early drug use, such as alcohol. In view of this scenario, it can be concluded that early alcoholism is still a social and public health problem challenging our society.

Source: Unesp

Deputado do Mato Grosso do Sul propõe medidas de prevenção ao uso de drogas em universidades

As universidades particulares e públicas de Mato Grosso do Sul poderão criar órgãos colegiados para discutir, planejar e implementar campanhas de prevenção ao uso de drogas ilícitas em todo o campus universitário. É o que prevê Projeto de Lei de autoria do deputado Marcio Fernandes, apresentado durante a sessão ordinária realizada no dia 30 de outubro.

Conforme a proposta, o colegiado deverá ser composto por representantes discentes, docentes e servidores da universidade. As campanhas deverão considerar as drogas ilícitas mais utilizadas na comunidade, a redução dos fatores de risco detectados, os fatores de proteção identificados e as características específicas do público-alvo. 

As universidades ficarão encarregadas de promover, na primeira semana de aula após o período de matrículas, atividades educativas para orientar sobre os riscos associados ao consumo de substâncias psicoativas, para aconselhar os acadêmicos e realizar avaliação psicossocial. As campanhas ainda deverão abordar o desenvolvimento das seguintes habilidades sociais: autoestima, assertividade, resiliência, comunicação, relacionamento, hábitos de estudo, resolução de problemas sociais, autocontrole e estanqueidade de violência.

Nos casos detectados como grupo vulnerável, a direção da universidade deverá dar atenção psicossocial e priorizar a participação em atividades esportivas, culturais e em programas de socialização. “O ingresso na universidade representa o transpasse da adolescência para vida adulta. É um período de aquisição de novos conhecimentos, não apenas acadêmicos, mas também experiências sociais, afetivas e pessoais.

Neste momento, o estudante pode estar exposto à exacerbada vulnerabilidade que propicia grande risco para experimentação, uso e abuso de drogas. Portanto, é necessária a intervenção do Estado com medidas para coibir o uso de substâncias ilícitas”, destacou o deputado. Marcio disse ainda que há um consenso no meio científico de que o uso e abuso de substâncias psicotrópicas é multifatorial. “Os principais fatores envolvidos são curiosidade, obtenção de prazer, influência do grupo, pressão social, baixa autoestima e dinâmica familiar. Por isso, é imprescindível a implantação de políticas de prevenção”.

Fonte: Diário Digital

Deputado do Mato Grosso do Sul propõe medidas de prevenção ao uso de drogas em universidades

Dependência Química: Quais são os tipos de tratamento

Muitas pessoas não sabem que dependência química é uma doença crônica que possui tratamento. Ela se caracteriza pelo abuso de álcool, maconha, cocaína, crack ou outras substâncias entorpecentes, lícitas ou ilícitas. Esse tipo de doença afeta todos os aspectos da vida de um indivíduo e pode ser causado por múltiplos fatores genéticos, ambientais, sociais, familiares e individuais. A facilidade de acesso às drogas aumenta a incidência desse transtorno no mundo, tornando o tratamento e prevenção da dependência química um assunto de saúde pública.

Segundo dados do Relatório Mundial sobre Drogas 2017, elaborado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), cerca de 250 milhões de pessoas usaram drogas em 2015; entre elas, aproximadamente 29,5 milhões apresentaram algum tipo de transtorno relacionado ao consumo dessas substâncias, incluindo dependência química.

O uso de drogas normalmente começa com fins recreativos ou como uma fuga da realidade. Mas, quando a necessidade de consumí-las passa a ser incontrolável, o usuário se torna dependente, apresentando distúrbios físicos, emocionais e mentais. Com o tempo, cria-se tolerância às substâncias e as doses começam a aumentar para se obter os mesmos efeitos de antes, o que pode levar a uma overdose.

Tratamentos indicados

A escolha de tratamentos para dependência química começa com um diagnóstico criterioso, realizado por uma equipe multidisciplinar, que deve levar em consideração as especificidades de cada caso. A partir daí, é montada uma estratégia de tratamento personalizada, que deve ser revista periodicamente, visando o atendimento das múltiplas necessidades do paciente e a reorganização de sua vida como um todo.

Os principais entraves para a busca de uma orientação especializada são a negação da doença, a falta de apoio e o medo do estigma social negativo. Além disso, muitos amigos e familiares não sabem como ajudar um dependente químico ou desconhecem a existência de tratamentos especializados. Para esclarecer essas dúvidas, destacamos abaixo os principais tratamentos para abuso de drogas.

Desintoxicação

A desintoxicação é apenas uma das fases do tratamento para dependência química. Essa etapa é considerada a mais crítica, pois o paciente recebe assistência médica durante um determinado período de tempo — geralmente 24 horas — para a eliminação das drogas do seu organismo.

Medicamentos

O abuso de drogas pode ser um fator de risco para a contração e o desenvolvimento de algumas doenças físicas e mentais, tais como esquizofrenia, depressão, transtorno de personalidade, cirrose, câncer, insuficiência renal, HIV, hepatite B e C, sífilis, lesões cerebrais e desnutrição; também pode ser uma consequência de algumas dessas enfermidades.

Por isso, o uso de medicamentos no tratamento da dependência química é indicado na maioria dos casos, devendo ser realizado com o acompanhamento constante, a avaliação do quadro do paciente, a realização de exames e o cuidado com efeitos colaterais e interações medicamentosas. Esse tipo de tratamento normalmente é feito em conjunto com a psicoterapia.

Psicoterapias

Diversas abordagens psicoterapêuticas têm sido eficazes no tratamento da dependência química, entre elas a psicanálise, a terapia cognitivo-comportamental, a terapia em grupo e a terapia ocupacional. As psicoterapias se baseiam na aplicação de um conjunto de técnicas e métodos psicológicos, podendo ter objetivos diferentes, como a solução de problemas, a modificação de comportamentos e o auxílio no desenvolvimento de novas concepções sobre si mesmo e o mundo. A opção por uma dessas modalidades depende dos sintomas apresentados, do grau de evolução do transtorno, da estratégia de tratamento e da aceitação e personalidade do paciente.

Internações

De modo geral, as internações são realizadas quando o paciente necessita de assistência integral e multidisciplinar ou apresenta comportamentos agressivos e pensamentos suicidas. A Lei 10.216/2001, conhecida também como Lei de Proteção e Direitos das Pessoas Portadoras de Transtornos Mentais, prevê as formas de internação voluntária, involuntária e compulsória.

Voluntária

Como o nome sugere, esse tipo de internação é feito com o consentimento do usuário, com base na avaliação e indicação de uma equipe de profissionais especializados. Na maioria dos casos, o paciente solicita sua internação voluntariamente e passa para o tratamento ambulatorial quando recebe a alta hospitalar.

Involuntária

A internação involuntária pode ser solicitada por um familiar, responsável legal ou especialista que acompanha o tratamento, sendo realizada sem o consentimento do dependente químico. Em geral, o usuário não tem a percepção crítica da necessidade de internação e oferece risco iminente para si mesmo ou para outras pessoas.

Compulsória

A internação compulsória é determinada pela Justiça mediante um pedido formal de um médico, que precisa fazer um laudo atestando que a pessoa não tem condições físicas e psicológicas para procurar tratamento sem intervenção de um terceiro. Quando falamos de abuso de drogas e dependência química, informação e conscientização são essenciais.

Fonte: Hospital Santa Monica


 

Dependência Química: Quais são os tipos de tratamento

Relações mesossistêmicas entre família, escola e instituição de apoio social: um estudo sobre a prevenção à drogadição

Um estudo realizado pelo Mestre em Psicologia - Evaldo de Souza Fernandes, da Universidade de Brasília, abordou diversos pontos sobre a prevenção ao uso de substâncias, no quesito familiar, escolar e social. 

O uso de drogas ganhou destaque nas últimas décadas do século XX. De acordo com as estatísticas, entre 3,5% e 7,0% da população mundial na faixa etária dos 15 aos 64 anos são usuárias de algum tipo de droga ilícita. Hoje em dia, o fenômeno da drogadição e seus desdobramentos já são considerados, em escala mundial, uma grande questão social e de saúde.

No Brasil, o panorama também é preocupante. Pesquisas informam que existem, nas capitais do Brasil e no Distrito Federal, cerca de 370 mil usuários regulares de crack, cujo consumo, em média, é de 16 pedras de crack por dia.

Diante desse cenário tão preocupante, a pesquisa teve como objetivo investigar as relações mesossistêmicas entre família, escola e instituição de apoio social na prevenção da drogadição.

Foram estudados fatores de risco e prevenção à drogadição com sete famílias com estilo parental de risco e filhos adolescentes na faixa etária entre 10 e 14 anos de idade. Foram encontrados, nas sete famílias pesquisadas, três tipos de arranjo familiar: biparental com pai/mãe biológicos ou com mãe/padrasto e uniparental materna.

Foi investigada a relação no contexto do microssistema familiar relacionado aos estilos e práticas parentais de risco à drogadição. Também foram investigadas as práticas e estilos educacionais de professores e educadores sociais nos microssistemas escolas e instituição de apoio social relacionados a fatores de risco e prevenção. Outro aspecto investigado foi a relação dinâmica mesossistêmica das relações entre esses microssistemas associadas aos fatores de prevenção e risco à drogadição.

A pesquisa revelou que os microssistemas familiares apresentaram estilo e prática parental de altíssimo risco à drogadição nos filhos. Em situação semelhante, os estilos e práticas educativas dos professores e educadores sociais também se mostraram pouco eficientes com relação a ações preventivas à drogadição. Quanto as relações mesossistêmica, entre família, escola e instituição de apoio social, os resultados se apresentaram mais desfavoráveis aos fatores de prevenção em relação aos de risco.

Os resultados demonstraram que há divergências entre a percepção de pais, professores e gestores quanto a aspecto comunicacionais de engajamento da família em atividades escolares e relacionados à necessidade de formação familiar para lidar com a temática da drogadição. Os resultados dessa pesquisa poderão contribuir com informações para ações comunitárias, atuações religiosas, cursos de formação para profissionais da educação e áreas afins, assim como também para formação de políticas públicas educacionais e de assistência social em atenção preventiva à drogadição em adolescentes

Para ter acesso ao estudo completo, veja: https://bit.ly/2q41C2A

Relações mesossistêmicas entre família, escola e instituição de apoio social: um estudo sobre a prevenção à drogadição

Medidas de prevenção é o melhor caminho contra o consumo de drogas

Muitos perguntam qual é o caminho mais eficaz para combater o consumo de substâncias psicoativas e a resposta é simples: Prevenção, através da educação e da informação.

Segundo Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE - 2015), dos cerca de 2,6 milhões de estudantes que cursavam o 9º ano do ensino fundamental em 2015, 55,5% (1,5 milhão) já havia consumido bebida alcoólica alguma vez, percentual superior ao observado em 2012 (50,3% ou 1,6 milhão). A proporção dos que já experimentaram drogas ilícitas subiu de 7,3% (230,2 mil) para 9,0% (236,8 mil) no mesmo período. Em relação ao consumo atual de álcool e drogas ilícitas, respectivamente, 23,8% (626,1 mil) e 4,2% (110,5 mil) dos estudantes tinham feito uso dessas substâncias nos últimos 30 dias antes da pesquisa.

De 2012 para 2015, a experimentação precoce de bebida alcoólica subiu de 50,3% para 55,5%. Tanto a experimentação quanto o consumo atual de bebida alcoólica é maior entre as meninas. O indicador de experimentação foi de 56,1% para as meninas e de 54,8% para os meninos, e o consumo atual foi de 25,1% para elas e 22,5% para eles.

Dados como esses são preocupantes, uma vez que estudos da CADCA (Coalizões Comunitárias Antidrogas da América) comprovam que 90% das pessoas que são dependentes químicos começaram a usar drogas antes de completar 18 anos. Ou seja, o que isso significa? Que o papel da Prevenção é muito importante a fim de evitar ou retardar, ao máximo, o início do uso de drogas, já que o cérebro de crianças e adolescentes ainda está em desenvolvimento e quanto mais cedo a pessoa começar a usar substâncias, maiores serão as chances de se tornarem dependentes.

Por isso, a PREVENÇÃO ao uso de drogas, foi definida como assunto principal do nosso evento, que contará com a participação de 12 palestrantes internacionais, 36 palestrantes nacionais, 12 moderadores para os painéis temáticos,  salas de bate-papo internacional, além de vários outros eventos paralelos.

O Tema do 6º Congresso Internacional Freemind 2019 é: Perder o futuro seria uma droga. Qual o impacto do álcool e do tabaco junto aos nossos filhos?  O evento é uma realização da Mobilização Freemind e Capítulo Nacional da ISSUP no Brasil (Sociedade Internacional de Profissionais da Prevenção e Tratamento de Uso de Substâncias) e acontecerá de 4 a 7 de dezembro, em Águas de Lindóia, localizada no Estado de São Paulo.

As inscrições para o 6º Congresso Internacional Freemind podem ser feitas online pelo site www.freemind.com.br  

Veja em nosso site a lista completa de todos os Palestrantes, a Programação em todos os Auditórios, todos os apoiadores e parceiros do evento www.freemind.com.br

ISSUP e a Mobilização Freemind

A ISSUP é uma organização global, sem fins lucrativos, não-governamental para apoiar o desenvolvimento de uma rede profissional de prevenção e tratamento e servir como ponto de informações sobre prevenção e tratamento do uso de substâncias. O Capítulo Nacional da ISSUP no Brasil nasceu da necessidade de criar um ponto focal para reunir muitas instituições, profissionais e voluntários que trabalham no campo de redução consumo de drogas em todo o país.

Entre as entidades apoiadores da ISSUP estão: Organização Mundial da Saúde (OMS), Organização das Nações Unidas (ONU), Organização dos Estados Americanos (OEA), Cooperação para o Desenvolvimento da Ásia e Pacífico, União Africana e Agência de Leis Internacionais para Narcóticos (INL).

A Mobilização Freemind é entidade anfitriã da ISSUP no Brasil e surgiu após o encontro de seu idealizador com um jovem dependente, machucado e faminto, numa madrugada, em São Paulo.  A partir daí outras pessoas se uniram e passaram a formar um grupo, para tentar fazer algo em favor de uma causa que há tempos assusta e entristece a sociedade brasileira e mundial: a dependência química. Segundo seus Idealizadores (Dedé Martelli e Paulo Martelli), a ideia desta mobilização é despertar a sociedade para o grande problema das drogas.

Serviço

Evento: 6º Congresso Internacional Freemind
Data: 4 a 7 de dezembro de 2019
Horário de abertura: 19h
Local: Centro de Convenções do Hotel Majestic
Endereço: Praça Dr. Vicente Rios, 160 - Jardim Paraíso, Águas de Lindóia - SP

Para mais informações
Tel: 19997930240
Contato: Bruna de Oliveira Fernandes
E-mail:
brunadeoliveiraf [at] gmail [dot] com ()

6 Congresso Internacional Freemind 2019

6º Congresso Internacional Freemind: 36 palestrantes nacionais estão confirmados

6º Congresso Internacional Freemind: 36 palestrantes nacionais estão confirmados 

A Mobilização Freemind e Capítulo Nacional da ISSUP no Brasil (Sociedade Internacional de Profissionais da Prevenção e Tratamento de Uso de Substâncias) estão promovendo este ano o 6º Congresso Internacional Freemind, que acontecerá de 4 a 7 de dezembro, em Águas de Lindóia, localizada no Estado de São Paulo. O Tema do Congresso esse ano é: Perder o futuro seria uma droga. Qual o impacto do álcool e do tabaco junto aos nossos filhos?

O evento contará com 11 palestrantes internacionais, 36 nacionais, 20 painéis temáticos, 8 salas de bate-papo internacional e 12 eventos paralelos.  Estarão presentes mais de 50 personalidades ligadas às áreas de saúde, educação, esporte, prevenção, tratamento e assistência social, entre outras.

Entre os palestrantes nacionais estão: Dr. Augusto Cury, Padre Haroldo Rahm, Dr. Ronaldo Laranjeira, o Dr. Mário Sérgio Sobrinho, Dr. João Paulo Becker Lotufo, Dr. Osmar Gasparini Terra, Sebastião Dias de Oliveira, Dr. Quirino Cordeiro Júnior, Dr. Janaina Conceição Paschoal, Padre João Henrique, Guilherme Campos Jr., Dr. Mário Ghio Junior, Padre Renato Chiera, Dr. Anthony Wong, Nelson Giovanelli Rosendo, Dra. Zila Van Sanchez, Rodrigo Flaire, Dr. Guilherme Athayde Ribeiro, Adalberto Calmon, Alberto José de Araújo, Ana Cecília P. Roselli, Dr. Carlos Salgado, Egon Schlüter, Dra. Ana Cecília Marques e Floriano Pesaro.

As inscrições para o 6º Congresso Internacional Freemind podem ser feitas online pelo site www.freemind.com.br  

Veja em nosso site a lista completa de todos os Palestrantes, a Programação em todos os Auditórios, todos os apoiadores e parceiros do evento www.freemind.com.br

ISSUP e a Mobilização Freemind

A ISSUP é uma organização global, sem fins lucrativos, não-governamental para apoiar o desenvolvimento de uma rede profissional de prevenção e tratamento. Ela serve como ponto focal para informações sobre prevenção e tratamento do uso de substâncias. O Capítulo Nacional ISSUP no Brasil nasceu da necessidade percebida de criar um ponto focal que reúne muitas instituições, profissionais e voluntários que trabalham no campo de redução do consumo de drogas em todo o país.

Entre as entidades apoiadores da ISSUP estão: Organização Mundial da Saúde (OMS), Organização das Nações Unidas (ONU), Organização dos Estados Americanos (OEA), Cooperação para o Desenvolvimento da Ásia e Pacífico, União Africana e Agência de Leis Internacionais para Narcóticos. 

A mobilização Freemind é entidade anfitriã da ISSUP no Brasil e surgiu após o encontro com um jovem dependente, machucado e faminto, numa madrugada, em São Paulo.  A partir daí outras pessoas se uniram e passaram a formar um grupo, para tentar fazer algo em favor de uma causa que há tempos assusta e entristece a sociedade brasileira e mundial: a dependência química. Segundo seus Idealizadores (Dedé Martelli e Paulo Martelli), a ideia desta mobilização é despertar a sociedade para o grande problema das drogas.

Serviço

Evento: 6º Congresso Internacional Freemind
Data: 4 a 7 de dezembro de 2019
Horário de abertura: 19h
Local: Centro de Convenções do Hotel Majestic
Endereço: Praça Dr. Vicente Rios, 160 - Jardim Paraíso, Águas de Lindóia - SP

Para mais informações
Tel: 19997930240
Contato: Bruna de Oliveira Fernandes
E-mail:
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Congresso Internacional Freemind 2019

Programa que reduziu uso de drogas na Islândia é apresentado a senadores brasileiros

Campinas, 18 de outubro de 2019

Você sabia que o tempo passado com os pais é o principal fator de prevenção do uso de drogas? Essa é uma das premissas do programa que reduziu drasticamente o consumo de drogas na Islândia e que foi apresentado no dia 4 de setembro de 2019 aos senadores das Comissões de Assuntos Sociais (CAS) e de Educação (CE), em audiência pública.

Em 20 anos, o programa Youth in Iceland [Juventude na Islândia] conseguiu reduzir de 42% para 7% o consumo de álcool entre jovens de 15 e 16 anos. No período de 1998 a 2018, a redução no uso de cigarros foi de 23% para 6%, e o de maconha foi de 17% para 7%. O sucesso ultrapassou as fronteiras da ilha europeia e já chegou a 28 países, entre eles Chile, Austrália, Portugal, Espanha, França, Itália, Holanda, Bulgária e Lituânia. Neles, o método é conhecido como Planet Youth [Planeta Juventude].

Consumo “assustador”

O diretor do programa, Jón Sigfússon, disse na audiência que não existe uma fórmula mágica, apenas trabalhar com todos os fatores que envolvem a criança antes que ela chegue ao ponto de ter acesso à droga. Ele explicou que em 1998 o consumo na Islândia era assustador. Foi por isso que pesquisadores tentaram monitorar as circunstâncias e o comportamento dos adolescentes e relacioná-los ao consumo de drogas lícitas e ilícitas. Entre as garotas que tinham ficado bêbadas nos últimos 30 dias, 42% quase nunca tinham a companhia dos pais e 28% raramente ficavam com eles. Apenas 10% estavam quase sempre na companhia dos pais.

— Nos fatores familiares, o tempo passado com os pais é o principal fator de prevenção do uso de substâncias.

Sigfússon contou que as autoridades se deram conta de que programas e slogans nas escolas ou fotos grotescas de pessoas doentes e pulmões ruins não estavam funcionando.

— Era preciso mudar o comportamento da juventude, não só as atitudes advindas desse comportamento. Era preciso mudar o ambiente de estilo de vida das crianças para que elas ficassem menos propensas ao risco de usar substâncias ilícitas. O foco se virou para prevenção primária, naquelas crianças ainda pequenas e, portanto, ainda sem contato com a droga.

O projeto foi então desenvolvido em três pilares: uso de evidências e pesquisas, uso de práticas locais considerando as peculiaridades de cada cidade e diálogo entre pesquisadores e formadores de políticas públicas.

Pesquisas

Na parte de evidências, pesquisas com os jovens e crianças balizam a prática do programa. As pesquisas apuram ansiedade, valores do grupo de amigos, questões psicológicas, intenção de suicídio, internet, jogos, violência, sintomas de depressão e ansiedade, delinquência etc. A partir dessa métrica encontrada nos questionários e em conversas com as crianças, a cidade trabalha, em linhas gerais, com o fortalecimento de associações e cooperativas de pais, apoio a crianças em risco dentro das escolas, apoio a atividades extracurriculares, apoio a organizações não governamentais e formação de grupos de trabalho cooperativos contra abuso de drogas.

Como resultado da atuação formal das cidades, as políticas públicas foram modificadas na Islândia: a idade mínima para comprar tabaco e álcool subiu para 18 e 20 anos, respectivamente. Além disso, a maioridade foi de 16 para 18 anos, foi banida a propaganda de álcool e tabaco e esses produtos não ficam à mostra. Os pais foram orientados sobre as horas noturnas em que os adolescentes não deveriam estar fora de casa.

Brasil

Além dos senadores, o ministro da Cidadania, Osmar Terra, estava atento ao programa Planet Youth, que conheceu durante uma visita à Islândia. Ele destacou que as drogas “são a pior epidemia que o Brasil vive” e disse que a dependência química, além de ser doença incurável do cérebro, tem trazido grandes problemas sociais. Prova disso, segundo ele, é o fato de o pagamento de auxílio-doença para dependentes químicos pelo INSS ser agora três vezes maior para usuários de drogas do que para alcoólatras, que historicamente lideravam essa despesa. De acordo com ele, a explosão do crack, maconha e cocaína ocorreu a partir de 2006 e tomou uma escalada sem volta.

O ministro lembrou que o Brasil é o país com maior área de fronteira com os grandes produtores de cocaína do mundo e que a cada dia chegam toneladas de drogas ao território brasileiro. De acordo com Osmar Terra, cerca de 99% da cocaína do mundo é feita na Bolívia, no Peru e na Colômbia.

— Nós não somos só o território de passagem da droga, nós temos recordes de consumo: somos o maior consumidor de crack do mundo e o segundo maior de cocaína, e a maconha é a droga mais consumida no Brasil.

Aplicabilidade

Uma das questões que permeou o debate do Planet Youth no Senado foi justamente a diferença colossal entre Islândia e Brasil. A ilha tem cerca de 400 mil habitantes e um índice de desenvolvimento humano (IDH) bem superior ao brasileiro. Mas, para Osmar Terra e para o próprio Jón Sigfússon, isso não é impeditivo.

Sigfússon contou que o programa foi adotado por países bem maiores e com características diferentes da Islândia. O importante é que na pesquisa são levados em conta apenas os dados locais da comunidade em que a criança e o jovem estão inseridos, disse. Osmar Terra afirmou que a diferença no tamanho da população não importa, porque o programa seria instalado nos municípios, que têm populações menores mesmo. O segredo é começar a prevenção em locais pequenos.

O senador Styvenson Valentim (Podemos-RN), que presidiu a audiência, disse que no Brasil as coisas deixam de acontecer por causa do tamanho do território e da população, mas é preciso começar numa escola, num bairro, e expandir. Ele, contudo, reconheceu os problemas sociais que envolvem a implantação de projetos contra drogas em comunidades carentes.

— Estamos falando de crianças que não têm a figura do pai, cuja família vive com muito pouco, que são os aviões que levam e trazem drogas dentro das comunidades. Convoque uma reunião de pais na escola e veja se aparece um. É preciso mudar as famílias para implantar isso.

Fonte: Agência Senado
Fotografia: 
Jane de Araújo/Agência Senado

Programa que reduziu uso de drogas na Islândia é apresentado a senadores brasileiros